Bélgica vs. Brasil: Brasileiro mostra realidade de preços em mercado europeu e surpreende; veja as comparações

Quem já pensou em morar na Europa ou tem curiosidade sobre o custo de vida no exterior costuma fazer a mesma pergunta: afinal, fazer supermercado na Bélgica é mais barato do que no Brasil? Em um vídeo publicado no canal Quase Nativo, o brasileiro Léo Costa percorreu as gôndolas de uma das maiores redes do país para mostrar quanto custam alimentos, produtos de higiene, chocolates, carnes e bebidas, além de revelar diferenças que vão muito além dos preços.

A visita aconteceu em uma unidade da rede Colruyt, conhecida por atender consumidores que buscam economia. Ao longo do passeio, o criador de conteúdo explicou que a experiência de compra é bastante diferente daquela encontrada nos supermercados brasileiros, principalmente por causa do foco na praticidade e na redução de custos operacionais.

Mercado aposta na simplicidade para reduzir custos

Logo nos primeiros minutos do vídeo, Léo Costa chama atenção para um detalhe que costuma surpreender quem visita o país pela primeira vez: o visual do supermercado.

Segundo ele, o Colruyt não investe em corredores sofisticados nem em uma exposição elaborada dos produtos, como é comum em muitas redes brasileiras. A prioridade é manter a operação enxuta para oferecer preços mais competitivos.

“O que vocês devem estranhar aqui deve ser o layout desse mercado, que ele é um pouco mais simples do que os mercados do Brasil. A exposição não é muito bonita, digamos assim. As coisas ficam mais soltas”, comenta o brasileiro durante a gravação.

De acordo com Léo, essa característica ajuda a explicar por que muitos comerciantes e donos de restaurantes fazem compras no local, aproveitando os preços reduzidos para abastecer seus negócios.

Mercado Colruyt, na Bélgica. Foto: Reprodução

Quanto custam os itens básicos?

Ao passar pelos corredores da cesta básica, o influenciador mostrou que vários produtos possuem preços considerados acessíveis para quem recebe salário na Bélgica.

Um litro de óleo de cozinha aparece por € 2,49, enquanto o açúcar em cubos custa cerca de € 0,99. Já o arroz apresenta uma diferença importante em relação ao Brasil: as embalagens grandes de 5 kg praticamente desaparecem das prateleiras.

“Diferente do arroz do Brasil, aqui não vem aqueles arroz de 5 kg. Tem esses arroz assim que eu acredito que esse seja de 2 kg”, explica.

O arroz basmati, bastante consumido pelos belgas, custa aproximadamente € 3,37 em embalagens de 2 kg.

Nas massas, os preços chamam atenção. Um pacote de macarrão da marca própria do supermercado pode ser encontrado por € 0,75, enquanto o espaguete da mesma linha custa apenas € 0,45. O extrato de tomate de 500 gramas sai por aproximadamente € 0,59.

Açougue como no Brasil praticamente não existe

Outro aspecto destacado por Léo Costa envolve a forma de comprar carnes.

Ao contrário do modelo brasileiro, em que muitos supermercados mantêm açougueiros atendendo no balcão, na Bélgica quase toda a carne é comercializada em bandejas já embaladas.

“Diferente do Brasil, dentro do mercado não tem açougue. Então as carnes ficam aqui expostas para você pegar uma bandejinha dessa e levar.”

Carne em Supermercado na Bélgica. Foto: Reprodução

Durante o passeio, ele mostrou que o peito de frango custa cerca de € 8,95 por quilo, enquanto bandejas de carne bovina variam conforme o corte e o peso, chegando a aproximadamente € 7,13.

Apesar disso, o influenciador contou que costuma comprar carne em açougues administrados por brasileiros, onde encontra cortes mais parecidos com os consumidos no Brasil.

Padaria funciona de forma diferente

A tradicional padaria brasileira também dá lugar a um sistema mais automatizado.

