R$10 milhões em jogo! Quina 6835 sorteia R$5 milhões e Lotofácil 3494 sorteia R$5 milhões: veja quanto rendem juntos com a SELIC a 15% ao ano na poupança, CDB, LCI, LCA e Tesouro Direto

Quem nunca sonhou em acordar milionário da noite para o dia? Pois bem, nesta semana, a Quina 6835 está sorteando R$5 milhões, e a Lotofácil 3494 também vem com mais R$5 milhões na mesa.

Os apostadores que sonham em mudar de vida têm duas grandes oportunidades nesta semana. A Quina 6835 está com prêmio estimado em R$5 milhões, enquanto a Lotofácil 3494 também sorteará R$5 milhões. Os dois sorteios serão realizados no Espaço da Sorte, em São Paulo, a partir das 20h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Caixa.

Para participar, é muito simples. Na Quina, o jogador deve escolher entre 5 e 15 números, dentre os 80 disponíveis, e a aposta mínima custa apenas R$3,00. Já na Lotofácil, a dinâmica é ainda mais acessível: o apostador seleciona entre 15 e 20 números, de um total de 25, e a aposta básica sai por R$3,50.

Quais são as chances de ganhar na Quina e Lotofácil?

As chances de ganhar variam conforme a quantidade de números escolhidos. Na Quina, a probabilidade de acertar as 5 dezenas com a aposta mínima é de 1 em 24.040.016. Já na Lotofácil, para quem joga 15 números, a chance de levar o prêmio principal é de 1 em 3.268.760. Ou seja, estatisticamente, a Lotofácil oferece maiores probabilidades de ganho, o que explica sua popularidade entre os brasileiros.

Outro ponto que atrai milhares de jogadores é a possibilidade de acumulação. Se não houver ganhadores nas faixas principais, os prêmios da Quina 6835 e Lotofácil 3494 acumulam automaticamente para o próximo sorteio, elevando ainda mais os valores e aumentando a expectativa do público.

As apostas podem ser feitas de forma presencial, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país, ou pela internet, através do portal Loterias Caixa e do aplicativo oficial, garantindo comodidade e segurança.

Sobre o rendimento de R$10 milhões

Com os dois sorteios oferecendo juntos R$10 milhões, a expectativa é enorme. Além de sonhar com a bolada, muitos já fazem as contas de quanto esse dinheiro poderia render aplicado na poupança, em CDBs, LCI, LCA ou no Tesouro Direto, especialmente com a taxa SELIC em 15% ao ano.

Esse cálculo mostra o potencial dos prêmios não apenas para realizar sonhos imediatos, mas também para garantir uma renda mensal vitalícia, dependendo da estratégia de investimento escolhida.

Se alguém levar os dois prêmios e juntar R$10 milhões, quanto isso pode render com a SELIC a 15% ao ano em diferentes tipos de investimento?

Antes de começar a fazer contas, precisamos falar dela: a SELIC.

Ela é como um farol para o mundo dos investimentos no Brasil. Quando a SELIC sobe, os rendimentos dos investimentos atrelados a ela também aumentam. Quando cai, a rentabilidade diminui.

Em setembro de 2025, a taxa está em 15% ao ano — uma das maiores dos últimos tempos. Isso significa que os investimentos de renda fixa, como CDB, LCI, LCA e Tesouro Direto, estão pagando muito bem.

E é aí que os R$10 milhões começam a brilhar!

Poupança: o investimento mais popular (e o que menos rende)

A primeira parada não poderia ser outra: a poupança.

Muita gente ainda usa a poupança porque é fácil, não tem taxas e está disponível em qualquer banco. Mas, com a SELIC tão alta, ela rende bem menos que outras opções.

A regra é simples: quando a SELIC está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + TR (Taxa Referencial), que atualmente está praticamente zerada.

Isso dá algo em torno de 6,17% ao ano.

Vamos ver o quanto os R$10 milhões renderiam em 12 meses:

  • R$10.000.000 x 6,17% = R$617.000 por ano

Ou seja, na poupança, o ganhador levaria cerca de R$51.416 por mês só de juros.

Nada mal, mas a gente vai ver daqui a pouco que existem opções muito melhores.

