Antecipação do 13º salário do INSS: 2 grupos ficam de fora do pagamento em 2026

Todos os anos, milhões de aposentados e pensionistas aguardam o pagamento do 13º salário do INSS, um benefício extra que reforça o orçamento de famílias em todo o país. Em 2026, novamente existe grande expectativa sobre a antecipação do abono anual, prática adotada pelo governo federal nos últimos anos para estimular a economia e ajudar segurados da Previdência Social.

No entanto, apesar de ser pago para a maioria dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social, nem todos os segurados têm direito ao 13º salário. Existem pelo menos dois grupos específicos que ficam de fora do pagamento do abono, mesmo recebendo benefícios mensais.

Esses casos envolvem benefícios assistenciais, que possuem regras diferentes das aposentadorias e pensões previdenciárias.

Quem está na lista para receber o 13º salário do INSS?

O pagamento do 13º salário é garantido para milhões de segurados que recebem benefícios previdenciários vinculados ao INSS. Entre os beneficiários que têm direito ao abono anual estão:

  • aposentados

  • pensionistas

  • beneficiários do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença)

  • segurados que recebem auxílio-acidente

  • beneficiários do auxílio-reclusão

Para esses segurados, o pagamento do 13º salário funciona como um benefício extra equivalente ao valor mensal recebido, podendo ser depositado em duas parcelas ou em pagamento único, dependendo da decisão do governo. Nos últimos anos, o governo federal adotou a estratégia de antecipar esse pagamento, normalmente liberando os valores entre os meses de abril e junho.

Dois grupos ficam de fora do 13º salário

Apesar de atender milhões de brasileiros, o 13º salário do INSS não é pago para todos os tipos de benefícios administrados pelo instituto.

Dois grupos específicos ficam de fora do pagamento do abono anual:

  • beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas)

  • beneficiários da Renda Mensal Vitalícia

Esses benefícios são classificados como assistenciais, e não previdenciários. Por esse motivo, eles não incluem o pagamento do 13º salário.

Por que o BPC não recebe 13º salário?

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um auxílio pago pelo governo federal a pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Ele atende dois públicos principais:

  1. idosos com 65 anos ou mais em situação de baixa renda

  2. pessoas com deficiência que comprovem não possuir meios de sustento

O valor do benefício corresponde a um salário mínimo por mês, mas, diferentemente das aposentadorias, o BPC não exige contribuição ao INSS.

Justamente por ser um benefício assistencial, financiado pela assistência social e não pela Previdência, o pagamento não inclui o abono anual do 13º salário.

Esse tema já foi discutido diversas vezes no Congresso Nacional, mas até hoje não houve aprovação de uma lei que inclua o pagamento do 13º para os beneficiários do BPC.

Renda Mensal Vitalícia também não recebe o abono

Outro benefício que não possui direito ao 13º salário é a Renda Mensal Vitalícia (RMV). Esse benefício foi criado antes da existência do BPC e era destinado a pessoas idosas ou com deficiência que não tinham condições de contribuir para a Previdência Social.

Embora não existam mais novos beneficiários da Renda Mensal Vitalícia, alguns segurados antigos ainda continuam recebendo o pagamento.

Assim como ocorre com o BPC, esse benefício também tem natureza assistencial e, por isso, não inclui o pagamento do 13º salário.

2 grupos não recebem o 13º salário do INSS. Foto: Montagem/Revista dos Benefícios

Como funciona o 13º salário do INSS?

O 13º salário do INSS funciona de forma semelhante ao benefício pago aos trabalhadores com carteira assinada. Ele corresponde a um valor extra baseado no benefício mensal do segurado. O cálculo considera o valor recebido ao longo do ano. Em geral:

Por exemplo, um segurado que começou a receber aposentadoria em julho terá direito a metade do valor do 13º salário, pois recebeu o benefício durante apenas seis meses.

O valor do 13º salário pago pelo INSS pode variar de acordo com o tempo em que o beneficiário recebeu o pagamento ao longo do ano. Segurados que receberam o benefício durante todos os 12 meses do ano têm direito ao valor integral do abono anual. Já aqueles que começaram a receber o benefício em algum momento do ano terão o pagamento calculado de forma proporcional ao período em que estiveram ativos.

