O Governo Federal decidiu antecipar o pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida saiu em edição extra do Diário Oficial da União da última quinta-feira (19).
De acordo com o Decreto 12.884 de 19 de março de 2026, o pagamento vai acontecer em duas parcelas, conforme adiantou o Revista dos Benefícios durante este mês de março. A primeira corresponde a 50% do valor do benefício referente ao mês de abril e será depositada junto com o pagamento regular. Já a segunda parcela será paga no mês de maio e corresponde à diferença entre o valor total do 13º salário e o que já foi antecipado.
O texto também estabelece que, caso o benefício seja encerrado antes do dia 31 de dezembro de 2026, o segurado terá direito a receber o valor proporcional do 13º salário, calculado conforme o período em que recebeu o benefício ao longo do ano.
A antecipação do 13º salário do INSS em 2026 transferirá aos beneficiários cerca de R$ 39 bilhões como pagamento da primeira parcela (abril) e cerca de R$ 39 bilhões com a segunda parcela (maio), totalizando R$ 78,2 bilhões.
O calendário de pagamento da primeira parcela do 13º salário do INSS será realizado entre os dias 24 de abril e 8 de maio. Já a segunda parcela está programada para o período de 25 de maio a 8 de junho. As datas seguem o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece após o traço.
Dados mais recentes da folha de pagamento de fevereiro mostram que cerca de 23,3 milhões de benefícios — o equivalente a 66,2% do total pago pelo INSS — possuem valor de até um salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621.
Por outro lado, aproximadamente 11,9 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Dentro desse grupo, 13,7 mil segurados recebem o valor máximo permitido pela Previdência Social, que chega a R$ 8.475,55, evidenciando a diferença entre os diferentes perfis de beneficiários atendidos pelo sistema.
Como funciona na prática o pagamento do 13º salário do INSS em 2026
Conhecido também como gratificação natalina, o 13º salário do INSS é um pagamento adicional garantido a trabalhadores formais em todo o país. O direito foi instituído pela Lei nº 4.090/1962 e posteriormente incorporado à Constituição de 1988 como uma obrigação legal dos empregadores.
Na prática, trata-se de um valor extra equivalente a um salário mensal, pago de forma proporcional ao tempo trabalhado ao longo do ano. Ou seja, quanto mais meses trabalhados, maior será o valor recebido.
A principal mudança que chama atenção em 2026 é a manutenção da não incidência de Imposto de Renda na primeira parcela do décimo terceiro salário. Na prática, isso significa:
A primeira parcela (50%) é paga integralmente, sem descontos;
A segunda parcela sofre descontos de INSS e IRRF, quando aplicável;
O valor líquido final depende da faixa de renda do beneficiário.
Essa regra garante mais dinheiro imediato para aposentados e pensionistas, especialmente em períodos de maior necessidade financeira.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS?
O benefício é pago por lei e pago anualmente aos segurados da Previdência Social. Têm direito:
Aposentados
Pensionistas
Quem recebe auxílio-doença
Beneficiários de auxílio-acidente
Quem recebe auxílio-reclusão
Por outro lado, não possui direito ao pagamento do 13º salário do INSS:
Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada)
Pessoas que recebem renda mensal vitalícia assistencial
Vale destacar que o direito começa a contar a partir de 15 dias trabalhados no mês. Assim, ao completar esse período mínimo, o trabalhador já garante 1/12 do valor do 13º referente àquele mês.
Por que o BPC não recebe 13º salário?
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um auxílio pago pelo governo federal a pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Ele atende dois públicos principais:
idosos com 65 anos ou mais em situação de baixa renda
pessoas com deficiência que comprovem não possuir meios de sustento
O valor do benefício corresponde a um salário mínimo por mês, mas, diferentemente das aposentadorias, o BPC não exige contribuição ao INSS.
Justamente por ser um benefício assistencial, financiado pela assistência social e não pela Previdência, o pagamento não inclui o abono anual do 13º salário.
