Reajuste do INSS em 2026 aumenta piso para quase 7% e teto para quase 4%; benefícios do mínimo sobem para R$1.621 e pagamentos começam em 26 de janeiro

O reajuste anual dos benefícios do INSS passou a valer oficialmente em janeiro de 2026 e modificou piso, teto e valores intermediários da Previdência Social. A atualização corrigiu benefícios acima do salário mínimo e redefiniu parâmetros usados para pagamentos, contribuições e enquadramentos previdenciários.

Segundo o Ministério da Previdência, o teto previdenciário subiu para R$ 8.475,55, enquanto o piso acompanhou o novo salário mínimo nacional e passou a ser de R$ 1.621,00.

Benefícios acima do salário mínimo têm reajuste de 3,9%

Para segurados que recebem acima do piso previdenciário, o INSS aplicou reajuste de 3,9% em 2026. O índice acompanhou o INPC acumulado de 2025, seguindo a regra histórica de correção dos benefícios que não têm relação direta com o salário mínimo.

A correção foi aplicada de forma integral para benefícios concedidos até janeiro de 2025. Já quem começou a receber após fevereiro de 2025 teve reajuste proporcional ao número de meses em pagamento.

Piso previdenciário sobe 6,8% e passa a ser de R$ 1.621,00

Enquanto benefícios acima do piso subiram 3,9%, o piso previdenciário teve aumento maior por estar atrelado ao salário mínimo. O valor subiu de R$ 1.517,00 para R$ 1.621,00, uma alta de 6,8%.

Esse piso afeta a maior parte dos beneficiários do INSS, especialmente aposentados por idade, BPC-Loas, pensionistas e segurados urbanos de baixa renda.

Por que existem dois índices diferentes (3,9% e 6,8%)

A diferença de reajuste entre o piso e os demais valores ocorre por duas regras distintas:

  • Salário mínimo segue política de valorização (inflação + crescimento real)

  • Benefícios acima do piso seguem apenas a inflação (INPC)

Assim, quem recebe benefício igual ao mínimo teve ganho real maior na renda mensal, enquanto pensionistas e aposentados de faixas mais altas tiveram somente recomposição inflacionária.

Impacto do reajuste para aposentados e pensionistas

A correção tem efeitos econômicos imediatos. Entre eles:

  • aumento da massa salarial previdenciária;

  • reforço no consumo de bens essenciais;

  • impacto na faixa de isenção do Imposto de Renda;

  • atualização das contribuições sobre folha.

Para 2026, o governo federal projetou impacto relevante sobre o poder de compra de idosos, especialmente porque o piso concentra o maior número de beneficiários assistidos pela Previdência.

Teto previdenciário sobe para R$ 8.475,55

O teto do INSS representa o valor máximo pago pela Previdência Social. Embora atinja uma parcela pequena dos segurados, sua atualização tem função sistêmica:

  • orienta cálculos de contribuições de trabalhadores com altas remunerações;

  • influencia benefícios proporcionais;

  • corrige a base atuarial da Previdência.

Em 2026, o valor passou a ser de R$ 8.475,55, após a aplicação do índice inflacionário.

Pagamentos começam em 26 de janeiro para o piso e em 2 de fevereiro para valores maiores

Os depósitos referentes a janeiro de 2026 começaram conforme o calendário oficial do INSS, organizado pelo número final do benefício, sem considerar o dígito verificador.

Quem recebe até 1 salário mínimo (R$ 1.621,00)

Pagamentos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro:

FinalPagamento
126 de janeiro
227 de janeiro
328 de janeiro
429 de janeiro
530 de janeiro
62 de fevereiro
73 de fevereiro
84 de fevereiro
95 de fevereiro
06 de fevereiro
Calendário de pagamentos do INSS

Quem recebe acima de 1 salário mínimo

Pagamentos entre 2 e 6 de fevereiro:

FinaisPagamento
1 e 62 de fevereiro
2 e 73 de fevereiro
3 e 84 de fevereiro
4 e 95 de fevereiro
5 e 06 de fevereiro

Reajuste altera também faixas e contribuições ao INSS

Com piso e teto atualizados, as alíquotas progressivas de contribuição também foram ajustadas em 2026. Isso afeta:

  • empregados com carteira assinada;

  • empregados domésticos;

  • trabalhadores avulsos.

A correção garante coerência entre arrecadação e pagamento de benefícios, preservando o equilíbrio atuarial da Previdência.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.