Segunda via do RG agora pode ser emitida de graça: veja quem tem direito à isenção em 2025

Perder ou ter o RG furtado sempre gera preocupação, mas, a princípio, muitos brasileiros não sabem que podem emitir a segunda via totalmente de graça em várias situações previstas em lei. A saber, a gratuidade vale especialmente quando há furto, roubo, vulnerabilidade social ou, ainda, quando o cidadão possui idade avançada e enquadra-se em regras específicas de isenção.

Antes de mais nada, entender quem tem direito à emissão gratuita evita gastos desnecessários e agiliza o processo de recuperação do documento, principalmente em estados onde a taxa da segunda via pode ultrapassar R$ 100. A seguir, veja detalhadamente os casos que permitem pedir o RG sem pagar nada e como solicitar o documento corretamente.

Quando a segunda via do RG é gratuita por furto ou roubo

Em primeiro lugar, quem teve o documento furtado ou roubado pode emitir a segunda via gratuitamente. Para isso, é exigido um boletim de ocorrência (BO). A regra vale em todo o país.

Os estados, no entanto, adotam prazos diferentes para apresentação do BO. Em geral, o cidadão precisa registrá-lo e apresentar ao órgão emissor do RG em até 30 ou 60 dias após o incidente. A saber, essa etapa serve para comprovar que o documento foi subtraído, garantindo a isenção da taxa.

Após a entrega do BO, o processo segue normalmente: agendamento, coleta de foto, assinatura digital, biometria e emissão da nova carteira.

Idosos acima de 60 anos também podem ter isenção

Idosos com 60 anos ou mais podem solicitar a segunda via gratuitamente quando apresentarem um boletim de ocorrência por furto ou roubo. Ou seja, a gratuidade não é automática para todas as emissões, mas se torna válida quando o documento é subtraído.

Além disso, alguns estados ampliam essa regra, oferecendo condições especiais ou facilitadas para pessoas idosas com baixa renda. Portanto, é sempre importante verificar as regras específicas do órgão emissor local.

Quem está no CadÚnico tem direito à segunda via grátis

Pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente as inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), também podem emitir a segunda via do RG sem pagar. Nesse caso, a isenção ocorre mediante:

  • apresentação da folha resumo do CadÚnico;

  • ou declaração de baixa renda;

  • ou comprovante de participação em programas sociais, como Bolsa Família.

Ou seja, o documento deve comprovar que a família está entre os grupos de baixa renda cadastrados pelo governo federal. Essa medida facilita o acesso à identificação civil e evita que famílias vulneráveis gastem com taxas que comprometeriam o orçamento.

Pessoas com deficiência têm direito à gratuidade

Outro grupo que pode emitir a segunda via gratuitamente são pessoas com deficiência física, intelectual ou sensorial. Para isso, basta apresentar documentação médica oficial que comprove a condição.

Esse direito visa assegurar inclusão e acessibilidade, evitando barreiras financeiras para quem necessita do documento para acessar serviços públicos essenciais, benefícios sociais e atendimento médico.

Quais documentos são necessários para pedir o RG gratuito

Antes de mais nada, mesmo nos casos de gratuidade, o cidadão precisa apresentar os documentos básicos:

  • Certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada)

  • CPF regularizado

  • Comprovante de residência atualizado

  • Boletim de ocorrência (em casos de furto ou roubo)

  • Documento médico (nos casos de deficiência)

  • Comprovação de baixa renda ou CadÚnico, quando aplicável

Com tudo pronto, o processo é simples: agendar atendimento (quando exigido), comparecer ao órgão emissor, realizar a biometria, tirar foto e aguardar o prazo de entrega.

Como solicitar a segunda via: passo a passo

A seguir, veja como funciona o processo na prática, a saber:

  1. Agende o atendimento
    A maioria dos órgãos exige agendamento prévio pelo site oficial do governo do estado.

  2. Separe os documentos obrigatórios
    Leve certidão, CPF, comprovante de residência e o BO, se houver.

  3. Compareça ao local no dia marcado
    É feita a confirmação dos dados e a coleta da biometria.

  4. Realize a foto e assinatura digital
    O processo é rápido e segue padrões nacionais.

  5. Retire o documento ou receba pelos Correios
    Em alguns estados, a entrega é domiciliar. Em outros, a retirada é presencial.

Por fim, o prazo de emissão varia de 7 a 20 dias úteis, dependendo da demanda da região.

Primeira via da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita

Vale destacar que, independentemente da situação, a primeira via da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita para todos os brasileiros. Ou seja, mesmo quem nunca teve RG estadual ou quem está tirando o documento pela primeira vez não paga nada.

Isso faz parte do processo de modernização da identificação civil no país, que agora unifica o CPF como número único de registro.

O que muda com o novo RG (CIN)

A Carteira de Identidade Nacional substitui gradualmente o modelo antigo de RG emitido pelos estados. A saber, as principais mudanças incluem:

  • Número único nacional: o CPF passa a ser a identificação principal do cidadão.

  • Maior segurança: o documento conta com QR Code e possibilidade de incluir informações de saúde.

  • Padrão internacional: o novo design facilita viagens dentro do Mercosul sem passaporte.

  • Versões física e digital: a versão digital fica disponível no aplicativo Gov.br, com validade legal.

  • Mais praticidade: diminui erros, fraudes e diferenças entre documentos estaduais.

Esse novo sistema unifica informações e reduz divergências que antes causavam problemas ao acessar serviços públicos, bancos e benefícios sociais.

Até quando o RG antigo vale

Embora o novo modelo já esteja disponível, ninguém é obrigado a trocar imediatamente. O RG antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032. Ou seja, ainda faltam anos para que a substituição se torne obrigatória.

Até lá, quem emitir primeira ou segunda via receberá automaticamente o modelo CIN.

A adoção da CIN cresce rapidamente no Brasil

Antes de mais nada, vale destacar que a procura pelo novo documento segue acelerada. Até julho de 2025, mais de 30 milhões de brasileiros já tinham emitido a CIN. Dados divulgados em novembro de 2025 pelo Ministério da Gestão e da Inovação mostram que, apenas de janeiro a outubro daquele ano, 19,8 milhões de novas emissões foram registradas.

Ou seja, a população está adotando o novo modelo de forma crescente, impulsionada pela praticidade da versão digital, pela segurança reforçada e pela compatibilidade com sistemas modernos de identificação.

Segunda via gratuita: quando realmente vale a pena pedir

Para quem teve o documento furtado, é indispensável solicitar a segunda via o quanto antes para evitar problemas com golpes e fraudes. Além disso, beneficiários do CadÚnico, idosos e pessoas com deficiência devem sempre verificar se têm direito à isenção para evitar custos desnecessários.

Por fim — e isso aumenta o engajamento do leitor — é fundamental reforçar que a segunda via gratuita evita gastos, agiliza o acesso a serviços públicos e garante a identificação correta do cidadão, principalmente em um momento em que o CPF se tornou o número central do documento brasileiro.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.