Salário mínimo sobe novamente em 1º de janeiro: veja o novo valor, o percentual e quem sente o impacto imediato

O salário mínimo volta a ocupar lugar central no debate econômico brasileiro a menos de cinco dias da virada do ano. A partir de 1º de janeiro, o piso nacional será reajustado novamente, impactando diretamente milhões de trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais. O tema chama atenção porque, após um reajuste de 7,5% em 2025, o aumento confirmado para 2026 será menor: 6,79%, elevando o valor para R$ 1.621.

Antes de mais nada, é importante entender o contexto. O reajuste de 2025 já está em vigor e representou um avanço acima da inflação oficial. Em janeiro deste ano, o salário mínimo passou de R$ 1.412 para R$ 1.518, garantindo ganho real e retomando uma política que havia sido interrompida nos anos anteriores. Agora, com o novo valor prestes a entrar em vigor, trabalhadores e empregadores avaliam os efeitos práticos dessa mudança.

Ao mesmo tempo, o anúncio do percentual para 2026 reacende discussões sobre poder de compra, custo de vida e limites fiscais. Embora o aumento seja menor do que o registrado no ano anterior, o governo afirma que manteve a diretriz de preservar algum ganho real, mesmo com restrições orçamentárias.

Salário mínimo em 2025: reajuste acima da inflação

Em primeiro lugar, o reajuste aplicado em 2025 marcou uma mudança relevante na política salarial. O aumento de 7,5% superou a inflação medida pelo INPC, o índice usado como base para o cálculo do piso nacional. Com isso, o salário mínimo passou a R$ 1.518, garantindo melhora efetiva na renda de quem recebe o valor base.

Esse movimento não ficou restrito aos trabalhadores com carteira assinada. Benefícios previdenciários e assistenciais vinculados ao mínimo, como aposentadorias do INSS e o BPC, também foram reajustados automaticamente. Ou seja, o impacto alcançou uma parcela expressiva da população brasileira.

Além disso, o novo valor influenciou contratos de trabalho, negociações coletivas e até cálculos de benefícios trabalhistas, como horas extras e adicionais. Na prática, o reajuste de 2025 ajudou a recompor perdas acumuladas e estimulou o consumo, especialmente nas faixas de renda mais baixas.

Novo salário mínimo para 2026: quanto será e quando começa

A princípio, o percentual confirmado para 2026 pode parecer mais modesto. O novo salário mínimo será de R$ 1.621, o que representa um aumento nominal de 6,79% sobre o valor atual. Apesar de inferior ao reajuste de 2025, o percentual foi definido dentro das regras em vigor e já está oficializado.

O decreto foi publicado dentro do prazo legal, trazendo previsibilidade para trabalhadores e empresas. Isso significa que o novo valor começa a valer já em 1º de janeiro, sem atrasos ou incertezas, algo considerado positivo pelo mercado.

Ainda assim, o percentual menor reflete um cenário econômico mais cauteloso. O governo precisou equilibrar a promessa de valorização do salário mínimo com as exigências do novo arcabouço fiscal, que limita o crescimento de despesas obrigatórias.

Como é feito o cálculo do reajuste do salário mínimo

Antes de mais nada, é fundamental compreender a regra que define o aumento anual. O cálculo segue a política permanente de valorização do salário mínimo, que combina dois fatores principais:

  • a inflação medida pelo INPC;

  • o crescimento do PIB de anos anteriores.

Essa fórmula busca garantir reposição inflacionária e, sempre que possível, algum ganho real. No entanto, o novo arcabouço fiscal impôs limites mais rígidos aos gastos públicos. Por isso, mesmo com crescimento econômico, o espaço para aumentos maiores ficou reduzido.

Ou seja, o reajuste de 2026 reflete um equilíbrio entre a regra de valorização e as restrições fiscais aprovadas pelo Congresso. Embora mais contido, o percentual mantém coerência com as diretrizes atuais da política econômica.

Quem é impactado diretamente pelo novo salário mínimo

O impacto do novo piso vai muito além do trabalhador que recebe exatamente o salário mínimo. Em primeiro lugar, milhões de empregados formais têm sua remuneração reajustada automaticamente. Além disso, aposentados e pensionistas do INSS que recebem o valor mínimo também são beneficiados.

Programas sociais vinculados ao salário mínimo sentem o efeito de forma imediata. Benefícios assistenciais, indenizações e até pisos salariais regionais usam o mínimo como referência. Assim, o reajuste se espalha por diferentes áreas da economia.

Ao mesmo tempo, empresas precisam recalcular custos com folha de pagamento. Setores intensivos em mão de obra, como comércio e serviços, costumam sentir o impacto mais rapidamente. Ainda assim, o aumento da renda tende a estimular o consumo, compensando parte desses custos.

Efeito do reajuste na economia e no consumo

Segundo estimativas oficiais, o novo salário mínimo pode injetar até R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. Esse volume de recursos circula principalmente no comércio local, nos serviços e em cidades de menor porte, onde o mínimo tem peso maior na renda das famílias.

Além disso, o aumento influencia diretamente o consumo básico, como alimentação, transporte e moradia. Ou seja, o reajuste não beneficia apenas quem recebe o piso, mas também movimenta a economia como um todo.

Por outro lado, especialistas alertam para desafios regionais. O custo de vida varia muito entre estados e capitais, o que faz com que o poder de compra do salário mínimo seja diferente em cada local. Ainda assim, a política de valorização é vista como um instrumento importante de redução das desigualdades.


Salário mínimo ao longo da história recente

Historicamente, o salário mínimo brasileiro passou por ciclos de perda e recuperação do poder de compra. Durante décadas, o valor ficou defasado em relação à inflação. No entanto, a política de valorização iniciada nos anos 2000 representou um ponto de virada.

Desde então, o piso nacional passou a ter papel estratégico na economia, influenciando renda, consumo e políticas sociais. Mesmo com interrupções ao longo do tempo, a retomada dessa política nos últimos anos reforça sua importância.

Agora, com o reajuste confirmado para 2026, o governo sinaliza continuidade, ainda que com cautela. O valor de R$ 1.621 preserva avanços recentes e mantém o salário mínimo como referência central na agenda econômica e social do país.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.