Depósitos do abono salarial PIS/Pasep 2026 começam em qual mês? Janeiro ou Fevereiro de 2026? Confira todas as informações

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) confirmou que os depósitos do abono salarial PIS/Pasep referentes ao ano-base 2024 terão início em fevereiro de 2026. A saber, a medida contempla 25,8 milhões de trabalhadores formais em todo o país, com renda média mensal de até dois salários mínimos durante o período.

Com o salário mínimo de R$ 1.631,00 para 2026 (previsão até o momento), esse será também o valor máximo do benefício, pago integralmente a quem trabalhou os 12 meses de 2024. O montante total do programa é de R$ 30 bilhões, semelhante ao repasse de 2025.

Quem tem direito ao PIS/Pasep 2026?

Antes de mais nada, é importante destacar que o abono salarial é um direito garantido a trabalhadores que atendem a cinco critérios básicos de elegibilidade:

  1. Tempo de inscrição – em primeiro lugar, estar cadastrado no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos (ou seja, o primeiro emprego formal deve ter ocorrido até 2019).

  2. Atividade remunerada – ademais, ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não durante 2024.

  3. Renda média mensal – ter recebido até dois salários mínimos, em média, durante o ano-base.

  4. Informações corretas – o empregador deve ter informado corretamente os dados na RAIS ou eSocial.

  5. Vínculo formal – por fim, o direito acontece para empregados da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep).

Cumprindo esses requisitos, o trabalhador poderá sacar o valor proporcional ao período de vínculo empregatício em 2024.

PIS/PASEP
PIS/PASEP. Imagem: Reprodução

Calendário de pagamentos será definido pelo Codefat

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) se reunirá no fim de novembro de 2025, em Brasília, para aprovar o cronograma oficial de pagamentos.

O calendário segue o formato já conhecido:

  • PIS – liberações por mês de nascimento;

  • Pasep – liberações também por mês de nascimento

Os pagamentos deverão ocorrer de fevereiro a julho de 2026, e quem não sacar dentro do prazo inicial poderá retirar até dezembro de 2027, evitando o retorno dos valores ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Após a aprovação do Codefat, o calendário será publicado no Diário Oficial da União, provavelmente em dezembro de 2025.

Defasagem de dois anos entre o ano-base e o pagamento

O abono de 2026 refere-se ao ano-base 2024 por conta do ajuste realizado durante a pandemia de Covid-19.

Naquele período, parte dos recursos foi para programas emergenciais, e o cronograma de pagamentos ficou permanentemente em defasagem por dois anos.

Assim, quem trabalhou formalmente em 2024 receberá o abono apenas em 2026, e o mesmo ocorrerá nos próximos ciclos.

Como acontece o cálculo do valor do abono?

O valor do PIS/Pasep 2026 será proporcional aos meses trabalhados em 2024. A saber, o cálculo é feito dividindo o salário mínimo de 2026 (R$ 1.631,00) por 12 e multiplicando pelo número de meses trabalhados.

Meses trabalhados em 2024Valor estimado (R$)
1 mês135,92
6 meses815,50
9 meses1.223,25
12 meses1.631,00

Licenças remuneradas superiores a 15 dias contam como mês integral, e os períodos de múltiplos vínculos formaissão somados.

O valor mínimo corresponde a um mês de trabalho, enquanto o máximo se aplica a quem manteve vínculo durante todo 2024.

Mudanças no teto de renda a partir de 2026

A partir de 2026, o governo começará uma transição gradual no limite de renda para ter direito ao abono salarial.

Atualmente, o teto é de dois salários mínimos, mas o objetivo é reduzi-lo para 1,5 salário mínimo até 2035, considerando apenas correções pela inflação.

Essa medida visa focar o benefício em trabalhadores de menor renda e gerar economia de R$ 18,1 bilhões até 2030.

Apesar das mudanças, o número de beneficiários em 2026 permanecerá em torno de 25,8 milhões de pessoas.

Consulta do abono e canais oficiais

A consulta de elegibilidade poderá ser feita a partir de janeiro de 2026, pelos canais oficiais:

  • Carteira de Trabalho Digital (Android e iOS) – mostra se o trabalhador tem direito, o valor e a data de pagamento.

  • Aplicativo Caixa Tem – para beneficiários do PIS (empresa privada), com acesso via NIS.

  • Portal do Banco do Brasil – para beneficiários do Pasep (servidores públicos).

  • Telefone Alô Trabalho 158 – canal de atendimento do MTE para tirar dúvidas e confirmar informações.

Em 2025, o governo registrou aumento de 40% nas consultas via aplicativos, demonstrando o avanço da digitalização no atendimento ao trabalhador.

Onde e como sacar o benefício

  • Trabalhadores da iniciativa privada (PIS): o crédito cai na conta automaticamente em contas da Caixa Econômica Federal. Caso o beneficiário não tenha conta ativa, acontece abertura de uma poupança social digital, via aplicativo Caixa Tem.

  • Servidores públicos (Pasep): o pagamento acontece pelo Banco do Brasil, com saque presencial ou crédito em conta corrente.

Em ambos os casos, o trabalhador pode consultar o saldo diretamente pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, sem precisar ir a agências.

Quem não tem direito ao abono

A princípio, mesmo dentro da faixa de renda e tempo de trabalho, algumas categorias ficam de fora do PIS/Pasep:

  • Empregados domésticos, quando contratados por pessoa física;

  • Trabalhadores autônomos e microempreendedores individuais (MEIs);

  • Rurais e urbanos empregados por pessoa física sem CNPJ;

  • Diretores sem vínculo empregatício;

  • Menores aprendizes com contrato específico de aprendizagem.

Além disso, períodos sem registro em carteira ou dados incorretos na RAIS/eSocial impedem o pagamento.

Diferenças entre PIS e Pasep

Embora sigam regras idênticas, os programas têm administrações distintas:

  • O PIS tem gestão Caixa Econômica Federal e atende trabalhadores do setor privado.

  • O Pasep tem administração pelo Banco do Brasil e tem pagamento aos servidores públicos.

Em conclusão, desde 2025, ambos estão no portal gov.br, permitindo consultas unificadas e acesso simplificado. Essa centralização resultou em 40% mais eficiência nas movimentações, segundo o MTE.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.