A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) está reformulando a forma como o Brasil identifica seus cidadãos. A começar pelo ponto central: o número do CPF passa a ser o único número do documento, substituindo definitivamente os antigos números de RG que variavam conforme o estado. A princípio, essa unificação elimina discrepâncias, reduz erros e aumenta a segurança em operações que exigem identificação pessoal.
Antes de mais nada, é importante destacar que a CIN segue um padrão nacional, com informações integradas e validadas diretamente em bases federais. Ou seja, independentemente do estado onde o cidadão more ou faça a emissão, o documento terá o mesmo layout, os mesmos campos e o mesmo número.
Além disso, o novo RG chega com uma proposta clara: modernizar, unificar e impedir fraudes, permitindo que toda a população usufrua de um documento mais confiável, tecnológico e integrado ao Gov.br.
A emissão é gratuita? Entenda quem paga e quem está isento
Quando o cidadão emite a nova CIN pela primeira vez, não paga nada. A Lei nº 7.116/1983 estabelece que a primeira via em papel é totalmente gratuita. Contudo, alguns estados optaram por emitir o documento em cartão de policarbonato, que é mais resistente e durável. Nesse caso, o valor pode variar, porque o cartão não entra na gratuidade prevista pela lei.
Em síntese, funciona assim:
Primeira via em papel: gratuita em todo o país.
Versão em cartão (policarbonato): pode ter taxa, dependendo do estado.
Versão digital: também gratuita, liberada automaticamente no app Gov.br após a emissão física.
A saber: não existe cobrança obrigatória para atualizar o RG. Se o cidadão optar pelo modelo gratuito em papel, não pagará nada pela emissão.
Preciso manter os outros documentos?
Por enquanto, sim. Ainda que o novo RG use o CPF como número único, a recomendação oficial do Governo Federal é manter todos os outros documentos, como CNH, Título de Eleitor e certidões. A dispensa completa só ocorrerá quando todos os sistemas estiverem integrados nacionalmente.
Em outras palavras: a CIN inicia a unificação, mas a transição será gradual.
Validade do antigo RG e prazos de substituição
Embora o novo documento já esteja disponível em todos os estados, a troca não é obrigatória de imediato. O antigo RG continuará valendo até 28 de fevereiro de 2032, um prazo longo para que toda a população consiga migrar sem pressão e sem filas.
Até lá, o cidadão pode escolher o melhor momento para emitir sua nova identidade.
Como funciona a validade da nova CIN
O novo RG traz uma regra unificada e baseada na idade do cidadão:
0 a 12 anos incompletos: validade de 5 anos
12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos
Acima de 60 anos: validade indeterminada
Essa padronização evita a variação estadual que existia antes e facilita a aceitação do documento em todo o país.
Documento mais seguro: QR Code, MRZ e verificação instantânea
A tecnologia é uma das grandes apostas da CIN. O documento inclui:
QR Code, que permite verificar a autenticidade usando qualquer dispositivo.
MRZ (zona legível por máquina), igual aos passaportes.
Validação automática via Gov.br, impedindo falsificações.
Esses recursos tornam o documento mais difícil de ser adulterado, reduzindo fraudes bancárias, golpes envolvendo identidade e outros crimes comuns no país.
Além disso, a existência da versão digital — que só aparece após a emissão física — cria uma camada adicional de proteção.
Versões física e digital disponíveis
A nova CIN pode ser emitida em dois formatos:
Papel de segurança (cédula)
É o modelo gratuito.
Tem boa durabilidade e alto nível de proteção.
Cartão de policarbonato
É mais resistente, semelhante a um cartão de crédito.
Pode ter custo dependendo do estado.
Depois da emissão física, o cidadão acessa automaticamente a versão digital no aplicativo Gov.br, que passa a servir como documento oficial em diversos serviços públicos e privados.
Um documento que concentra várias informações em um único número
A CIN permite que o cidadão inclua outras informações que podem facilitar o atendimento em situações específicas. Entre elas:
CNH
Título de Eleitor
Cartão do SUS
Tipo sanguíneo e fator Rh
Condições de saúde que precisam ser informadas
Informações sobre autismo e deficiências
Esses dados ficam acessíveis por meio do QR Code, o que reduz a necessidade de carregar vários documentos no dia a dia.
Vantagens práticas do novo RG
Em primeiro lugar, o documento reduz burocracias ao unificar dados e adotar o CPF como base nacional. Isso facilita aberturas de contas, matrículas, cadastros e verificação de informações em sistemas públicos e privados.
A saber: também melhora a aceitação do documento em viagens dentro do Mercosul, já que a MRZ aproxima a CIN do formato dos passaportes internacionais.
Por fim, a integração com o Gov.br coloca o Brasil em um novo patamar de identidade digital, criando uma base nacional padronizada, mais eficiente e mais segura.
Como tirar a nova Carteira de Identidade Nacional
O procedimento é simples e pode ser feito de forma semelhante ao processo atual do RG. Em geral, o cidadão precisa:
Agendar atendimento no Instituto de Identificação do estado.
Levar a certidão de nascimento ou casamento (original, sem rasuras).
Levar o CPF atualizado.
Comparecer para coleta de biometria, foto e assinatura.
Após alguns dias, o documento fica pronto para retirada.
Por que o Brasil está adotando o CPF como número único?
Durante décadas, cada estado emitia seu próprio RG, com numerações diferentes. Isso gerava inconsistências, dificultava investigações, prejudicava cadastros e aumentava fraudes.
Com o CPF como único número:
elimina-se o risco de ter vários RGs;
aumenta-se o cruzamento de dados;
facilita-se o monitoramento de políticas públicas;
reduz-se a duplicidade de identidades;
amplia-se a segurança digital.
Em conclusão, a CIN marca uma das maiores modernizações da identificação civil no país, com objetivo claro: tornar a vida do cidadão mais prática, segura e integrada aos sistemas digitais.
