Nova CNH: entenda o novo limite de 10 pontos e quantas infrações você pode cometer no exame

Uma mudança importante nos exames práticos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começou a chamar atenção em todo o Brasil: o novo modelo de avaliação estabeleceu um limite máximo de 10 pontos em infrações, alterando completamente a forma como o candidato pode ser aprovado ou reprovado durante a prova de direção.

As alterações foram oficializadas com a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, documento que cria diretrizes nacionais e padroniza os exames práticos em todos os estados. A proposta é reduzir diferenças regionais e garantir um critério mais uniforme de avaliação, independentemente do local onde o candidato realiza a prova.

Entre as mudanças mais comentadas estão o fim da baliza como etapa obrigatória, a revisão dos critérios de aprovação e a extinção da reprovação automática por uma infração única.

Agora, o candidato pode cometer erros, desde que respeite o limite de pontuação permitido.

Como funciona o limite de 10 pontos na nova CNH?

A regra central do novo modelo é simples:

O candidato só será aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos.

Ou seja, o candidato pode somar infrações leves, médias, graves e gravíssimas, mas a soma total não pode passar de 10.

📌 A reprovação acontece apenas se o candidato ultrapassar 10 pontos, ou seja, ao atingir 11 pontos ou mais.

Isso muda totalmente a lógica do exame, já que agora existe uma margem maior de tolerância para pequenos erros, desde que eles não sejam repetidos em excesso.

Pontuação definida para cada infração no exame prático

O manual estabeleceu uma pontuação fixa conforme o grau de gravidade da infração cometida:

  • Infrações leves: 1 ponto

  • Infrações médias: 2 pontos

  • Infrações graves: 4 pontos

  • Infrações gravíssimas: 6 pontos

O candidato pode acumular diferentes infrações durante o percurso, desde que permaneça dentro do limite permitido.

Fim da reprovação imediata por uma única infração

Outra mudança importante é que foi extinta a regra que determinava reprovação imediata caso o candidato cometesse uma infração específica considerada eliminatória.

Agora, mesmo infrações que antes causariam reprovação automática passam a somar pontos, permitindo que o candidato continue o exame.

Isso significa que um erro grave não encerra automaticamente a prova. O que define a reprovação será a soma total da pontuação ao final.

Quantas infrações o candidato pode cometer sem ser reprovado?

Como o limite é de até 10 pontos, a quantidade de infrações varia conforme o peso do erro.

Se cometer apenas infrações leves (1 ponto)

Como cada infração leve vale 1 ponto, o candidato pode cometer:

até 10 infrações leves

e ainda ser aprovado.

A reprovação só ocorre se ele cometer a 11ª infração leve, somando 11 pontos.

Se cometer apenas infrações médias (2 pontos)

Cada infração média vale 2 pontos.

Nesse caso, o candidato pode cometer:

até 5 infrações médias (10 pontos)

A reprovação aconteceria apenas com a 6ª infração média, que levaria o total a 12 pontos.

Se cometer apenas infrações graves (4 pontos)

Cada infração grave vale 4 pontos.

Assim, o candidato pode cometer:

até 2 infrações graves (8 pontos)

Ainda sobrariam 2 pontos de margem.

Se cometer uma terceira infração grave, o total iria para 12 pontos e a reprovação seria automática.

Se cometer infrações gravíssimas (6 pontos)

Aqui o risco é alto.

O candidato pode cometer:

1 infração gravíssima (6 pontos)

Ainda sobrariam 4 pontos, o que permitiria cometer algumas leves ou até uma grave.

Porém, duas infrações gravíssimas somariam 12 pontos, ultrapassando o limite e reprovando automaticamente.

Combinações possíveis dentro do limite permitido

Como o candidato pode combinar diferentes tipos de infrações, algumas situações ainda permitem aprovação, desde que não ultrapasse 10 pontos.

Veja alguns exemplos:

  • 1 gravíssima (6) + 2 médias (4) = 10 pontos ✅ aprovado

  • 1 gravíssima (6) + 1 grave (4) = 10 pontos ✅ aprovado

  • 2 graves (8) + 2 leves (2) = 10 pontos ✅ aprovado

  • 5 médias (10) = 10 pontos ✅ aprovado

  • 10 leves (10) = 10 pontos ✅ aprovado

  • 1 gravíssima (6) + 1 grave (4) + 1 leve (1) = 11 pontos ❌ reprovado

Ou seja, o candidato só reprova quando ultrapassa o limite permitido.

Infrações leves: o que pode gerar 1 ponto no exame

As infrações leves geralmente estão relacionadas à falta de atenção ou pequenos descuidos durante o percurso.

Entre exemplos descritos no manual estão:

  • não olhar o painel de instrumentos

  • não olhar para direita ou esquerda ao sair com o veículo

  • manter a porta do veículo aberta ou semiaberta

  • usar marcha de forma incorreta

  • manter o freio de mão parcialmente acionado

  • buzinar sem necessidade

  • usar farol alto em local indevido

Esses erros isolados não costumam causar reprovação, mas repetidos podem levar o candidato ao limite.

Infrações médias: erros que somam 2 pontos

As infrações médias representam falhas mais relevantes e costumam ser as mais comuns no exame prático.

Entre elas estão:

  • ultrapassar pela direita

  • trafegar em via não autorizada

  • dirigir com calçado inadequado

  • usar celular ou fones durante o percurso

  • não ligar farol em túnel ou chuva

  • trafegar muito abaixo da velocidade permitida

  • manter o braço para fora do veículo

Como cada uma vale 2 pontos, bastam algumas ocorrências para o candidato chegar ao limite.

Infrações graves: 4 pontos e risco de reprovação rápida

As infrações graves já representam risco mais elevado.

Exemplos incluem:

  • avançar na contramão em local proibido

  • não respeitar preferência em rotatórias

  • desobedecer sinalizações importantes

  • sinalizar manobras incorretamente

  • fazer ultrapassagem perigosa

  • transitar em marcha à ré colocando outros em risco

Duas infrações graves já somam 8 pontos, deixando o candidato perto do limite.

Infrações gravíssimas: 6 pontos e quase nenhuma margem de erro

As infrações gravíssimas são as mais pesadas, com 6 pontos cada.

Entre exemplos estão:

  • avançar o sinal vermelho

  • não parar na placa de parada obrigatória

  • ultrapassar em locais proibidos (ponte, túnel, curva)

  • transitar sobre calçada

  • retorno em local proibido

  • excesso de velocidade acima de 50% do limite

Com uma gravíssima, o candidato já fica com pouca margem para cometer novos erros.

O que muda com o fim da baliza obrigatória?

O manual também estabelece que a baliza deixa de ser uma etapa obrigatória em todos os exames, o que pode mudar a estrutura prática da avaliação em alguns locais.

O foco agora tende a ser maior em condução real, analisando:

  • domínio do veículo

  • respeito às placas e regras

  • atenção a pedestres

  • postura defensiva

  • sinalização correta de manobras

A intenção é avaliar o comportamento do motorista em situações mais próximas do trânsito cotidiano.

Nova regra muda como o candidato deve se preparar

Com o novo limite de pontuação, o candidato não deve apenas evitar um erro “fatal”, mas sim dirigir com consistência e evitar repetir falhas pequenas.

A prova se torna mais baseada em controle emocional e atenção contínua.

O ideal é que o candidato:

  • mantenha calma durante todo o percurso

  • sinalize corretamente todas as manobras

  • respeite pedestres e preferências

  • mantenha postura adequada ao volante

  • evite erros simples que podem se acumular

A aprovação, agora, depende menos de perfeição e mais de regularidade.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.