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ADEUS: Fim de serviço é confirmado na KIBON com demissão em massa e pega milhares de surpresa

ADEUS: Fim de serviço é confirmado na KIBON com demissão em massa e pega milhares de surpresa
ADEUS: Fim de serviço é confirmado na KIBON com demissão em massa e pega milhares de surpresa – Imagem: Reprodução.

A Kibon, uma das marcas mais icônicas de sorvete no Brasil, enfrenta um momento crucial em sua história. Após décadas de sucesso, a empresa anunciou o encerramento de suas atividades em São Paulo, incluindo uma onda de demissões em massa de seus funcionários.

Essa notícia chocante deixou o país em estado de alerta, levantando questões sobre o futuro da indústria de sorvetes no país.

A queda da Gigante Kibon

A Kibon, pertencente ao grupo Unilever, era uma das marcas mais conhecidas e queridas pelos brasileiros quando se tratava de sorvetes. Sua história remonta a décadas atrás, quando a empresa se estabeleceu como um pilar da indústria de laticínios no país.

No entanto, esse império de gelo chegou ao fim, com o anúncio do fechamento de sua unidade em Marília, São Paulo. Segundo informações divulgadas, a decisão da Unilever de encerrar as atividades da Kibon faz parte de uma reestruturação mais ampla do grupo.

Em março deste ano, a empresa anunciou a separação de sua unidade de sorvetes, que inclui marcas como Ben & Jerry’s, Kibon, Wall’s e Magnum, do restante da companhia. Essa medida envolveu cerca de 7,5 mil demissões em todo o mundo.

Fechamento da unidade em Marília

A unidade da Kibon em Marília, responsável pela distribuição de seus produtos na região, foi diretamente afetada por essa reestruturação.

O depósito localizado na Rua Francisco Fernandes Filho, no Jardim Damasco 3, na zona sul da cidade, foi fechado, levando à demissão em massa de mais de 70 funcionários, entre empregos diretos e indiretos.

O encerramento das atividades da Kibon em São Paulo não apenas afetou os funcionários da empresa, mas também repercutiu na vida dos consumidores e fornecedores.

Abastecimento Regional Garantido

Apesar do fechamento da unidade em Marília, a Unilever garantiu que a região não sofrerá impactos em seu fornecimento de sorvetes. A empresa informou que o atendimento será mantido por meio de suas unidades em Londrina e Ribeirão Preto, assegurando a continuidade do abastecimento.

O fechamento da unidade da Kibon em Marília também afetou os fornecedores locais que prestavam serviços para a empresa. Segundo a Unilever, 58 desses profissionais, que eram colaboradores de uma empresa terceirizada, também foram impactados pelas demissões.

Compensação e realocação dos funcionários

Diante dessa situação delicada, a Unilever adotou medidas para minimizar os impactos sobre seus funcionários.

Acordos de Demissão

A empresa informou que ofereceu acordos de desligamento para os 16 funcionários diretos da Kibon que foram impactados pelo encerramento das atividades. Além disso, 5 desses profissionais foram realocados para outras posições dentro da Unilever.

Cuidado com Terceirizados

No caso dos 58 colaboradores de empresas terceirizadas que prestavam serviços para a Kibon, a Unilever declarou que eles também foram impactados pelas demissões. No entanto, a empresa não forneceu detalhes sobre as medidas adotadas para essa parcela dos trabalhadores.

As Origens do Sorvete: Da China Imperial aos Palácios Europeus

Remontando a cerca de 3 mil anos atrás, a história do sorvete tem suas raízes na antiga China, onde cozinheiros do palácio real disputavam para criar a receita mais saborosa e original.

A iguaria vencedora era uma mistura deliciosa de neve das montanhas, suco de frutas e mel, servida ainda gelada.

Essa receita pioneira viajou até a Itália, provavelmente pelas mãos do famoso mercador Marco Polo no século 13, ganhando novos ingredientes como o leite e conquistando a preferência da nobreza.

A Ascensão do Sorvete na Europa e sua Chegada ao Brasil

Inicialmente restrito aos ambientes palaciais, o gelato italiano começou a ser servido nos cafés de Paris no século 16, tornando-se um ícone do refinamento francês.

Após uma escala na Inglaterra, o sorvete cruzou o Atlântico e chegou aos Estados Unidos em 1870, onde as novas técnicas de refrigeração permitiram sua produção em escala industrial e sua popularização entre o público.

Foi lá que surgiram clássicas receitas como o ice-cream soda e o sundae, além da invenção do picolé no início do século 20.

No Brasil, o sorvete chegou em 1834, inicialmente feito com gelo importado dos Estados Unidos e servido em “diferentes qualidades, tanto simples quanto amanteigados“, como descrito em um cardápio da época.

A novidade rapidamente conquistou até mesmo o paladar do Imperador Dom Pedro II, que se deliciava com o sabor artesanal de pitanga.

A Chegada da Kibon e a Revolução dos Sorvetes no Brasil

Nas décadas seguintes, a produção de sorvete no Brasil permaneceu predominantemente artesanal, até que um evento inesperado mudou o cenário. Em 1941, a ameaça de guerra entre China e Japão forçou a empresa U.S. Harkson, de Xangai, a se mudar para o Rio de Janeiro.

Subsidiária de uma companhia norte-americana, a indústria produzia ovos desidratados e, para aproveitar os períodos de ociosidade no verão, resolveu iniciar a fabricação de sorvetes. O resultado foi um estrondoso sucesso: 3 milhões de picolés vendidos em apenas um fim de semana!

Esse feito impressionante se repetiu no Brasil. Em 1942, os primeiros carrinhos amarelos e azuis, herança dos tempos em Xangai, começaram a circular no Rio de Janeiro, trazendo os clássicos Eskibon e Chicabon, que se tornaram ícones da marca Sorvex Kibon.

Carolina Ramos Farias

Redatora do Revista dos Benefícios, é Graduada pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Especialista em redação sobre Direitos do Trabalhador e Benefícios Sociais

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