O PIS/Pasep volta ao centro das atenções nesta semana com a liberação de um novo saque do chamado “dinheiro esquecido”. A partir desta quarta-feira (25/03), trabalhadores e herdeiros que fizeram a solicitação dentro do prazo já começam a receber valores que, em média, chegam a R$ 2.800. A medida reacende o alerta para milhões de brasileiros que podem ter saldo disponível e ainda não consultaram.
O benefício é destinado a quem trabalhou com carteira assinada ou foi servidor público entre 1971 e 1988 e ainda possui cotas não sacadas do antigo fundo. A consulta pode ser feita de forma simples pela internet, por meio da plataforma Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Com poucos minutos, o cidadão consegue verificar se tem direito ao valor e já iniciar o pedido de ressarcimento.
Além disso, é importante ficar atento ao calendário e aos prazos, já que os pagamentos seguem um cronograma ao longo de 2026 e o direito ao saque não é permanente. Quem não solicitar até setembro de 2028 perderá o acesso aos recursos, que serão incorporados ao Tesouro Nacional. Por isso, a recomendação é clara: consultar o quanto antes e garantir o recebimento desse dinheiro que pode fazer diferença no orçamento.
Dinheiro esquecido: saque do PIS/Pasep é liberado nesta quarta (25/03) com valor médio de R$ 2.800
Uma nova rodada de pagamentos do dinheiro esquecido do antigo fundo PIS/Pasep começa nesta quarta-feira (25/03), trazendo uma oportunidade importante para milhões de brasileiros recuperarem valores acumulados ao longo de anos de trabalho. O benefício pode chegar a um valor médio de R$ 2.800 por pessoa, segundo estimativas do governo federal.
O saque é destinado a trabalhadores que atuaram com carteira assinada ou como servidores públicos entre 1971 e 1988 e que ainda não retiraram os valores das cotas do fundo. A consulta pode ser feita de forma simples, gratuita e totalmente online, permitindo que o cidadão verifique em poucos minutos se tem direito ao dinheiro.

De acordo com o cronograma oficial, os primeiros pagamentos contemplam quem solicitou o ressarcimento até o dia 28 de fevereiro. Já aqueles que fizerem o pedido até 31 de março receberão os valores no dia 27 de abril. O calendário segue ao longo de 2026, ampliando as chances de saque para quem ainda não realizou a solicitação. Confira os principais prazos:
- Pedido até 28/02/2026 → recebe em 25/03/2026
- Pedido até 31/03/2026 → recebe em 27/04/2026
- Pedido até 30/04/2026 → recebe em 25/05/2026
- Pedido até 31/05/2026 → recebe em 25/06/2026
- Pedido até 30/06/2026 → recebe em 27/07/2026
- Pedido até 31/07/2026 → recebe em 25/08/2026
- Pedido até 31/08/2026 → recebe em 25/09/2026
- Pedido até 30/09/2026 → recebe em 26/10/2026
- Pedido até 31/10/2026 → recebe em 25/11/2026
- Pedido até 30/11/2026 → recebe em 28/12/2026
- Pedido até 31/12/2026 → recebe em janeiro de 2027
Após a solicitação, a Caixa analisa os dados e encaminha ao Ministério da Fazenda, que autoriza o pagamento diretamente na conta do beneficiário ou em uma conta poupança social digital.
Quem tem direito ao dinheiro esquecido do PIS/Pasep?
Têm direito ao saque das cotas do PIS/Pasep:
- Trabalhadores do setor privado com carteira assinada entre 1971 e 1988
- Servidores públicos que atuaram no mesmo período
- Herdeiros legais, em caso de falecimento do titular
O valor disponível varia conforme o tempo de trabalho e o salário recebido na época. Em média, o saldo gira em torno de R$ 2.800, mas pode ser maior ou menor dependendo de cada caso.
Atenção ao prazo para saque
É fundamental ficar atento: o prazo final para solicitar o ressarcimento vai até setembro de 2028. Após essa data, os valores não resgatados serão incorporados ao Tesouro Nacional, e o trabalhador perderá definitivamente o direito ao dinheiro.
O que é o antigo fundo PIS/Pasep?
O fundo PIS/Pasep foi criado para fomentar a poupança dos trabalhadores formais e servidores públicos brasileiros entre as décadas de 70 e 80. Ele era formado por dois programas distintos:
PIS (Programa de Integração Social): para trabalhadores da iniciativa privada.
Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público): para funcionários públicos civis e militares.
Em 1975, os recursos dos dois programas foram unificados em um único fundo. No entanto, o sistema foi descontinuado em 1988 com a criação do abono salarial anual. Desde então, muitos brasileiros não sacaram os valores que tinham direito, e o montante ficou esquecido ao longo dos anos.
Com a extinção oficial do fundo em 2020, os saldos remanescentes foram incorporados ao FGTS e, posteriormente, migraram para uma conta única do Tesouro Nacional. Para evitar o confisco definitivo, os trabalhadores ou herdeiros devem solicitar o saque até setembro de 2028.
Como consultar se você tem dinheiro esquecido?
A boa notícia é que consultar se você tem direito ao dinheiro esquecido ficou muito mais fácil com o lançamento do site Repis Cidadão, do Ministério da Fazenda. Veja o passo a passo:

Acesse o site oficial: repiscidadao.fazenda.gov.br
Clique em “Entrar com gov.br” e faça login com sua conta.
Informe o NIS (Número de Identificação Social) do titular.
Clique em “Pesquisar”. O sistema mostrará se há valores disponíveis.
Caso positivo, o site orientará sobre as próximas etapas para receber o pagamento.
A consulta também pode ser feita pelo aplicativo do FGTS.
Onde encontrar o número do NIS?
O NIS pode ser encontrado nos seguintes locais:
Carteira de trabalho física ou digital
Extrato do FGTS
Site ou app Meu INSS
Cadastro Único (CadÚnico)
Cartão Cidadão
Como solicitar o ressarcimento do fundo?
Existem duas formas de solicitar o saque do dinheiro esquecido:
Pelo aplicativo do FGTS: o trabalhador deve acessar o menu “Mais”, clicar em “Ressarcimento PIS/Pasep” e anexar os documentos solicitados.
Presencialmente em uma agência da Caixa: com documento de identidade oficial e número do NIS.
Documentos exigidos para herdeiros
Se o beneficiário já faleceu, os herdeiros podem pedir o saque apresentando um dos documentos abaixo:
Certidão PIS/PASEP/FGTS da Previdência Social, com a lista de dependentes.
Declaração de dependentes emitida pelo órgão pagador da pensão.
Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os herdeiros, declarando não haver outros sucessores.
Mais de 10 milhões ainda podem sacar
Segundo o Ministério da Fazenda, mais de 10,5 milhões de brasileiros ainda têm valores no antigo fundo. Ao todo, o montante ultrapassa os R$ 26 bilhões. Os saldos passam por correção anualmente pela inflação, o que garante que o valor seja atual.
Quem não solicitar o saque até o prazo final de setembro de 2028 terá os valores incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, perdendo o direito ao resgate.
