1 salário mínimo na conta: INSS confirma benefício por doença que afeta mais de 10 milhões de brasileiros

Antes de mais nada, é importante destacar que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou o pagamento do benefício por incapacidade temporária, conhecido como auxílio-doença, para trabalhadores diagnosticados com depressão. O valor pago começa em 1 salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.518, com previsão de reajuste para 2026.

A princípio, a informação chama atenção porque a depressão afeta um número expressivo de pessoas no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 10 milhões de brasileiros convivem com a doença, que muitas vezes compromete não apenas a saúde emocional, mas também a capacidade de trabalhar.

Ou seja, quando a depressão impede o exercício da atividade profissional, o INSS reconhece essa condição e garante o acesso ao benefício, desde que o segurado cumpra os requisitos exigidos pela Previdência Social.

O que é o benefício por incapacidade temporária do INSS

Em primeiro lugar, o benefício por incapacidade temporária atende o trabalhador que fica doente ou sofre um acidente e, por esse motivo, não consegue trabalhar por um período determinado. Diferentemente da aposentadoria por incapacidade permanente, esse auxílio tem caráter provisório e dura enquanto houver incapacidade comprovada.

A saber, o INSS concede o benefício quando o afastamento ultrapassa 15 dias consecutivos. No caso do trabalhador com carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias. A partir do 16º dia, o INSS assume o pagamento.

Atualmente, o instituto reconhece diversas doenças como motivo para concessão do benefício, incluindo transtornos mentais, como depressão, ansiedade grave e síndrome do pânico, desde que haja comprovação médica.

Como a depressão afeta diretamente a capacidade de trabalho

Antes de tudo, é preciso esclarecer que a depressão vai muito além de tristeza ou desânimo momentâneo. Trata-se de uma doença que afeta o funcionamento do cérebro e interfere diretamente no desempenho profissional.

Entre os principais sintomas, destacam-se:

  • Cansaço extremo e constante

  • Dificuldade de concentração e raciocínio lento

  • Alterações no sono e no apetite

  • Falta de motivação para cumprir tarefas simples

  • Crises de ansiedade e isolamento social

Em muitos casos, esses sintomas tornam impossível manter a rotina de trabalho, cumprir horários ou lidar com responsabilidades. Por isso, quando um médico atesta que o paciente está incapacitado, o INSS pode conceder o auxílio.

Assim, o benefício funciona como uma forma de proteção financeira durante o período de tratamento e recuperação.

Quem pode receber o auxílio-doença por depressão

Em segundo lugar, é fundamental entender quem tem direito ao benefício. Para receber o auxílio-doença por depressão, o segurado precisa atender a alguns critérios básicos. A saber:

  • Ficar incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos

  • Ter, no mínimo, 12 contribuições mensais ao INSS

  • Apresentar atestado médico, laudos e exames que comprovem a doença

Vale ressaltar que o atestado médico deve conter informações claras, como o diagnóstico, o tempo estimado de afastamento, além da assinatura e carimbo do profissional de saúde.

Em situações específicas, o INSS pode dispensar a carência de 12 contribuições, especialmente quando o quadro clínico é grave ou evolui rapidamente. Cada caso, no entanto, passa por análise individual.

Qual é o valor pago pelo INSS nesses casos

Em relação ao valor, o INSS garante que o benefício nunca seja inferior ao salário mínimo nacional. Atualmente, o piso do INSS é de R$ 1.518, valor pago à maioria dos segurados afastados por incapacidade temporária.

No entanto, o valor pode ser maior. Isso ocorre quando o trabalhador contribuía com salários mais elevados antes do afastamento. Nesse caso, o INSS calcula o benefício com base na média das contribuições previdenciárias.

Ou seja, quanto maior foi o salário de contribuição, maior tende a ser o valor do auxílio, sempre respeitando os limites legais.

Como solicitar o benefício pelo Meu INSS

Atualmente, o segurado consegue solicitar o benefício sem sair de casa. O INSS disponibiliza o sistema Atestmed, que permite o envio de documentos médicos de forma digital, dispensando, em muitos casos, a perícia presencial inicial.

O processo funciona da seguinte forma:

  • Acesse o site ou aplicativo Meu INSS

  • Clique em Pedir Benefício por Incapacidade

  • Escolha a opção de envio de documentos pelo Atestmed

  • Anexe o atestado médico e os documentos solicitados

  • Finalize o pedido e acompanhe o andamento online

Depois disso, a Perícia Médica Federal analisa os documentos e define se o segurado tem direito ao benefício e por quanto tempo ficará afastado.

Caso a incapacidade persista, o trabalhador pode solicitar a prorrogação do auxílio, apresentando novos laudos médicos dentro do prazo indicado.

O que fazer se o INSS negar o pedido

Mesmo com toda a documentação correta, o INSS pode negar o pedido. Nessa situação, o segurado não precisa desistir. A princípio, existem algumas alternativas:

  • Solicitar a reconsideração da decisão

  • Agendar uma perícia médica presencial

  • Entrar com recurso administrativo no próprio INSS

Se ainda assim o problema persistir, o segurado pode buscar orientação jurídica para avaliar a possibilidade de revisão do caso na Justiça.

Qual será o piso do INSS em 2026

Por fim, o valor do benefício deve aumentar nos próximos anos. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o piso do INSS em 2026 será de R$ 1.621.

Em 2025, o valor mínimo é de R$ 1.518. O reajuste previsto é de R$ 103, o que representa um aumento aproximado de 6,79%, acompanhando a política de valorização do salário mínimo.

Em conclusão, isso significa que quem receber o benefício por incapacidade temporária no próximo ano terá um valor base maior depositado mensalmente, garantindo mais segurança financeira durante o período de afastamento por motivo de saúde.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.