Esse tema já foi discutido diversas vezes no Congresso Nacional, mas até hoje não houve aprovação de uma lei que inclua o pagamento do 13º para os beneficiários do BPC.
Renda Mensal Vitalícia também não recebe o abono
Outro benefício que não possui direito ao 13º salário é a Renda Mensal Vitalícia (RMV). Esse benefício foi criado antes da existência do BPC e era destinado a pessoas idosas ou com deficiência que não tinham condições de contribuir para a Previdência Social.
Embora não existam mais novos beneficiários da Renda Mensal Vitalícia, alguns segurados antigos ainda continuam recebendo o pagamento.
Assim como ocorre com o BPC, esse benefício também tem natureza assistencial e, por isso, não inclui o pagamento do 13º salário.
Quem se aposentou em 2026 também pode receber
Segurados que começaram a receber aposentadoria ou outro benefício do INSS em 2026 também podem ter direito ao 13º salário. Nesse caso, o valor é calculado de forma proporcional ao número de meses em que o benefício foi recebido durante o ano. Ou seja, quanto mais meses o segurado tiver recebido o benefício, maior será o valor do abono anual.
Como fica o pagamento para quem se aposentou depois da antecipação?
Se o segurado se aposentar após o pagamento antecipado das parcelas, o valor do 13º normalmente é pago no final do ano, geralmente entre novembro e dezembro. Nesses casos, o pagamento costuma ocorrer em parcela única, já com o valor proporcional calculado pelo INSS. Por isso, o mês em que a aposentadoria começa a ser paga pode influenciar diretamente quando o beneficiário receberá o abono anual.
Entenda como funciona o pagamento em duas parcelas
Assim como o salário mensal, o décimo terceiro também sofre incidência de encargos obrigatórios, principalmente INSS e Imposto de Renda (IRRF). No entanto, existe uma diferença importante na forma como esses descontos acontecem.
A contribuição ao INSS segue a mesma lógica progressiva adotada no salário mensal. Porém, o cálculo do 13º é feito de forma separada, sem somar o valor ao salário do mês.
Isso significa que cada faixa do benefício é tributada conforme sua respectiva alíquota, garantindo um cálculo mais justo.
Por que a segunda parcela é menor?
Uma das dúvidas mais comuns entre os trabalhadores está na diferença entre as parcelas do 13º salário. A explicação é simples:
Primeira parcela: corresponde a 50% do valor bruto, sem descontos
Segunda parcela: inclui os 50% restantes, já com descontos de INSS e IR
Na prática, todos os encargos são descontados apenas na segunda parcela, o que reduz significativamente o valor líquido recebido nessa etapa.
O 13º salário é dividido em duas etapas, o que costuma gerar dúvidas entre os beneficiários.
Valores do 13º salário do INSS em 2026
Com o reajuste do salário mínimo e do teto previdenciário, os valores também foram atualizados.
💰 Referências oficiais para 2026
Salário mínimo: R$ 1.621,00
Teto do INSS: R$ 8.475,55
Isso significa que:
Quem recebe um salário mínimo terá um 13º de R$ 1.621,00 (dividido em duas parcelas)
Quem recebe o teto poderá chegar a R$ 8.475,55 no total do abono
Como é calculado o valor do abono?
O 13º salário do INSS funciona de maneira semelhante ao abono pago aos trabalhadores com carteira assinada. Trata-se de um valor extra concedido aos segurados com base no benefício mensal recebido ao longo do ano.
O cálculo do abono anual leva em consideração o período em que o beneficiário recebeu pagamentos do INSS durante o ano. Dessa forma, quem recebeu o benefício durante todos os 12 meses tem direito ao valor integral do 13º salário. Já os segurados que começaram a receber aposentadoria, pensão ou outro benefício ao longo do ano recebem o pagamento de forma proporcional ao tempo em que estiveram recebendo o benefício.