CDB: a queridinha dos brasileiros

Agora começamos a falar de investimentos que realmente brilham com a SELIC alta.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é oferecido pelos bancos e, na prática, é como se você emprestasse dinheiro para a instituição e recebesse juros por isso.

Com a SELIC em 15%, muitos CDBs estão pagando 100% do CDI, que é praticamente igual à taxa básica de juros.

Na prática, com R$10 milhões aplicados por um ano, o ganho seria de:

  • R$10.000.000 x 15% = R$1.500.000 por ano

Ou seja, R$125.000 por mês só de rendimento!

Aqui já começamos a ver a diferença: o CDB rende quase o triplo da poupança.

LCI e LCA: isenção de imposto e ótimos rendimentos

Se o CDB já parecia interessante, agora entram em cena a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio).

A vantagem dessas duas? Isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Isso mesmo: todo o lucro vai direto para o bolso sem desconto.

Com a taxa SELIC em 15%, as LCIs e LCAs também podem render próximo de 100% do CDI, então os R$10 milhões aplicados renderiam praticamente a mesma coisa que o CDB:

  • R$1.500.000 por ano

Mas como não há imposto, o valor líquido pode ser ainda mais vantajoso que alguns CDBs, que têm alíquota regressiva de IR.

Tesouro Direto: a segurança máxima para o dinheiro

Se existe um investimento considerado praticamente “sem risco”, esse é o Tesouro Direto, especialmente o Tesouro Selic.

Aqui o investidor está, na prática, emprestando dinheiro para o Governo Federal, e a chance de calote é praticamente zero, já que é o próprio governo quem emite a moeda.

Com a taxa em 15% ao ano, os mesmos R$10 milhões renderiam:

  • R$1.500.000 por ano

Ou seja, os mesmos R$125.000 por mês, mas com uma segurança gigantesca.

Comparativo geral: onde rende mais?

Agora que já vimos cada opção, vamos colocar tudo lado a lado para facilitar.
Imaginando R$10 milhões aplicados por 12 meses, o rendimento seria:

InvestimentoRendimento anualRendimento mensal
PoupançaR$617.000R$51.416
CDB (100% CDI)R$1.500.000R$125.000
LCI/LCA (100% CDI)R$1.500.000R$125.000
Tesouro SelicR$1.500.000R$125.000

Fica claro que a poupança perde feio para os outros investimentos.
Com a SELIC tão alta, CDB, LCI, LCA e Tesouro Direto são muito mais vantajosos.

Mas e se eu deixar rendendo por mais de um ano?

A mágica dos juros compostos começa a aparecer quando você mantém o dinheiro investido por mais tempo.

Se esses R$10 milhões ficarem aplicados por 5 anos em CDB, LCI, LCA ou Tesouro Direto, rendendo 15% ao ano e sem tirar nada, o montante final seria:

  • R$10.000.000 → R$20.113.568 em 5 anos

Ou seja, o valor dobraria nesse período.
Já na poupança, o total ficaria em torno de R$13.500.000 — bem menor.

Renda mensal: quanto dá para viver só com os juros?

Uma pergunta que muita gente faz é:

“Se eu ganhar R$10 milhões, posso viver só com o rendimento?”

Com os juros mensais de R$125.000, daria para ter uma vida bem confortável.
E mesmo gastando R$50.000 por mês, o investidor ainda veria o patrimônio crescer, já que o rendimento superaria os gastos.

Na poupança, com R$51.000 mensais, a vida ainda seria boa, mas o dinheiro renderia bem menos.

Tributação: o que o investidor precisa saber

No caso do CDB e Tesouro Direto, existe o Imposto de Renda sobre os rendimentos.
A alíquota é regressiva:

  • 22,5% até 180 dias

  • 20% de 181 a 360 dias

  • 17,5% de 361 a 720 dias

  • 15% acima de 720 dias

Por isso, LCIs e LCAs levam vantagem, já que são isentas de IR para pessoas físicas.

Segurança: FGC e Tesouro Nacional

Outro ponto importante é a segurança do investimento:

  • CDB, LCI e LCA têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para valores até R$250 mil por CPF e por instituição.

  • Já o Tesouro Direto é garantido pelo próprio governo.

Ou seja, para valores gigantes como R$10 milhões, o ideal seria diversificar entre várias instituições para manter a proteção máxima.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.