INSS libera em fevereiro valor de R$ 2,1 milhões em valores extras para aposentados e pensionistas

O INSS confirmou neste mês de fevereiro de 2026 a liberação de R$ 2,1 milhões em valores extras destinados a aposentados e pensionistas que sofreram cobranças indevidas em operações ligadas ao crédito consignado.

O dinheiro devolvido envolve descontos considerados irregulares relacionados a seguro prestamista, produto que teria sido cobrado sem autorização clara dos beneficiários.

A devolução foi realizada pelo PicPay, após a assinatura de um acordo formal com o INSS, e beneficia milhares de segurados que tiveram prejuízos ao longo dos últimos anos.

INSS confirma devolução de R$ 2,1 milhões em descontos indevidos

De acordo com as informações divulgadas pelo governo federal, o valor total devolvido foi de R$ 2,1 milhões, distribuído entre beneficiários do INSS que sofreram descontos ilegais.

A devolução aconteceu após o PicPay firmar um Termo de Compromisso com o INSS, em dezembro de 2025, assumindo obrigações para corrigir falhas em contratos de consignado e reembolsar imediatamente valores cobrados de forma irregular.

O ressarcimento foi concluído oficialmente em 30 de dezembro de 2025, mas segue sendo tratado como um dos principais casos de devolução confirmados para aposentados e pensionistas em 2026.

Mais de 4 mil aposentados e pensionistas foram ressarcidos

Segundo o INSS, o ressarcimento contemplou 4.340 beneficiários, entre aposentados e pensionistas que identificaram descontos indevidos em seus pagamentos mensais.

Esses segurados tiveram devolução de valores referentes a cobranças irregulares associadas ao chamado seguro prestamista, que costuma ser incluído em operações de empréstimo consignado.

O montante foi creditado de duas formas:

  • diretamente na conta do benefício previdenciário

  • ou na conta PicPay, conforme o canal utilizado pelo segurado no contrato

O que é o seguro prestamista e por que ele gera tantos problemas?

O seguro prestamista é um produto oferecido junto ao crédito consignado, supostamente para garantir o pagamento do empréstimo em caso de morte, invalidez ou perda de renda.

O problema é que, em muitos casos, aposentados relatam que:

  • não contrataram o seguro

  • não autorizaram descontos

  • só descobriram a cobrança ao consultar o extrato

Isso faz com que o desconto apareça como uma cobrança mensal pequena, mas contínua, reduzindo o valor do benefício recebido.

Acordo com o INSS proíbe venda casada no consignado

Além da devolução, o acordo firmado entre o PicPay e o INSS também trouxe uma regra importante: a proibição de venda casada.

Isso significa que nenhuma instituição pode condicionar a liberação do consignado à contratação de produtos como:

  • seguro prestamista

  • título de capitalização

  • plano assistencial

  • serviço adicional com desconto direto no benefício

O Termo de Compromisso deixa claro que a liberação do crédito consignado deve ser feita sem obrigatoriedade de serviços extras.

INSS reforça fiscalização do consignado em 2026

O INSS informou que mantém monitoramento constante sobre operações de crédito consignado, justamente para proteger aposentados e pensionistas contra práticas abusivas.

Esse tipo de fraude se tornou comum nos últimos anos porque muitos descontos são pequenos e passam despercebidos, especialmente quando o beneficiário não consulta o extrato com frequência.

Por isso, o órgão reforça a recomendação de que todos os segurados consultem mensalmente o extrato no Meu INSS.

Prazo para contestar descontos indevidos vai até 20 de março

O INSS também confirmou que aposentados e pensionistas que identificarem cobranças irregulares têm até 20 de março de 2026 para contestar os descontos.

O prazo foi prorrogado devido à instabilidade registrada no aplicativo Meu INSS, que dificultou o acesso de muitos segurados.

Mesmo após essa data, o INSS informou que a adesão ao acordo de ressarcimento poderá continuar disponível em alguns casos, mas a recomendação é não esperar.

Quem pode aderir ao acordo de devolução do INSS?

Podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que:

  • contestaram desconto indevido e não receberam resposta em até 15 dias úteis

  • receberam resposta considerada irregular

  • sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025

O procedimento é totalmente gratuito, e pode ser feito pelos canais oficiais.

Como pedir devolução de desconto indevido no INSS

O segurado pode contestar o desconto por:

  • aplicativo Meu INSS

  • telefone 135

  • atendimento presencial em agências do INSS

  • atendimento em agências dos Correios (quando disponível)

O passo a passo funciona assim:

  1. Conteste o desconto nos canais oficiais

  2. Aguarde a resposta da entidade por até 15 dias úteis

  3. Se não houver resposta, o sistema libera automaticamente a adesão ao acordo

  4. Se a resposta for irregular, o INSS também libera a adesão

  5. Finalize a adesão pelo Meu INSS ou presencialmente nos Correios

  6. Aguarde o pagamento do ressarcimento

Passo a passo para aceitar o acordo pelo Meu INSS

O INSS explicou que, para aceitar o acordo pelo aplicativo, o beneficiário deve:

  1. Acessar o Meu INSS com CPF e senha Gov.br

  2. Clicar em “Consultar Pedidos”

  3. Selecionar a opção “Cumprir Exigência”

  4. Rolar até o último comentário disponível

  5. Ler as informações com atenção

  6. No campo “Aceito receber”, marcar “Sim”

  7. Clicar em “Enviar”

Depois disso, basta aguardar o processamento e a liberação do valor na conta indicada.

Atenção: INSS alerta para golpes envolvendo devolução de dinheiro

Com o aumento dos casos de ressarcimento, golpistas passaram a aplicar fraudes prometendo “devolução imediata” via WhatsApp ou SMS.

O INSS reforça que:

  • não envia links por mensagem

  • não pede senha

  • não solicita dados bancários por telefone

  • a contestação deve ser feita apenas no Meu INSS ou pelo 135

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.