Na prática, isso significa que o valor muda conforme o mês de início do benefício. Veja alguns exemplos:

  • quem começou a receber em julho terá direito a aproximadamente metade do 13º salário;

  • quem passou a receber apenas em outubro receberá uma fração proporcional menor.

Todo esse cálculo é realizado automaticamente pelo sistema do INSS, sem necessidade de solicitação por parte do segurado. Outro ponto importante é que, em 2026, os benefícios previdenciários passaram por reajustes que também influenciam diretamente o valor do 13º salário. As atualizações foram as seguintes:

  • Piso previdenciário: passou para R$ 1.621,00, representando aumento de 6,79%;

  • Benefícios acima do salário mínimo: tiveram reajuste de 3,9%, seguindo a variação do INPC acumulado.

Como o cálculo do 13º do INSS considera o valor atual do benefício no momento do pagamento, esse reajuste acaba refletindo no valor final recebido pelos segurados.

Dessa forma, aposentados e pensionistas que recebem benefícios mais altos tiveram um aumento percentual menor, mas ainda podem receber valores superiores a R$ 4 mil apenas na primeira parcela do 13º salário, dependendo do benefício mensal.

13º salário INSS tem pagamento em duas parcelas. Foto: Montagem/Revista dos Benefícios

Quando o 13º salário costuma ser pago?

O calendário oficial do 13º salário do INSS normalmente é divulgado pelo governo federal no início de cada ano. Nos últimos anos, após a pandemia, o pagamento foi antecipado e dividido em duas etapas:

  • Primeira parcela: geralmente liberada entre abril e maio
  • Segunda parcela: normalmente paga entre maio e junho

As datas seguem o mesmo modelo dos pagamentos mensais do INSS, organizadas de acordo com o número final do benefício do segurado. Se o governo confirmar a antecipação, a primeira parcela do 13º salário do INSS será paga juntamente com os benefícios referentes ao mês de abril.

O cronograma começa tradicionalmente nos últimos dias do mês, seguindo a ordem do número final do benefício (NB), desconsiderando o dígito após o traço. Os pagamentos costumam ser realizados primeiro para quem recebe até um salário mínimo, e depois para quem recebe acima desse valor.

Calendário da 1ª parcela para quem recebe até 1 salário mínimo (se houver antecipação)

Final 1 — 24 de abril
Final 2 — 27 de abril
Final 3 — 28 de abril
Final 4 — 29 de abril
Final 5 — 30 de abril
Final 6 — 4 de maio
Final 7 — 5 de maio
Final 8 — 6 de maio
Final 9 — 7 de maio
Final 0 — 8 de maio

Calendário da 1ª parcela para quem recebe acima de 1 salário mínimo (se acontecer a antecipação)

Finais 1 e 6 — 2 de maio
Finais 2 e 7 — 5 de maio
Finais 3 e 8 — 6 de maio
Finais 4 e 9 — 7 de maio
Finais 5 e 0 — 8 de maio

Calendário da 2ª parcela para quem recebe até 1 salário mínimo (em caso de antecipação)

Final 1 — 25 de maio
Final 2 — 26 de maio
Final 3 — 27 de maio
Final 4 — 28 de maio
Final 5 — 29 de maio
Final 6 — 1º de junho
Final 7 — 2 de junho
Final 8 — 3 de junho
Final 9 — 5 de junho
Final 0 — 8 de junho

Calendário da 2ª parcela para quem recebe acima de 1 salário mínimo (se houver antecipação)

Finais 1 e 6 — 1º de junho
Finais 2 e 7 — 2 de junho
Finais 3 e 8 — 3 de junho
Finais 4 e 9 — 5 de junho
Finais 5 e 0 — 8 de junho

Calendário de pagamentos do INSS

Brasileiros podem realizar consulta do pagamento

O Instituto Nacional do Seguro Social é responsável pelo pagamento de diversos benefícios que garantem renda para milhões de brasileiros. Entre eles estão aposentadorias, pensões por morte, auxílios por incapacidade e benefícios assistenciais.

Dessa forma, realizar a consulta do pagamento é muito importante. Para isso, o órgão libera a consulta via aplicativo Meu INSS, disponível para celulares Android e iOS. Também é possível verificar informações por meio da Central Telefônica 135, que funciona em todo o território nacional. Esses canais permitem:

  • consultar extrato de pagamento

  • verificar valores do benefício

  • acompanhar novidades sobre o calendário

  • acessar serviços previdenciários

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.