STF toma decisão 100% crucial e pode derrubar até 8 regras criadas na reforma da Previdência

O sistema previdenciário brasileiro tem sido um tópico de intensa discussão pública nos últimos anos, com a aprovação da Reforma da Previdência em 2019 gerando debates acalorados sobre seus impactos e sustentabilidade a longo prazo.

Agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) surge como um importante ator nesse cenário, com a possibilidade de derrubar até oito regras-chave estabelecidas pela reforma.

Essas medidas têm como objetivo principal a redução dos gastos com aposentadorias, o que, segundo estimativas, poderia gerar uma despesa adicional de R$ 132 bilhões para o governo federal.

STF toma decisão 100% crucial e pode derrubar até 8 regras criadas na reforma da Previdência
STF toma decisão 100% crucial e pode derrubar até 8 regras criadas na reforma da Previdência. Imagem: Reprodução

O Papel do STF na Reforma da Previdência

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem se destacado como um ator fundamental no processo de implementação da Reforma da Previdência de 2019.

Através de 13 ações judiciais protocoladas, o STF está avaliando a constitucionalidade de diversas medidas adotadas pela reforma, com a possibilidade de derrubar até oito regras-chave.

Segundo uma nota técnica da Advocacia-Geral da União (AGU), essas oito regras, se invalidadas, poderiam resultar em um impacto fiscal de pelo menos R$ 132,6 bilhões para o governo federal.

Esse cenário reflete a importância do papel do STF na definição dos rumos da previdência no país.

As oito regras em risco

  1. Progressividade da Alíquota: A reforma introduziu a progressividade das alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores públicos, que passaram a variar de 7,5% a 22% de acordo com o salário. Essa medida está sendo questionada e já possui votos empatados no STF;
  2. Ampliação da Base de Cálculo: A reforma permitiu a ampliação da base de cálculo de aposentados e pensionistas, caso as contribuições ultrapassem um salário mínimo e haja déficit no regime dos servidores. Já existe maioria no STF para derrubar esse trecho da reforma;
  3. Contribuição Extraordinária: A reforma também autorizou a cobrança de uma contribuição extraordinária de servidores cujos rendimentos forem maiores que um salário mínimo e quando houver déficit atuarial. Essa regra também já possui maioria para ser derrubada;
  4. Regras de Transição: Existem dois blocos de processos no STF tratando das regras de transição do antigo regime para o novo regime previdenciário dos servidores públicos. Em ambos os casos, já há maioria para manter as regras da reforma;
  5. Cálculo pela Média: A reforma estabeleceu que o cálculo das aposentadorias será feito com base na média aritmética simples dos salários de contribuição. Além disso, proibiu a criação de novos regimes próprios de previdência por estados e municípios. Essa regra também já possui maioria para ser mantida;
  6. Diferença entre Mulheres: A reforma instituiu um cálculo diferenciado para as aposentadorias de mulheres no setor privado, mas não para as servidoras públicas. Já existe maioria no STF para derrubar essa diferenciação;
  7. Incapacidade: A reforma impediu a aposentadoria integral (100% da média de contribuição) por incapacidade causada por doenças graves, contagiosas ou incuráveis no setor público. Essa regra já possui maioria para ser mantida;
  8. Doenças Incapacitantes: A reforma revogou a regra que estabelecia que a contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas com doenças incapacitantes incidiria apenas sobre as parcelas que superassem duas vezes o limite máximo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Existe maioria no STF para manter essa regra.

Impactos fiscais estimados

Segundo a nota técnica da AGU, a invalidação dessas oito regras pelo STF poderá gerar um impacto fiscal de pelo menos R$ 132,6 bilhões para o governo federal. Esse valor é considerado expressivo e representa um revés significativo para a reforma da previdência.

Dois casos específicos merecem destaque:

  • Gatilhos de Redução do Déficit Atuarial: Caso o STF impeça a União de acionar gatilhos que poderiam reduzir o déficit atuarial do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) em R$ 126,5 bilhões, isso representará um impacto fiscal considerável.
  • Cálculo Diferenciado para Mulheres: A derrubada da regra que estabelecia cálculos diferenciados para as alíquotas de contribuição pagas por mulheres no RGPS e no RPPS poderá gerar um impacto fiscal estimado em R$ 6,1 bilhões para o RPPS.

Esses números evidenciam a relevância das decisões do STF para o futuro do sistema previdenciário brasileiro, com potenciais repercussões significativas nas contas públicas.

Calendário de outubro do INSS

Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo aposentados e pensionistas, receberão os pagamentos de outubro a partir do dia 25. O calendário do INSS considera o número final do cartão de benefício, sem o dígito verificador após o traço.

Os pagamentos, sempre em dias úteis, começam para quem tem o Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 1.

Veja o calendário para benefícios até um salário mínimo:

Final do NISData de pagamento
125 de outubro
228 de outubro
329 de outubro
430 de outubro
531 de outubro
61º de novembro
74 de novembro
85 de novembro
96 de novembro
07 de novembro

Confira o calendário para benefícios acima de um salário mínimo:

Final do NISData de pagamento
1 e 61º de novembro
2 e 74 de novembro
3 e 85 de novembro
4 e 96 de novembro
5 e 07 de novembro

 

Carolina Ramos Farias

Carolina Ramos Farias

Carolina Ramos Farias é uma profissional apaixonada pela educação e comunicação digital. Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pelo Departamento de Educação do Campus X da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), ela alia sua formação acadêmica à habilidade com a escrita, atuando como redatora web há mais de cinco anos.Com expertise na criação de conteúdos sobre concursos públicos, benefícios sociais e direitos trabalhistas, Carolina se destaca por sua capacidade de transformar informações complexas em textos claros e acessíveis. Seu compromisso com a disseminação do conhecimento a impulsiona a produzir materiais informativos que ajudam milhares de pessoas a se manterem bem informadas sobre temas essenciais para a vida profissional e social.Ao interpretar legislações trabalhistas, analisar editais de concursos ou detalhar benefícios sociais, Carolina Ramos Farias reafirma sua missão de tornar a informação mais compreensível e relevante para o público.