Muda o valor e ADEUS R$1.412,00: A nova lei do salário mínimo de Simone Tebet confirmada em entrevista que deixou muita gente de boca aberta

Tebet e Salário Mínimo
Tebet e Salário Mínimo. Imagem: Reprodução

O salário mínimo brasileiro desempenha um papel fundamental na vida de milhões de cidadãos, servindo como referência para aposentadorias, benefícios sociais e até mesmo o poder de compra da população.

O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado pelo governo estabelece as bases para a elaboração do orçamento do próximo ano. Nele, estão definidas as metas fiscais que deverão ser perseguidas pela equipe econômica, incluindo o valor estimado para o salário mínimo em 2025.

Já o projeto com o orçamento em si — a Lei Orçamentária Anual (LOA) — traz mais detalhes sobre as receitas e despesas previstas para o próximo exercício fiscal. Esse documento deve ser enviado pelo governo ao Congresso Nacional até 31 de agosto. Tanto a LDO quanto a LOA precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para entrarem em vigor.

De acordo com informações divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 54 milhões de pessoas no Brasil. Além dos trabalhadores que recebem um salário mínimo (ou múltiplos deste), essa cifra inclui também aposentadorias e benefícios como o BPC.

Essa abrangência demonstra a importância do salário mínimo como instrumento de política social e sua capacidade de impactar diretamente a vida de milhões de cidadãos brasileiros.

Aumento do salário mínimo em 2025

Recentemente, a equipe econômica do governo federal enviou ao Congresso o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, prevendo um aumento de 6,37% no salário mínimo, elevando-o de R$ 1.412 para R$ 1.502. Essa notícia suscita uma série de questionamentos sobre os impactos desse reajuste e suas implicações para a economia e a sociedade brasileira.

O aumento previsto para o salário mínimo em 2025 está alinhado com a política permanente de valorização real implementada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A saber, essa política, já aprovada pelo Congresso Nacional, estabelece uma fórmula de reajuste que considera tanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) quanto o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. No caso de 2025, o cálculo leva em conta o PIB de 2023, que cresceu 2,9%.

O aumento do salário mínimo para R$ 1.502 em 2025 terá impactos diretos e indiretos na economia brasileira. Diretamente, beneficiará os trabalhadores que recebem o salário mínimo ou múltiplos deste, além de aposentados e beneficiários de programas sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que têm seus rendimentos vinculados ao valor do mínimo.

Indiretamente, o reajuste do salário mínimo também pode elevar o “salário médio” dos brasileiros e impulsionar o poder de compra dos trabalhadores, gerando efeitos positivos na atividade econômica.

Ao conceder um reajuste maior para o salário mínimo, o governo federal também enfrenta desafios em suas contas públicas. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo, o que representa uma despesa adicional para o Executivo. Segundo cálculos do governo, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera uma despesa de aproximadamente R$ 389 milhões em 2024.

Esse aumento nas despesas obrigatórias pode afetar a disponibilidade de recursos para os gastos “livres” do governo, chamados de “discricionários”, o que pode impactar a implementação de políticas públicas federais.

Aviso de Simone Tebet sobre o salário mínimo

Em meio às crescentes pressões sobre as contas públicas, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, tem se empenhado em encontrar soluções inovadoras para assegurar a sustentabilidade fiscal do país. Uma de suas principais iniciativas é o plano de desvincular alguns benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo, buscando aliviar o “estrangulamento” projetado para a Previdência a partir de 2027.

Tebet reconhece que, a partir de 2027, a Previdência começará a consumir uma parcela cada vez maior do orçamento público, colocando em risco a capacidade do governo de financiar outras políticas essenciais. Diante desse cenário, a ministra se propõe a apresentar, até o final de 2025, uma proposta concreta para desvinculação de determinados benefícios do reajuste do salário mínimo.

O que diz a ministra Simone Tebet:

  • Segundo Tebet, o objetivo é levantar o impacto total da valorização do salário mínimo acima da inflação sobre benefícios como a aposentadoria do trabalhador, o abono salarial, o seguro-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros.
  • A partir dessa análise, serão feitos estudos para definir uma nova metodologia de reajuste, que considere a inflação do período mais um percentual menor do que o atual, que acompanha o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
  • A ministra deixa claro que não pretende desvalorizar essas políticas, mas sim garantir que elas continuem a crescer acima da inflação.
  • Ela acredita que, com um reajuste de R$ 10 a R$ 15 a menos por benefício individual, seria possível gerar uma economia de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões, que poderiam ser realocados para outros programas prioritários.
Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.