Passageiros que pretendem viajar a partir do Piauí no período que antecede o Carnaval devem ficar atentos à documentação: a Carteira de Identidade Nacional (CIN) passou a ser obrigatória para embarques em aeroportos e rodoviárias no estado, tanto em trajetos interestaduais quanto internacionais.
A medida foi reforçada pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí, por meio do Instituto de Cidadania Digital, e visa aumentar a segurança na identificação dos viajantes em um dos períodos de maior circulação do ano.
Por que a CIN se tornou obrigatória no Piauí
De acordo com o governo estadual, a nova exigência acompanha a implantação do padrão nacional de identificação civil e reduz o risco de fraudes em viagens terrestres e aéreas.
A CIN utiliza o CPF como número único de identificação, acabando com o antigo número do RG estadual, e possui mecanismos de segurança modernos, como:
• QR Code para conferência rápida
• Código MRZ, o mesmo presente em passaportes
• Versão digital integrada ao Gov.br
Além disso, a CIN é aceita como documento oficial em viagens internacionais para países do Mercosul, desde que emitida há menos de 10 anos.
Governo pede antecipação da emissão para evitar transtornos
Segundo o superintendente do Instituto de Cidadania Digital, Marcelo Mascarenha, a orientação é evitar deixar a emissão para a última hora.
“Em períodos de grande movimentação, como o Carnaval, a procura aumenta significativamente. A atualização da identidade garante tranquilidade no embarque e evita situações de impedimento por documentação irregular”, afirmou.
O Piauí conta atualmente com mais de 190 unidades de atendimento, sendo 19 apenas em Teresina, permitindo acesso descentralizado à população.
Quem precisa providenciar a nova Carteira de Identidade Nacional
Devem atualizar o documento especialmente:
• Pessoas que ainda usam o antigo RG
• Crianças e adolescentes sem documento com foto
• Cidadãos que desejam usar a versão digital da CIN em viagens
• Quem precisa embarcar para países do Mercosul
A primeira via da CIN é gratuita, enquanto a segunda via custa R$ 22,60 no Piauí, em caso de perda ou roubo. O agendamento pode ser feito pelo aplicativo Gov.PI Cidadão.
O que muda com a CIN: regras nacionais atualizadas
A Carteira de Identidade Nacional unifica o registro civil utilizando apenas o CPF, acabando com múltiplos números de identificação.
Principais mudanças:
1. Número único
• Não existe mais número estadual de RG
• O CPF passa a ser o número da identidade
2. Documento físico e digital
• Disponível em cartão ou papel
• Versão digital no aplicativo Gov.br
3. Segurança reforçada
• QR Code para validação instantânea
• Código MRZ (padrão de passaportes)
• Menos risco de fraude
Validade do documento por faixa etária
A validade da CIN é definida conforme idade do titular:
| Idade na emissão | Validade |
|---|---|
| 0 a 12 anos | 5 anos |
| 12 a 60 anos | 10 anos |
| Acima de 60 anos | Vitalícia |
Ainda é obrigatório trocar o RG antigo?
Não imediatamente.
Segundo o governo federal, o RG antigo continua valendo até 28 de fevereiro de 2032, mas desde 2024 a emissão passou a ser exclusivamente da CIN em todos os estados.
Ou seja:
• Quem perde, tem o documento roubado ou precisa atualizar já recebe a CIN
• Não é necessário trocar apenas por estar com o RG antigo
Custos da emissão
A regra nacional é:
• Primeira via: gratuita
• Segunda via: valor varia por estado
• No Piauí, o valor atual é R$ 22,60
Como emitir a CIN em 2026
O procedimento exige:
Agendamento no órgão emissor do estado
Certidão de Nascimento ou Casamento original
CPF regularizado na Receita Federal
Possibilidade de incluir:
• Tipo sanguíneo
• Nome social
• Condições de deficiência (ex.: autismo)
Viagens internacionais com CIN
A CIN substitui o passaporte apenas no Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia), quando emitida em menos de 10 anos.
Para outros países, o passaporte continua obrigatório.
