Governo Lula faz anúncio que pode mudar tudo para aposentados e pensionistas que fizeram crédito consignado do INSS — e promete apertar o cerco contra fraudes e descontos indevidos

Se você é aposentado ou pensionista do INSS, provavelmente já ouviu falar do famoso crédito consignado. Ele é aquele empréstimo com desconto direto no benefício, bem mais fácil de contratar e, muitas vezes, com juros mais baixos.

Até aí, tudo bem. O problema é que nos últimos meses começaram a pipocar histórias de pessoas reclamando que nunca pediram o empréstimo, mas mesmo assim estavam vendo o desconto todo mês no pagamento da aposentadoria.

Foi aí que o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, resolveu botar a boca no trombone. Em uma entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele garantiu que o governo está fazendo um verdadeiro pente-fino para descobrir se tem gente ganhando dinheiro em cima dos aposentados de forma indevida.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante entrevista no programa ‘Bom dia, Ministro’, da EBC — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

E não é conversa fiada, não. O ministro deixou bem claro:

“Estamos investigando, olhando com lupa, fazendo um pente-fino nesses consignados. Não queremos saber de fraudes, de descontos indevidos e vamos agir com muito rigor.”

Ou seja, vem mudança por aí — e pode ser grande.

O que está acontecendo com os consignados: as denúncias que acenderam o alerta

Desde que assumiu a pasta da Previdência, em maio, Wolney Queiroz disse que tem recebido uma enxurrada de relatos de aposentados e pensionistas reclamando de contratos que nunca fizeram.

Imagine a situação: você vai conferir o extrato do benefício e descobre um desconto todo mês. Liga para o banco e descobre que é de um empréstimo consignado que você nem sabia que existia.
Parece história de filme de terror financeiro, né? Mas é realidade para muita gente.

E não é pouca coisa. Segundo o ministro, a força-tarefa previdenciária já entregou um relatório sigiloso com suspeitas de irregularidades. O documento está sendo analisado com a Polícia Federal e com instituições como a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a ABBC (Associação Brasileira de Bancos).

Em bom português: tem gente grande na conversa e, se houver fraude, vai ter desdobramento sério.

A força-tarefa previdenciária: quem está nessa investigação

Se você acha que é só o governo de um lado e os bancos do outro, está enganado. A tal da força-tarefa previdenciária é um grupo de peso, formado por servidores do Ministério da Previdência Social e pela própria Polícia Federal.

E eles não estão de brincadeira. Segundo dados oficiais:

  • 1.315 operações já foram realizadas entre 2003 e 2024.

  • 3.721 prisões aconteceram, sendo 557 de servidores e empregados públicos.

Ou seja, se tem alguém tentando desviar dinheiro ou aplicar golpes, mais cedo ou mais tarde acaba caindo na malha fina.

E, para quem não sabe, a Previdência Social paga mais de R$ 1 trilhão por ano.

Sim, TRILHÃO, com “T” maiúsculo mesmo. Dá para entender por que tanta gente tenta colocar a mão nesse dinheiro, né?

Fraude em consignado: como esses golpes costumam funcionar

Você deve estar se perguntando: “Mas como alguém consegue fazer um empréstimo no meu nome sem eu saber?”

Pois é. O esquema geralmente envolve:

  • uso indevido de dados pessoais;

  • falsificação de documentos;

  • e, em alguns casos, participação de funcionários internos que têm acesso às informações dos beneficiários.

Em situações assim, o aposentado só descobre quando o desconto começa a aparecer no extrato. E até provar que não foi ele quem pediu… bom, o prejuízo já está rolando há meses.

Por isso o governo decidiu colocar lupa nos contratos e apertar os bancos para criar mecanismos de segurança mais rígidos.

Reuniões com bancos e fintechs: o que está sendo discutido

Segundo o ministro, reuniões já estão acontecendo com:

  • Febraban (que representa os bancos tradicionais);

  • ABBC (que inclui bancos menores e cooperativas);

  • e as famosas fintechs, aquelas empresas digitais que oferecem empréstimos via aplicativo.

A ideia é simples:

  • identificar onde as fraudes estão acontecendo;

  • reforçar a segurança nos sistemas;

  • e garantir que nenhum desconto aconteça sem autorização do aposentado.

Wolney Queiroz deixou claro que o governo não vai “passar pano” para ninguém.

O impacto para aposentados e pensionistas: o que pode mudar daqui para frente

Para quem já é aposentado ou pensionista, a boa notícia é que o governo promete mais proteção contra golpes.

Algumas medidas que podem sair dessas investigações incluem:

  • criação de sistemas de confirmação em duas etapas para liberar empréstimos;

  • exigência de autenticação digital (como biometria facial) antes de aprovar crédito;

  • bloqueio imediato de descontos quando houver suspeita de fraude.

Tudo isso deve facilitar a vida de quem realmente precisa do crédito consignado e acabar com a dor de cabeça de quem nunca pediu e mesmo assim está pagando.

E para quem já caiu no golpe? O que fazer agora

Se você é uma das vítimas, o primeiro passo é procurar o INSS.

  • É possível registrar uma reclamação diretamente no Meu INSS (pelo site ou aplicativo).

  • Também dá para ligar para o número 135.

Além disso, o Procon e a Defensoria Pública podem ser acionados.
Em muitos casos, os aposentados conseguem a devolução dos valores cobrados indevidamente.

O que muda agora é que, com o governo apertando o cerco, as instituições financeiras vão ter que resolver mais rápido esses problemas.

Por que o pente-fino é tão importante para o Brasil

Muita gente pode pensar: “Ah, mas é só um desconto aqui e outro ali.”

Só que não é bem assim.

Quando falamos de Previdência Social, estamos tratando de milhões de beneficiários e bilhões de reais movimentados todo mês.

Se uma fraude pequena acontece em grande escala, o rombo pode ser gigantesco.

Sem falar no impacto emocional para o aposentado, que muitas vezes depende de cada centavo para comprar remédio ou pagar as contas.

Aposentadoria do INSS
Aposentadoria do INSS

O que esperar das próximas semanas

O ministro Wolney Queiroz já avisou:

  • As investigações continuam.

  • As reuniões com bancos e fintechs vão seguir acontecendo.

  • E o objetivo é criar regras mais rígidas para impedir fraudes.

Pode ser que nas próximas semanas o governo anuncie novos protocolos de segurança e até mudanças na forma como os empréstimos consignados são contratados.

Se isso acontecer, deve ficar mais difícil para golpistas e mais seguro para os aposentados.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.