A taxa básica de juros da economia brasileira, a Taxa Selic, foi reduzida para 14,75% ao ano após decisão do Banco Central do Brasil, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), na última quarta-feira (18/03).
Essa foi a primeira queda desde maio de 2024 e marca uma mudança importante no cenário econômico. A Selic é o principal instrumento utilizado para controlar a inflação e impacta diretamente investimentos, crédito e o rendimento de aplicações como as contas remuneradas.
Com a redução da Selic, os rendimentos de investimentos atrelados ao CDI também sofrem leve queda. No caso da conta do Nubank, que rende 100% do CDI, o retorno acompanha de perto a taxa básica de juros.
Mesmo com a queda, os rendimentos ainda seguem elevados, o que mantém aplicações conservadoras bastante atrativas para quem busca segurança.
Quanto rende no Nubank com a nova Selic de 14,75%?
A recente decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 14,75% ao ano já começa a impactar diretamente o bolso dos brasileiros — principalmente quando o assunto é rendimento de aplicações financeiras.
Com a mudança, muitos investidores querem saber: quanto rende R$ 100 mil no Nubank hoje? E na poupança, ainda vale a pena?
Para responder essas perguntas, foi feita uma simulação atualizada no site do banco considerando a nova taxa básica de juros, com base nos mesmos parâmetros anteriores — agora ajustados proporcionalmente.
Obs: Todos os cálculos foram realizados considerando uma taxa Selic de 14,75% ao ano. A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi realizada no dia 18 de março de 2026.
Quanto rende R$ 100 mil no Nubank com Selic a 14,75%
Com a nova taxa de juros, um investimento de R$ 100 mil na conta do Nubank ou na Caixinha Reserva de Emergência, mantido por dois anos, apresenta um retorno bastante atrativo. Ao final de 24 meses, o saldo líquido (já com desconto de Imposto de Renda) chega a:
👉 R$ 125.976,30
Isso significa um rendimento total de:
👉 R$ 25.976,30
Mesmo com a leve queda da Selic, o rendimento continua elevado e competitivo frente a outras opções do mercado.
Por outro lado, na poupança, que possui regras próprias de rendimento e não acompanha integralmente a Selic, o desempenho segue bem mais limitado. Aplicando os mesmos R$ 100 mil por dois anos, o saldo final seria:
👉 R$ 113.722,40
Ou seja, o ganho total fica em:
👉 R$ 13.722,40
Diferença entre as duas
A diferença entre as duas aplicações continua significativa.
💸 Diferença total em 2 anos:
👉 R$ 12.253,90 a mais no Nubank
Na prática, isso mostra que o rendimento do Nubank pode ser quase o dobro da poupança, mesmo após a redução da taxa de juros.
Quanto rende R$ 100 mil no Nubank por mês
Para quem pensa no curto prazo, o rendimento mensal também chama atenção. Com R$ 100 mil parados por 30 dias, o retorno líquido no Nubank é de aproximadamente:
👉 R$ 887,52 por mês
Enquanto isso, na poupança:
👉 R$ 536,71 por mês
💰 Diferença mensal:
👉 R$ 350,81 a mais no Nubank

Quanto rende R$1.000 no Nubank com Selic a 14,75%
O Nubank também permite aplicação de R$1.000. Nesse cenário, a conta do Nubank e a Caixinha Reserva de Emergência seguem entre as opções mais populares.
Considerando uma aplicação de R$ 1.000 mantida por dois anos, o rendimento no Nubank continua atrativo mesmo após a leve queda dos juros.
Ao final de 24 meses, o saldo total líquido — já descontado o Imposto de Renda — chega a aproximadamente R$ 1.259,76, o que representa um ganho de R$ 259,76 no período.
Por outro lado, para quem pensa no curto prazo, o rendimento mensal também é relevante. Se o valor de R$ 1.000 permanecer aplicado por 30 dias, sem movimentações, o retorno líquido será de cerca de R$ 8,88.
Esse valor pode parecer pequeno à primeira vista, mas tende a crescer com o tempo devido ao efeito dos juros compostos.
E na poupança, quanto rende R$ 1.000?
Na poupança, o rendimento continua mais limitado. Aplicando os mesmos R$ 1.000 por dois anos, o saldo final seria de aproximadamente R$ 1.137,22, com ganho total de R$ 137,22.
Já no período de 30 dias, o rendimento mensal fica em torno de R$ 5,37.
