Novo RG 2025: veja quem tem direito à CIN gratuita, como emitir e o que muda com o CPF como número único

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) está reformulando a forma como o Brasil identifica seus cidadãos. A começar pelo ponto central: o número do CPF passa a ser o único número do documento, substituindo definitivamente os antigos números de RG que variavam conforme o estado. A princípio, essa unificação elimina discrepâncias, reduz erros e aumenta a segurança em operações que exigem identificação pessoal.

Antes de mais nada, é importante destacar que a CIN segue um padrão nacional, com informações integradas e validadas diretamente em bases federais. Ou seja, independentemente do estado onde o cidadão more ou faça a emissão, o documento terá o mesmo layout, os mesmos campos e o mesmo número.

Além disso, o novo RG chega com uma proposta clara: modernizar, unificar e impedir fraudes, permitindo que toda a população usufrua de um documento mais confiável, tecnológico e integrado ao Gov.br.

A emissão é gratuita? Entenda quem paga e quem está isento

Quando o cidadão emite a nova CIN pela primeira vez, não paga nada. A Lei nº 7.116/1983 estabelece que a primeira via em papel é totalmente gratuita. Contudo, alguns estados optaram por emitir o documento em cartão de policarbonato, que é mais resistente e durável. Nesse caso, o valor pode variar, porque o cartão não entra na gratuidade prevista pela lei.

Em síntese, funciona assim:

  • Primeira via em papel: gratuita em todo o país.

  • Versão em cartão (policarbonato): pode ter taxa, dependendo do estado.

  • Versão digital: também gratuita, liberada automaticamente no app Gov.br após a emissão física.

A saber: não existe cobrança obrigatória para atualizar o RG. Se o cidadão optar pelo modelo gratuito em papel, não pagará nada pela emissão.

Preciso manter os outros documentos?

Por enquanto, sim. Ainda que o novo RG use o CPF como número único, a recomendação oficial do Governo Federal é manter todos os outros documentos, como CNH, Título de Eleitor e certidões. A dispensa completa só ocorrerá quando todos os sistemas estiverem integrados nacionalmente.

Em outras palavras: a CIN inicia a unificação, mas a transição será gradual.

Validade do antigo RG e prazos de substituição

Embora o novo documento já esteja disponível em todos os estados, a troca não é obrigatória de imediato. O antigo RG continuará valendo até 28 de fevereiro de 2032, um prazo longo para que toda a população consiga migrar sem pressão e sem filas.

Até lá, o cidadão pode escolher o melhor momento para emitir sua nova identidade.

Como funciona a validade da nova CIN

O novo RG traz uma regra unificada e baseada na idade do cidadão:

  • 0 a 12 anos incompletos: validade de 5 anos

  • 12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos

  • Acima de 60 anos: validade indeterminada

Essa padronização evita a variação estadual que existia antes e facilita a aceitação do documento em todo o país.

Documento mais seguro: QR Code, MRZ e verificação instantânea

A tecnologia é uma das grandes apostas da CIN. O documento inclui:

  • QR Code, que permite verificar a autenticidade usando qualquer dispositivo.

  • MRZ (zona legível por máquina), igual aos passaportes.

  • Validação automática via Gov.br, impedindo falsificações.

Esses recursos tornam o documento mais difícil de ser adulterado, reduzindo fraudes bancárias, golpes envolvendo identidade e outros crimes comuns no país.

Além disso, a existência da versão digital — que só aparece após a emissão física — cria uma camada adicional de proteção.

Versões física e digital disponíveis

A nova CIN pode ser emitida em dois formatos:

  1. Papel de segurança (cédula)

    • É o modelo gratuito.

    • Tem boa durabilidade e alto nível de proteção.

  2. Cartão de policarbonato

    • É mais resistente, semelhante a um cartão de crédito.

    • Pode ter custo dependendo do estado.

Depois da emissão física, o cidadão acessa automaticamente a versão digital no aplicativo Gov.br, que passa a servir como documento oficial em diversos serviços públicos e privados.

Um documento que concentra várias informações em um único número

A CIN permite que o cidadão inclua outras informações que podem facilitar o atendimento em situações específicas. Entre elas:

  • CNH

  • Título de Eleitor

  • Cartão do SUS

  • Tipo sanguíneo e fator Rh

  • Condições de saúde que precisam ser informadas

  • Informações sobre autismo e deficiências

Esses dados ficam acessíveis por meio do QR Code, o que reduz a necessidade de carregar vários documentos no dia a dia.

Vantagens práticas do novo RG

Em primeiro lugar, o documento reduz burocracias ao unificar dados e adotar o CPF como base nacional. Isso facilita aberturas de contas, matrículas, cadastros e verificação de informações em sistemas públicos e privados.

A saber: também melhora a aceitação do documento em viagens dentro do Mercosul, já que a MRZ aproxima a CIN do formato dos passaportes internacionais.

Por fim, a integração com o Gov.br coloca o Brasil em um novo patamar de identidade digital, criando uma base nacional padronizada, mais eficiente e mais segura.

Como tirar a nova Carteira de Identidade Nacional

O procedimento é simples e pode ser feito de forma semelhante ao processo atual do RG. Em geral, o cidadão precisa:

  1. Agendar atendimento no Instituto de Identificação do estado.

  2. Levar a certidão de nascimento ou casamento (original, sem rasuras).

  3. Levar o CPF atualizado.

  4. Comparecer para coleta de biometria, foto e assinatura.

Após alguns dias, o documento fica pronto para retirada.

Por que o Brasil está adotando o CPF como número único?

Durante décadas, cada estado emitia seu próprio RG, com numerações diferentes. Isso gerava inconsistências, dificultava investigações, prejudicava cadastros e aumentava fraudes.

Com o CPF como único número:

  • elimina-se o risco de ter vários RGs;

  • aumenta-se o cruzamento de dados;

  • facilita-se o monitoramento de políticas públicas;

  • reduz-se a duplicidade de identidades;

  • amplia-se a segurança digital.

Em conclusão, a CIN marca uma das maiores modernizações da identificação civil no país, com objetivo claro: tornar a vida do cidadão mais prática, segura e integrada aos sistemas digitais.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.