Em vez de balcões com atendentes separando pães recém-assados, o consumidor escolhe o produto e utiliza uma máquina para fazer o corte das fatias.

“Uma diferença do Brasil é que aqui não tem padaria. Aqui tem esses pães que eles colocam aqui e você corta ele nessa máquina”, relata.

Segundo ele, predominam pães integrais, rústicos e de fermentação mais longa, bastante diferentes do pão francês tão popular entre os brasileiros.

Outro detalhe curioso mostrado durante a visita é que alguns supermercados disponibilizam máquinas com café gratuito para os clientes enquanto fazem suas compras.

Chocolates e cervejas reforçam tradição belga

Como não poderia deixar de ser, os chocolates ocupam espaço de destaque nas prateleiras.

Léo mostrou barras da tradicional Côte d’Or, vendidas entre € 1,95 e € 6,15, dependendo da versão. Já marcas próprias aparecem por cerca de € 1,42, enquanto produtos conhecidos internacionalmente, como o Kinder Bueno, custam aproximadamente € 1,25.

No setor de bebidas, a variedade de cervejas também impressiona. A tradicional Jupiler aparece em embalagens retornáveis, seguindo um sistema de reciclagem bastante difundido no país.

Chamou atenção ainda o consumo de energéticos.

“O pessoal aqui bebe muito energético… custa cerca de € 2 aqui. Eu lembro que quando eu fui no Brasil o energético tava custando R$ 10.”

Produtos de higiene também entram na comparação

Durante a visita, Léo Costa também percorreu os corredores destinados aos produtos de higiene e limpeza.

Um frasco de sabonete líquido da Dove custa aproximadamente € 3,19, enquanto o leite em pó infantil varia entre € 9,49 e € 15,50. Já os lenços umedecidos aparecem por cerca de € 0,74.

Ele observa que muitos moradores preferem comprar esse tipo de produto em lojas especializadas, como a rede Action, onde os preços costumam ser menores.

A curiosa “taxa do lixo” na Bélgica

Entre todas as diferenças mostradas durante o vídeo, uma das que mais despertam curiosidade entre brasileiros é a gestão dos resíduos domésticos.

Na Bélgica, os moradores precisam utilizar sacos específicos para cada tipo de lixo, seguindo uma separação rigorosa entre papel, plástico, resíduos orgânicos e lixo comum.

“Aqui na Bélgica a gente tem que fazer a seleção de lixo. Tem saco para jogar papel, tem saco para jogar comida, tem saco para jogar plástico.”

Esses sacos oficiais fazem parte da rotina dos moradores e representam um custo adicional para quem vive no país.

O que explica a diferença de preços?

Embora alguns produtos pareçam caros quando convertidos diretamente para o real, Léo Costa reforça que essa comparação isolada pode levar a interpretações equivocadas.

Segundo ele, o fator mais importante é analisar o poder de compra proporcionado pelos salários pagos na Bélgica. Em muitos casos, alimentos, chocolates, massas e bebidas representam uma parcela menor da renda mensal do que ocorre no Brasil.

Durante a gravação, o influenciador ainda brinca com o movimento intenso do supermercado.

“Este vídeo tá sendo um pouquinho difícil de gravar porque o mercado tá um pouco cheio.”

A observação reforça que o Colruyt é bastante procurado tanto por moradores locais quanto por imigrantes que buscam economizar nas compras do dia a dia.

Vídeo mostra detalhes da experiência

Em vídeo publicado no canal oficial Quase Nativo, Léo Costa apresenta imagens de cada setor do supermercado, comenta as diferenças culturais encontradas na Bélgica e detalha como funciona a rotina de compras no país. As comparações ajudam a entender que o custo de vida não depende apenas do preço exibido nas etiquetas, mas também do nível de renda, dos hábitos de consumo e da organização do mercado local.

Os valores apresentados correspondem ao período da gravação e podem sofrer alterações conforme a região, a cotação do euro e a política de preços adotada pelos estabelecimentos.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.