PIX toma nova decisão a partir de 01/11/2024 e vai atingir em cheio quem transfere R$1.000, R$1.100, R$1.200 ou mais; veja o que muda

A partir desta sexta-feira (1º/11), quem trocar de dispositivo (computador ou celular) para usar o Pix terá um limite de R$ 200 por transferência ou de R$ 1.000 por dia até registrar o novo aparelho no banco.

Essa regra vale apenas para dispositivos nunca usados para acessar o PIX. Para os aparelhos já cadastrados e em uso, nada muda.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o banco enviará uma mensagem direta ao cliente pelo seu app oficial, indicando as informações necessárias e onde fazer esse cadastro. A medida vai atingir novos dispositivos que desejarem realizar transferências de R$1.000, R$1.100, R$1.200 ou mais.

Brasileiros que fazem PIX no celular recebem importante notificação da Febraban
Brasileiros que fazem PIX no celular recebem importante notificação da Febraban. Foto: Reprodução

Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban, diz que a medida resulta de conversas com o Banco Central para diminuir fraudes.

Com a nova regra, se o banco perceber que o Pix está sendo acessado por um dispositivo diferente do usual do cliente para gerenciar chaves e fazer transações Pix, a operação será limitada automaticamente.

Faria alerta que o cliente deve ter cuidado, não clicar em links, emails e mensagens de WhatsApp ou SMS que peçam dados pessoais e bancários. “Se você receber alguma mensagem fora dos canais oficiais do seu banco, ignore, pois provavelmente é golpe”, afirma.

Segundo a Febrabran, com as novas regras, todas as cerca de 900 instituições que participam do Pix (incluindo bancos e instituições de pagamento) deverão usar uma solução de gestão de risco de fraude que considere as informações de segurança guardadas no Banco Central e que possa identificar transações Pix incomuns ou que não se encaixem no perfil do cliente.

As instituições também terão que verificar, no mínimo uma vez a cada seis meses, se seus clientes têm registros de fraude na base de dados do Banco Central.

Pix agendado para aluguel e mesada

Nesta semana, o Banco Central também liberou o uso do Pix automático, que estava previsto para funcionar apenas em 16 de junho de 2025.

Desde segunda-feira (28/10), os usuários podem agendar pagamentos de valor fixo pelo Pix, sem precisar autenticar cada transação. Entre os tipos de operação que podem usar o novo serviço estão mesadas, doações e aluguel entre pessoas físicas, conforme o Banco Central. Todas as instituições financeiras deverão oferecer o serviço até abril de 2025.

O pagamento agendado pelo cliente deve ser feito entre meia-noite e 8h da manhã sempre que houver dinheiro suficiente na conta bancária.

Se a conta não tiver saldo, o banco deve avisar o cliente sobre a falha e tentar fazer o Pix novamente entre 18h e 21h do mesmo dia. Se o pagamento não for realizado após essa nova tentativa, o cliente deverá ser avisado mais uma vez.

Entenda ponto a ponto dessa nova mudança

Na realidade, as alterações restringem os montantes que podem ser transferidos por dispositivos móveis ou computadores não registrados.

Isso significa que, se o dispositivo nunca realizou uma transação via PIX, as transferências terão os seguintes limites:

  • R$ 200 por operação;
  • R$ 1.000 no total de todas as operações diárias.
  • Esses limites permanecem até que o cliente confirme com o banco que o novo dispositivo pode ser liberado para transações maiores.
  • As normas se aplicam apenas a novos dispositivos.
  • Assim, quem já utiliza o PIX em um celular ou computador atualmente não será afetado, a menos que troque de aparelho ou deseje usar outra chave.

Com as novas regras, mesmo com login e senha, o fraudador não conseguirá fazer transferências superiores a R$ 1.000 por dia a partir de um dispositivo novo.

A regulamentação também estabelece algumas medidas de segurança para os bancos, que deverão:

  • Administrar riscos de fraude, identificando transações via PIX incomuns ou diferentes do perfil do cliente;
  • Disponibilizar em seus sites orientações sobre como evitar fraudes;
  • Verificar, no mínimo semestralmente, se seus clientes têm registro de fraude junto ao BC.

O Banco Central espera que, no caso de cliente com histórico de fraudes, os bancos:

  • Encerrem o relacionamento; ou
  • Utilizem limite diferenciado para autorizar transações iniciadas, além de bloqueio para transações recebidas.
Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.