Para entender melhor, imagine um segurado que passou a receber aposentadoria em julho. Como ele recebeu o benefício durante apenas seis meses do ano, terá direito a metade do valor do 13º salário. O mesmo princípio se aplica a outros casos: quanto mais tarde o benefício começar a ser pago no ano, menor será o valor proporcional do abono anual.
Na prática, o valor do 13º do INSS varia conforme o mês em que o benefício foi concedido. Um segurado que começou a receber em julho, por exemplo, terá direito a cerca de 50% do abono, enquanto quem iniciou o recebimento apenas em outubro receberá uma parcela proporcional ainda menor, correspondente aos meses em que esteve ativo no sistema.
Calendário do 13º salário do INSS em 2026 – 1º parcela
Agora com a antecipação confirmada pelo Governo Federal, a primeira parcela deve ser paga junto com os benefícios de abril e início de maio, seguindo o número final do benefício.
Para quem recebe até um salário mínimo
Final 1: 24 de abril
Final 2: 27 de abril
Final 3: 28 de abril
Final 4: 29 de abril
Final 5: 30 de abril
Final 6: 4 de maio
Final 7: 5 de maio
Final 8: 6 de maio
Final 9: 7 de maio
Final 0: 8 de maio
Para quem recebe acima de um salário mínimo
finais 1 e 6: 2 de maio
finais 2 e 7: 5 de maio
finais 3 e 8: 6 de maio
finais 4 e 9: 7 de maio
finais 5 e 0: 8 de maio
Calendário previsto da segunda parcela
A segunda parcela do abono será paga junto com os benefícios de maio e início de junho.
Para quem recebe até um salário mínimo
Final 1: 25 de maio
Final 2: 26 de maio
Final 3: 27 de maio
Final 4: 28 de maio
Final 5: 29 de maio
Final 6: 1º de junho
Final 7: 2 de junho
Final 8: 3 de junho
Final 9: 5 de junho
Final 0: 8 de junho
Para quem recebe acima de um salário mínimo
finais 1 e 6: 1º de junho
finais 2 e 7: 2 de junho
finais 3 e 8: 3 de junho
finais 4 e 9: 5 de junho
finais 5 e 0: 8 de junho

Como consultar o 13º salário do INSS em 2026?
Os segurados podem acompanhar a liberação do abono anual por meio do aplicativo Meu INSS. Para consultar o 13º salário do INSS em 2026 de forma rápida e prática, os segurados podem utilizar o aplicativo Meu INSS, disponível gratuitamente para celulares. O processo é simples e pode ser feito em poucos minutos.
Primeiro, é necessário baixar o aplicativo Meu INSS na loja de aplicativos do celular, disponível para dispositivos Android e iOS. Após a instalação, o usuário deve entrar na conta gov.br, informando o CPF e a senha cadastrada no portal do governo federal.
Depois de acessar o sistema, o próximo passo é localizar a opção “Extrato de Pagamento” dentro do aplicativo. Nessa área, o segurado poderá visualizar todos os detalhes relacionados aos pagamentos realizados pelo INSS.
Em seguida, é possível baixar o extrato em formato PDF, onde aparecem as informações completas sobre os valores depositados. No documento, o beneficiário poderá conferir com mais detalhes o valor do 13º salário e as parcelas pagas pelo instituto.
Além de consultar o abono anual, o aplicativo Meu INSS oferece diversas funcionalidades importantes. Por meio da plataforma, os segurados podem verificar extratos de pagamento, acompanhar a situação de benefícios, solicitar serviços e até realizar agendamentos, tudo de forma digital e sem a necessidade de ir até uma agência do INSS.
Por fim, é importante destacar que a bonificação só aparece no extrato no mês em que está programado para pagamento. Confirme a data de pagamento pelo final do seu Número de Identificação Social (NIS).
Para os aposentados que desejarem, a consulta também pode acontecer pelo telefone e site oficial. Para isso, basta acessar este artigo.
