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DÍVIDA GIGANTE! O pedido de falência por parte do maior banco do Brasil deixando brasileiros de queixo caído hoje (13/04)

DÍVIDA GIGANTE! O pedido de falência por parte do maior banco do Brasil deixando brasileiros de queixo caído hoje (12/04)
DÍVIDA GIGANTE! O pedido de falência por parte do maior banco do Brasil deixando brasileiros de queixo caído hoje. Foto: Reprodução

No mês de outubro de 2019, uma notícia abalou o mercado financeiro brasileiro: o maior banco do país entrou com um pedido de falência.

O banco em questão é a Caixa Econômica Federal, uma instituição estatal de grande importância para a economia brasileira. A Caixa entrou com o pedido de falência da empreiteira Odebrecht, que já havia solicitado recuperação judicial em junho daquele ano. Renata Lo Prete, no Jornal da Globo, confirmou a situação e revelou o valor da dívida: impressionantes 98,5 bilhões de reais.

Segundo informações oficiais, a Caixa foi enfática em afirmar que o plano de recuperação judicial apresentado pela Odebrecht não continha elementos mínimos para ser considerado válido. Outros credores, como o Itaú e o Banrisul, também questionaram a empresa, mas nenhum chegou a pedir falência.

O que aconteceu com a Odebrecht

Fundada em 1944 por Norberto Odebrecht, a Odebrecht era considerada uma das maiores empresas brasileiras. Com presença em 26 países, a empresa possuía uma receita bruta de 86 bilhões de reais e empregava cerca de 47,8 mil pessoas de 20 nacionalidades.

No entanto, nos anos que antecederam o pedido de recuperação judicial, a empresa se viu envolvida em uma série de escândalos de corrupção no Brasil, principalmente relacionados à Operação Lava Jato.

A Operação Lava Jato revelou que executivos da Odebrecht pagavam propinas para políticos e funcionários públicos com o intuito de obter contratos para a realização de grandes obras. A empresa admitiu práticas ilícitas não apenas no Brasil, mas também em outros 12 países, como Argentina, Peru e México.

A confiança do mercado nas operações da Odebrecht foi diminuindo à medida que novos casos de corrupção vinham à tona. As dificuldades financeiras se agravaram, e a empresa viu suas possibilidades de honrar seus empréstimos diminuírem. Além da holding da Odebrecht, outras 15 empresas do grupo também foram afetadas pela recuperação judicial.

Liberação da recuperação judicial

Após um longo processo, a Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Justiça de São Paulo concedeu, em julho de 2020, a recuperação judicial da Odebrecht S.A. e outras 11 empresas do grupo. A partir da homologação, a empresa teve dois anos para executar o plano aprovado pelos credores em abril de 2020.

Entre as empresas cuja recuperação foi concedida, estão a OSP Investimentos, Odebrecht Serviços e Participações S.A., ODB International Corporation, OPI S.A., OP Gestão de Propriedade S.A., Odebrecht Energia S.A., Kieppe Participações e Administração, ODBINV S.A., Odebrecht S.A., Edifício Odebrecht RJ S.A., Odebrecht Properties Investimentos S.A. e Odebrecht Energia Investimentos S.A.

Em abril de 2023, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora e um dos principais envolvidos no escândalo de corrupção, terminou de cumprir pena por corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Após a prisão, Marcelo prestou serviços comunitários como parte de um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal.

No final de 2020, o Grupo Odebrecht anunciou que passaria a se chamar Novonor, uma junção das palavras “novo” e “norte“. Maurício Odebrecht, membro da família e atual presidente do Conselho de Administração do Novonor, liderou essa mudança. Com a troca de nomes, a empresa buscou desvincular a marca da família Odebrecht, caso a empresa decretasse falência.

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