Milhares de brasileiros ficaram esperando um PIX cair no Nubank, acharam que era erro do sistema, mas o banco explicou passo a passo o que fazer quando o dinheiro não aparece — e o alerta envolve golpes cada vez mais comuns

Se você já ficou aguardando um PIX cair na sua conta do Nubank e o valor simplesmente não apareceu, saiba que essa situação é mais comum do que parece. Em muitos casos, o problema não está no aplicativo nem no sistema do banco, mas em detalhes da própria transferência.

Diante do aumento de relatos desse tipo, o Nubank divulgou orientações claras para ajudar seus clientes a identificar o que aconteceu e evitar prejuízos. As recomendações servem tanto para quem realmente não recebeu o dinheiro quanto para quem pode estar diante de uma tentativa de golpe.

O primeiro passo antes de qualquer reclamação

Segundo o próprio Nubank, o primeiro passo é confirmar se a transferência foi feita corretamente. Isso inclui verificar se a chave PIX informada pertence, de fato, à conta correta.

Muitos erros acontecem por causa de dados digitados incorretamente, principalmente quando a chave é um número de celular ou e-mail. Por isso, antes de qualquer ação, é essencial revisar essas informações.

Caso a pessoa que enviou o PIX confirme o pagamento, o próximo passo é solicitar o comprovante da transação.

O código E2E é a principal prova da transferência

Toda transferência via PIX gera um código chamado E2E (End to End). Esse código funciona como um identificador único da operação e permite que as instituições financeiras verifiquem se o pagamento realmente foi concluído.

Com o código E2E em mãos, o Nubank consegue analisar se:

  • o PIX foi enviado corretamente;

  • houve falha no processamento;

  • o valor foi direcionado para outra conta.

Sem esse código, a verificação se torna muito mais limitada.

Quando vale falar diretamente com quem enviou o PIX

Se o comprovante não esclarece a situação, o banco orienta que o cliente entre em contato com a pessoa que afirma ter feito o pagamento. Esse contato direto pode ajudar a entender se houve erro no envio ou até mesmo se o PIX nunca foi realizado.

Em alguns casos, o comprovante apresentado é falso, algo que tem se tornado cada vez mais comum em golpes digitais.

Última alternativa: falar com o banco de origem do dinheiro

Caso ainda restem dúvidas, existe a possibilidade de entrar em contato com o banco de onde o dinheiro supostamente saiu. A instituição de origem pode confirmar se a transferência foi concluída ou se ficou retida por algum motivo.

Esse caminho costuma ser mais demorado, mas ajuda a esclarecer situações em que há conflito de informações entre remetente e destinatário.

Atenção aos golpes de falsa transferência via PIX

O Nubank reforça um alerta importante: golpes de falsa transferência estão cada vez mais sofisticados. Criminosos enviam comprovantes falsos, simulam telas de aplicativos e pressionam a vítima a liberar produtos ou serviços antes da confirmação real do pagamento.

Por isso, a recomendação é clara: nunca considere um PIX como recebido apenas com base em imagem ou mensagem. O valor precisa aparecer no saldo da conta.

Nubank lançou o PIX Protegido para casos de fraude

Diante do crescimento dos golpes, o Nubank lançou, em 4 de novembro de 2025, o serviço chamado PIX Protegido. A iniciativa foi criada em parceria com a seguradora Chubb, referência global em seguros.

O serviço está disponível dentro do próprio aplicativo do Nubank para clientes elegíveis e funciona como uma camada extra de proteção em situações específicas.

Como funciona o PIX Protegido do Nubank

O PIX Protegido cobre transações realizadas em situações de golpe ou fraude, oferecendo reembolso de até R$ 5 mil por ano.

As principais regras do serviço incluem:

  • mensalidade de R$ 7

  • limite de quatro ocorrências por ano

  • cobertura válida apenas para situações comprovadamente fraudulentas

Segundo o Nubank, o objetivo é aumentar a tranquilidade dos clientes e reforçar a importância da prevenção.

Quais situações o PIX Protegido cobre

De acordo com o banco, o serviço cobre, por exemplo:

  • golpes em que criminosos se passam por parentes ou conhecidos;

  • pagamentos de boletos falsos;

  • compras em lojas falsas, quando o produto nunca é entregue;

  • transações feitas após roubo ou furto do celular;

  • transferências realizadas sob ameaça física, como em sequestros relâmpagos.

Esses cenários estão entre os mais relatados pelos clientes nos últimos anos.

O que o PIX Protegido não cobre

É importante destacar que o serviço não cobre situações que não caracterizam golpe. Por exemplo, atrasos na entrega de produtos comprados em lojas oficiais não entram na cobertura.

Nesses casos, a solução deve ser buscada diretamente com o vendedor ou por meio dos canais tradicionais de defesa do consumidor.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.