SAIU o que realmente acontece com quem tem mais de R$ 1 mil na poupança da CAIXA

Decreto do Banco Central revela o que acontece com quem tem mais de R$ 1 mil na poupança CAIXA

Antes de mais nada, é importante deixar claro um ponto que muita gente ainda desconhece: dinheiro parado na poupança não é investimento, e sim apenas uma forma de guardar recursos com liquidez. A afirmação pode soar forte, mas se torna ainda mais verdadeira após o novo decreto do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa Selic em 15% ao ano.

A decisão, tomada nos dias 16 e 17 de setembro, conforme destacou a XP Investimentos, reforça a estratégia de controlar a inflação. No entanto, ao mesmo tempo, colocou a poupança em uma posição ainda mais desfavorável quando comparada a outras modalidades de renda fixa.

A princípio, quem mantém valores acima de R$ 1 mil — ou até quantias maiores, como R$ 2 mil, R$ 5 mil ou R$ 10 mil — precisa entender exatamente o que essa decisão significa no bolso.

Como a regra da poupança prejudica o rendimento

A regra de rentabilidade da poupança foi estabelecida pelo próprio Banco Central. E, ou seja, não importa o banco: CAIXA, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco ou qualquer outro, a fórmula é a mesma.

A saber:
Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é fixo em 0,5% ao mês + TR.

Na prática, isso significa:

  • Retorno bruto de cerca de 6,17% ao ano;

  • Percentual muito abaixo dos 15% da Selic;

  • Rentabilidade insuficiente até para compensar a inflação em alguns períodos.

Ou seja, antes de mais nada, o dinheiro simplesmente “não trabalha”. Ele apenas existe na conta, mas não cresce.

Quanto rende R$ 2 mil na poupança — e quanto você deixa de ganhar

Para deixar claro, vamos ao exemplo mais simples: R$ 2.000 na poupança.

  • O ganho mensal é de aproximadamente R$ 10;

  • Em 12 meses, o acumulado chega a R$ 123,36.

Parece razoável? Talvez à primeira vista, sim. Mas a comparação com outras aplicações expõe o impacto real.

Tesouro Selic

A aplicação pública que acompanha a taxa básica de juros entrega:

  • Ganho líquido anual de R$ 247,50 sobre os mesmos R$ 2 mil.

CDB pagando 105% do CDI

Um bom banco de médio porte oferece:

  • Rendimento líquido de R$ 259,87 no ano, mais que o dobro da poupança.

Em conclusão, quem mantém dinheiro parado na caderneta perde mais de R$ 136 por ano com apenas R$ 2 mil investidos. E quanto maior o valor disponível, maior é o prejuízo financeiro.

Por que a poupança perdeu competitividade

À primeira vista, a poupança ainda parece vantajosa por dois motivos:

  • Isenção de Imposto de Renda;

  • Liquidez imediata.

Contudo, a partir do momento em que a Selic sobe para 15% e permanece alta, essa facilidade não compensa o rendimento baixo. Outras modalidades seguras, simples e também acessíveis conseguem entregar retornos muito maiores — com risco igualmente baixo.

Em suma, manter mais de R$ 1 mil na poupança hoje é deixar de aproveitar a fase mais favorável para investimentos em renda fixa em quase uma década.

As aplicações mais rentáveis e tão seguras quanto a poupança

A seguir, você vai entender por que especialistas afirmam que, diante da Selic alta, deixar dinheiro na poupança é perder dinheiro todos os meses. Há opções que superam facilmente o rendimento tradicional e contam com garantias sólidas, como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre valores até R$ 250 mil por CPF.

Antes de mais nada, veja as alternativas mais populares.

1. Tesouro Selic

O que é:
Título público federal indexado à taxa Selic.

Vantagem principal:
Rendimento bruto muito próximo aos 15% ao ano, acompanhando a taxa básica de juros. Além disso:

  • Liquidez diária;

  • Segurança garantida pelo Tesouro Nacional;

  • Ideal como reserva de emergência.

Ou seja, é a opção mais segura do mercado — mais segura até que a poupança, segundo economistas.

2. CDBs (Certificados de Depósito Bancário)

O que é:
Títulos emitidos pelos bancos para captar recursos.

Por que rende mais:
Pagam percentuais do CDI, como 105%, 110% e até 120%, dependendo da instituição e do prazo.

Segurança:
Cobertura do FGC até R$ 250 mil por CPF.

Na prática, o investidor recebe rendimento superior ao da poupança e, em muitos casos, acima do próprio Tesouro Selic, dependendo da taxa oferecida.

3. LCIs e LCAs

O que são:
Títulos de crédito voltados para os setores imobiliário e do agronegócio.

Vantagens:

  • Isenção total de Imposto de Renda para pessoas físicas;

  • Rentabilidade líquida superior;

  • Cobertura do FGC.

A princípio, quem busca retorno alto e segurança encontra nessas letras um dos melhores custos-benefícios do momento.

Por que investir agora é mais vantajoso do que nunca

Com a Selic em 15%, estamos diante de um dos momentos mais favoráveis para quem quer fazer o dinheiro render sem correr grandes riscos.

Em um cenário assim, aplicações que antes tinham pouca atratividade — como CDBs, Tesouro Selic e LCIs/LCAs — passam a entregar ganhos expressivos.

Antes de mais nada, vale reforçar:

  • Não é preciso ser especialista;

  • Não é necessário aplicar grandes valores;

  • Não é preciso assumir altos riscos.

Ou seja, uma simples escolha entre poupança e renda fixa pode representar centenas de reais a mais no final do ano, mesmo com investimentos pequenos.

Para quem tem mais de R$ 1 mil, R$ 2 mil, R$ 5 mil ou qualquer valor guardado na CAIXA, o decreto do Banco Central reforça o principal alerta: o dinheiro parado literalmente perde oportunidades de rendimento todos os meses.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.