Diferença entre poupança e Nubank
A diferença entre as duas opções, mesmo com valores menores, ainda chama atenção. Em dois anos, o Nubank rende cerca de R$ 122,54 a mais do que a poupança. No curto prazo, a diferença mensal também é positiva, com cerca de R$ 3,51 a mais.
Na prática, isso mostra que, mesmo com a Selic em 14,75% ao ano, as contas digitais que rendem 100% do CDI continuam sendo mais vantajosas do que a poupança tradicional.
Quanto rende R$1 milhão no Nubank com Selic a 14,75%
Com a taxa Selic fixada em 14,75% ao ano, os investimentos em contas digitais que rendem 100% do CDI seguem entre as opções mais atrativas para quem possui valores mais elevados, como R$ 1 milhão.
Considerando uma aplicação de R$ 1.000.000 no Nubank ou na Caixinha Reserva de Emergência por dois anos, o retorno continua bastante expressivo, mesmo após a leve redução dos juros.
Ao final de 24 meses, o saldo total líquido — já com desconto de Imposto de Renda — chega a aproximadamente R$ 1.259.763,00, o que representa um rendimento de R$ 259.763,00 no período.
Quanto rende R$ 1 milhão por mês no Nubank?
No curto prazo, o rendimento também chama atenção. Se o valor permanecer aplicado por 30 dias, sem movimentações, o retorno líquido será de cerca de R$ 8.875,20.
Esse valor mensal mostra como aplicações atreladas ao CDI conseguem gerar ganhos consistentes mesmo em períodos curtos.
E na poupança, quanto rende R$ 1 milhão?
Na poupança, o desempenho continua inferior. Aplicando os mesmos R$ 1 milhão por dois anos, o saldo final seria de aproximadamente R$ 1.137.224,00, com rendimento total de R$ 137.224,00.
Já no período de 30 dias, o retorno mensal fica em torno de R$ 5.367,10.
Nubank ou poupança: qual rende mais?
A diferença entre as duas opções se torna ainda mais evidente com valores altos. Em dois anos, o Nubank rende cerca de R$ 122.539,00 a mais do que a poupança. No curto prazo, a diferença mensal também é significativa, com aproximadamente R$ 3.508,10 a mais.
Na prática, isso mostra que, mesmo com a Selic em 14,75% ao ano, a poupança continua perdendo espaço para alternativas mais rentáveis e simples, como as contas digitais.
O que esperar da Selic para os próximos meses?
Segundo o comunicado do Banco Central, a decisão é considerada compatível com a estratégia de controle da inflação, mantendo o compromisso de trazer os preços para próximo da meta ao longo do horizonte relevante.
Além disso, o Banco Central destacou que a redução também busca suavizar oscilações da atividade econômica, estimular o crescimento e favorecer o pleno emprego.
Mesmo com o corte na taxa de juros, o Copom reforçou que o cenário atual exige cautela e serenidade. O comitê apontou que há um aumento relevante das incertezas, especialmente devido a:
conflitos no Oriente Médio
impactos indiretos nos preços globais
possíveis reflexos na inflação brasileira
Diante disso, o Banco Central afirmou que os próximos passos dependerão de novos dados econômicos, ou seja, não há garantia de novos cortes no curto prazo. A redução da taxa Selic foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do comitê. Participaram da decisão:
Gabriel Muricca Galípolo (presidente)
Ailton de Aquino Santos
Gilneu Francisco Astolfi Vivan
Izabela Moreira Correa
Nilton José Schneider David
Paulo Picchetti
Rodrigo Alves Teixeira
Projeções de inflação para 2026 e 2027
O Banco Central também divulgou novas estimativas para a inflação medida pelo IPCA.
Cenário de referência:
IPCA 2026: 3,9%
IPCA 3º trimestre de 2027: 3,3%
Desagregado:
Preços livres:
2026: 3,7%
2027: 3,3%
Preços administrados:
2026: 4,3%
2027: 3,2%
Esses números indicam que a inflação segue em trajetória de convergência para a meta, embora ainda existam pressões em alguns segmentos.
Sobre o investimento do Nubank
Os valores apresentados nesta matéria foram calculados pelo Revista dos Benefícios com base na taxa Selic atual de 14,75% ao ano, utilizando simulações proporcionais para fins informativos. Este conteúdo não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras envolvem riscos e devem considerar o perfil de cada investidor. Antes de aplicar qualquer valor, é recomendável buscar orientação de profissionais qualificados na área financeira.
