Governo Lula confirma que vai entregar NOVO benefício para quem recebe até R$5.000,00 por mês

A decisão de como viabilizar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5.000 está a cargo do presidente Lula.

Promessa eleitoral de 2022, a isenção não é uma conta simples, já que abrirá um espaço de aproximadamente R$ 40 bilhões a partir de 2026, em um contexto de orçamento nacional já bastante apertado

Embora o custo seja elevado e a decisão ainda não tenha sido tomada, o governo planeja enviar uma proposta ao Congresso ainda em 2024, incluindo a isenção, juntamente com ações compensatórias para compensar a desistência.

Presidente LULA
Presidente LULA. Foto: Reprodução / Twitter

Apesar do envio em 2024, o debate no Congresso só deve ser concluído em 2025 e, se aprovada, a lei só entrará em vigor a partir de 2026, devido à sua anterioridade.

O Ministério da Fazenda criou diversos cenários com opções para compensar os R$ 40 bilhões. Como o governo não está disposto a renunciar à arrecadação, se conceder uma isenção em um lado, terá que aumentar a cobrança no outro.

Governo Lula quer entregar isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil; veja como isso pode ser feito

O Governo Lula quer isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil, mas para isso, terá que que encontrar uma alternativa para que o orçamento não sofra uma perda.

Uma das possibilidades em discussão é a tributação dos super-ricos que atualmente não pagam imposto de renda, passando a pagar um percentual reduzido. São contribuintes cuja renda provém exclusivamente de rendimentos isentos, tais como lucros, dividendos e similares.

Esses contribuintes seriam obrigados a pagar uma quantia mínima, o que não implica alterações nas isenções vigentes. Os super-ricos que já contribuem com um percentual mínimo sobre seus rendimentos tributáveis não devem ser afetados.

A sugestão para o indivíduo segue o raciocínio da recente Medida Provisória 1626/2024 destinada às empresas, que determina uma tributação corporativa mínima para grandes conglomerados multinacionais (em conformidade com o pilar 2 da OCDE).

No âmbito da reforma fiscal, o time econômico deve sugerir mudanças na tributação das empresas, incluindo novos ajustes nos Juros sobre Capital Próprio e na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), mudanças na tributação de lucros e dividendos, além de uma diminuição no IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) para não elevar o ônus do setor produtivo.

Revisão dos gastos pode influenciar?

A discussão sobre a reforma da renda não será integrada ao debate do Orçamento de 2025, porém pode ocorrer simultaneamente à revisão de despesas sugerida pelo time econômico.

Devido à resistência dos governos de esquerda às revisões de gastos, pode ser uma estratégia eficaz negociar com a proposta de isenção de IR para quem recebe até R$ 5.000.

Como funciona o Imposto de Renda atualmente

A declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) é uma ferramenta essencial utilizada pelo Governo Federal para acompanhar a evolução patrimonial dos brasileiros.

Ao exigir que os contribuintes informem seus rendimentos e despesas anuais, o governo pode verificar se eles estão pagando os tributos corretos com base em sua renda e situação financeira. Essa obrigação anual permite um monitoramento eficaz e garante a equidade no sistema tributário.

Existem critérios específicos que determinam quem é obrigado a declarar o imposto de renda em 2024. Esses critérios são baseados em fatores como renda, situação patrimonial e transações financeiras realizadas durante o ano-calendário de 2023.

Um dos critérios principais para a obrigatoriedade da declaração de IRPF é a renda anual do contribuinte. De acordo com as regras atuais, aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2023 devem declarar o imposto de renda em 2024.

Além da renda, a situação patrimonial também é levada em consideração. Se o valor total dos bens e direitos do contribuinte em 31 de dezembro de 2023 exceder R$ 300.000,00, ele será obrigado a declarar o imposto de renda, independentemente de sua renda anual.

Certas transações financeiras também desencadeiam a obrigação de declarar o imposto de renda. Isso inclui a venda de imóveis, a realização de operações em bolsa de valores, o recebimento de rendimentos isentos ou não tributáveis acima de R$ 40.000,00, e a aquisição de bens ou direitos cujo valor total exceda R$ 300.000,00.

Outras Situações

Existem outras situações específicas que exigem a declaração do imposto de renda, como ser residente no exterior, ser proprietário de empresa ou ter recebido rendimentos de fontes no exterior.

*Texto escrito por Saulo Moreira. Colunista do Revista dos Benefícios, é graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos em experiência textual e 30 mil textos publicados.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.