As emissões da Carteira de Identidade Nacional (CIN) já ultrapassaram a marca de 45 milhões em todo o país, consolidando o avanço do novo modelo que substitui gradualmente o antigo RG. O documento traz número único válido em todo o Brasil, QR Code de segurança e tecnologias que aumentam a precisão na identificação dos cidadãos, reduzindo significativamente as chances de fraude.
Aliada à plataforma GOV.BR, a nova carteira permite acesso mais seguro e simplificado a milhares de serviços públicos federais, estaduais e municipais. No entanto, a expansão da CIN também gerou dúvidas, especialmente sobre obrigatoriedade, prazos e regras para emissão em 2026.
O novo RG já é obrigatório em 2026?
Apesar das mudanças, o RG tradicional continua válido até 28 de fevereiro de 2032, conforme prazo definido pelo governo federal para a substituição gradual do documento.
Isso significa que, por enquanto, nada muda de forma obrigatória. O RG antigo pode continuar sendo utilizado normalmente em todo o território nacional, inclusive para embarque em voos domésticos e viagens aos países do Mercosul, desde que esteja em bom estado e permita a identificação do cidadão.
Além do RG, documentos como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) seguem aceitos para embarque. A CIN já pode ser utilizada, mas ainda não substitui obrigatoriamente o modelo antigo.
Principais vantagens da nova Carteira de Identidade Nacional
Uma das grandes vantagens da CIN é a utilização do CPF como número único de identificação. Antes, uma pessoa podia ter diferentes números de RG emitidos por estados distintos. Agora, a identificação passa a ser unificada em todo o Brasil.
Outro benefício é a integração com o GOV.BR. A nova identidade facilita o acesso à conta nível Ouro na plataforma federal, ampliando a segurança digital. Atualmente, o GOV.BR conta com mais de 173 milhões de usuários e oferece acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais, além de milhares de serviços estaduais e municipais.
A versão digital também é um diferencial. Após receber o documento físico, o cidadão pode baixar a CIN diretamente no aplicativo GOV.BR, o que facilita o uso em viagens e situações que exigem identificação rápida.
Além disso, a nova carteira conta com QR Code e zona de leitura mecânica (MRZ), tecnologia semelhante à utilizada em passaportes. Esse recurso permite que a CIN seja aceita como documento de viagem nos países do Mercosul, embora não substitua o passaporte fora do bloco.
Prazo para atualizar o documento
O antigo RG poderá ser utilizado até 2032. O governo estabeleceu um prazo de até 10 anos para substituição gradual, considerando a data de emissão do documento.
A troca imediata não é obrigatória, mas já está disponível para quem quiser se adiantar. O Governo Federal recomenda a atualização conforme a necessidade, especialmente para garantir compatibilidade com sistemas digitais e políticas públicas que já utilizam o novo padrão.
Como emitir a nova Carteira de Identidade em 2026
Para solicitar a CIN, é necessário realizar agendamento online no Instituto de Identificação do estado onde o cidadão reside.
No dia marcado, é preciso apresentar certidão de nascimento ou casamento, original ou cópia autenticada, CPF regularizado junto à Receita Federal e comprovante de residência, como conta de água, luz, telefone ou internet.
Após o agendamento, o comparecimento presencial é obrigatório para coleta de biometria, fotografia e assinatura. A versão digital fica disponível automaticamente no aplicativo GOV.BR após a emissão da versão física.
A nova Carteira de Identidade Nacional já está disponível para emissão nos seguintes estados e no Distrito Federal: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Quanto custa o novo RG?
A primeira via da nova Carteira de Identidade Nacional é gratuita quando solicitada em papel, conforme estabelece a legislação federal.
Já a segunda via pode ter cobrança, variando conforme o estado. Em São Paulo, por exemplo, a taxa é de R$ 55,53, podendo haver isenção mediante declaração de baixa renda. Em Santa Catarina, há cobrança definida pela Polícia Científica. Em Alagoas, a taxa passará a ser de R$ 36,03 a partir de fevereiro de 2025. No Rio Grande do Sul, o valor é de R$ 95,03, com isenção para idosos acima de 65 anos, vítimas de roubo com boletim de ocorrência e pessoas em situação de vulnerabilidade.
