O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou um processo de modernização cadastral que vai alterar a forma como aposentados, pensionistas e segurados comprovam sua identidade.
Nos próximos anos, a Carteira de Identidade Nacional (CIN), conhecida como novo RG, será o principal documento para acesso, manutenção e concessão de benefícios previdenciários.
O objetivo é reforçar a segurança dos pagamentos, padronizar a biometria, reduzir fraudes e integrar bancos de dados estaduais e federais.
A obrigação total só valerá a partir de 1º de janeiro de 2028, mas o cronograma já está em andamento e afeta quem solicita novos benefícios ou precisa atualizar dados no INSS.
Por que o INSS vai exigir o novo RG
O governo trabalha para unificar o registro civil e integrar informações espalhadas entre diferentes bancos de dados. Hoje, o INSS aceita diversos documentos, o que facilita erros e tentativas de fraude.
Com a CIN, o sistema passa a concentrar:
CPF como número único nacional
dados biométricos padronizados
validação eletrônica em tempo real
Segundo especialistas, a medida deve aumentar a confiabilidade dos cadastros, agilizar atendimentos, reduzir pagamentos indevidos e facilitar serviços no Meu INSS e em postos físicos, já que a biometria permitirá validação direta do titular.

O que muda na prática
A implementação ocorre em etapas e envolve diferentes exigências. Veja o cronograma atualizado:
Desde novembro de 2025
Já há exigência de comprovação biométrica em novos pedidos de benefícios, por meio de bases como:
CNH (Denatran)
Título de eleitor (Justiça Eleitoral)
CIN (novo RG)
A partir de maio de 2026
Quem não tiver biometria cadastrada em nenhuma dessas bases precisará emitir obrigatoriamente o novo RG para dar andamento ao requerimento.
Durante o ano de 2027
A exigência será ampliada. Segurados que precisarem:
renovar benefícios
atualizar informações
regularizar pendências
deverão possuir biometria ativa. Caso contrário, o INSS orientará a emissão da CIN.
A partir de 1º de janeiro de 2028
A transição será finalizada. A partir desse ponto:
Apenas a Carteira de Identidade Nacional será aceita para fins de identificação biométrica no INSS, tanto para novos requerimentos quanto para manutenção de benefícios.
Quem deve emitir o novo RG antes do prazo
Embora ainda não seja obrigatório para todos, órgãos do governo recomendam não deixar para a última hora, principalmente idosos e pessoas com dificuldade digital.
Devem considerar a emissão com antecedência:
Aposentados e pensionistas sem biometria registrada
Quem pretende solicitar benefícios nos próximos meses
Segurados com documentos antigos ou danificados
Quem quer evitar bloqueios ou pendências futuras
Técnicos afirmam que não haverá corte automático em massa, mas sim comunicações individualizadas ao longo do processo. Ainda assim, emitir o documento com antecedência reduz riscos de atrasos, suspensões temporárias e exigências adicionais.
Exceções e flexibilizações
A regulamentação prevê exceções temporárias para grupos que têm maior dificuldade de deslocamento ou acesso aos serviços públicos. Estão dispensados da exigência imediata:
pessoas com mais de 80 anos
cidadãos com limitações graves de mobilidade
moradores de áreas remotas, especialmente comunidades ribeirinhas
migrantes e refugiados
apátridas
brasileiros que vivem no exterior
Além disso, alguns benefícios sociais terão prazo ampliado para adaptação, como:
salário-maternidade
auxílio por incapacidade temporária
pensão por morte
Segundo o INSS, os segurados serão avisados com antecedência, evitando cortes imediatos ou bloqueios sem notificação.
Como emitir o novo RG
A primeira via do novo RG é gratuita e a emissão é responsabilidade dos órgãos estaduais de identificação, que variam por estado:
Secretarias de Segurança Pública
Institutos de Identificação Civil
Detrans (em alguns estados)
Passo a passo básico
O procedimento costuma envolver:
Agendamento online no site ou aplicativo oficial do estado
Atendimento presencial no posto escolhido
Coleta biométrica, incluindo:
foto
digitais
assinatura
Muitos estados permitem acompanhar o status pela internet e retirar o documento no mesmo posto ou por correios, dependendo da região.
Documentos necessários
Para emitir a CIN, o cidadão deve apresentar:
Certidão de nascimento ou casamento
CPF, se não constar na certidão
Comprovante de residência
No caso de brasileiros naturalizados, também é obrigatório o certificado de naturalização.
Estados podem exigir documentos adicionais conforme suas próprias regras.
O que fazer se o benefício for bloqueado
Se o segurado notar suspensão ou bloqueio indevido, pode solicitar regularização pelos canais oficiais:
Meu INSS
telefone 135
Após a correção, o pagamento costuma ser restabelecido, com possibilidade de valores retroativos durante o período em análise.
Especialistas recomendam:
manter dados atualizados
verificar notificações no Meu INSS
checar caixa de e-mail e SMS
consultar extrato bancário periodicamente
Esses cuidados reduzem o risco de interrupções inesperadas.
Orientação para quem depende de benefício mensal
O INSS afirma que a modernização não tem objetivo de cortar benefícios, mas sim aumentar a segurança e evitar fraudes, principalmente com:
prova de vida digital
biometria unificada
integração de bases federais e estaduais
A transição será gradual e acompanhada de campanhas informativas.
Para aposentados, pensionistas e pessoas com deficiência que dependem do pagamento mensal, a recomendação é simples:
Emitir o novo RG com antecedência é a forma mais segura de evitar bloqueios e atrasos.
