Quem tem conta-corrente ou poupança ativa no Banco do Brasil precisa saber disso hoje 17/12

Clientes do Banco do Brasil estão enfrentando, nesta quarta-feira (17/12), uma onda de ataques de engenharia social que se tornaram mais sofisticados e difíceis de identificar. A princípio, os criminosos estão utilizando tecnologia capaz de simular no visor do celular o número oficial da instituição, o que aumenta a credibilidade da fraude e coloca milhões de correntistas em risco imediato.

Antes de mais nada, entender como o golpe funciona é fundamental para evitar perdas financeiras e impedir que dados pessoais caiam em mãos criminosas.

O ataque mais comum neste momento envolve o spoofing, técnica que altera o identificador de chamadas do celular. Ou seja, quando o criminoso liga, o cliente acredita que está recebendo uma ligação verdadeira do Banco do Brasil. Na tela, aparece exatamente o número 4004-0001, amplamente conhecido como telefone da central de atendimento.

Essa estratégia, considerada uma das mais perigosas de 2025, explora o medo dos usuários diante de alertas sobre compras suspeitas, tentativas de invasão e bloqueios iminentes. A partir disso, os golpistas induzem vítimas a fornecer senhas, confirmar dados ou até mesmo realizar transferências via Pix.

Como funciona o golpe da falsa central telefônica

Em primeiro lugar, o criminoso inicia a ligação informando alguma atividade suspeita na conta. A princípio, o tom urgente tem o objetivo de desestabilizar a vítima, para que ela siga instruções sem questionar.

O criminoso:

  • Simula ser funcionário da central de segurança.

  • Usa dados pessoais verdadeiros, obtidos em vazamentos, para gerar confiança.

  • Transfere a ligação para um falso “setor especializado” com música de espera semelhante à do BB.

Em seguida, o suposto atendente pede que a vítima confirme operações, digite a senha no teclado do celular ou realize um Pix para uma “conta cofre”. Em resumo, todo o cenário é criado para parecer legítimo.

O que é o golpe do falso Módulo de Segurança

Além das ligações falsas, golpistas estão aplicando outro esquema: o golpe do falso Módulo de Segurança, que imita atualizações do aplicativo do Banco do Brasil.

A saber, esse golpe é especialmente eficaz porque se apoia no discurso de “proteção da conta”. Os criminosos afirmam que o módulo está desatualizado e que é preciso instalar um arquivo para manter o acesso.

O que ocorre na prática:

  1. O cliente recebe um SMS ou ligação falando sobre bloqueio iminente.

  2. Criminosos enviam um link para download.

  3. A vítima instala um arquivo que, na verdade, é um malware de acesso remoto (RAT).

  4. Com o malware ativo, o golpista passa a controlar o celular à distância.

Ou seja: enquanto a vítima acredita estar realizando um procedimento de segurança, o criminoso acessa contas, copia senhas e executa transferências imediatamente.

Como os criminosos aplicam o golpe em tempo real

A partir do momento em que o malware está instalado, o controle é total. Durante a suposta “assistência técnica”, a vítima acredita que está resolvendo um problema. No entanto, todas as ações dela são visualizadas pelos golpistas.

Eles costumam:

  • Solicitar que o cliente abra o app do banco.

  • Observar a digitação da senha.

  • Realizar Pix instantâneos.

  • Alterar dispositivos cadastrados.

  • Criar novas chaves Pix.

Por fim, quando a vítima percebe o que está acontecendo, já é tarde: o dinheiro não está mais na conta.

Como identificar mensagens falsas que usam o nome do Banco do Brasil

É importante destacar que o Banco do Brasil reforça: não envia links clicáveis por SMS para atualização de segurança. Além disso, o banco não envia mensagens alertando sobre pontos Livelo expirando, bloqueios automáticos ou obrigatoriedade de biometria via link.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Links encurtados (bit.ly, tinyurl).

  • Solicitações de atualização urgente.

  • Erros de português ou excesso de formalidade.

  • Mensagens que usam ameaças de bloqueio.

A princípio, se qualquer aviso gerar dúvida, o recomendável é consultar diretamente os canais oficiais do banco: aplicativo, atendimento via chat ou telefone, sempre ligando por conta própria.

Diferenças entre o atendimento real do Banco do Brasil e o golpe

Para facilitar a identificação, veja abaixo algumas situações comuns:

O que o golpista diz (sinal vermelho):

  • “Estamos ligando do 4004-0001. Confirme sua senha.”

  • “Instale este aplicativo para evitar o bloqueio.”

  • “Transfira seu saldo para uma conta cofre de segurança.”

O que o Banco do Brasil realmente faz:

  • Não solicita senha por telefone.

  • Não envia aplicativos por link.

  • Não pede transferências para supostos cofres.

Em conclusão parcial, se o banco realmente identificar uma irregularidade, ele bloqueia a operação internamente — nunca pede que o cliente faça transferências.

O que fazer imediatamente se você caiu no golpe

Se você instalou algum aplicativo suspeito, digitou a senha durante uma ligação ou percebeu movimentações que não reconhece, é essencial agir rápido. O primeiro passo é desconectar o celular da internet. Isso impede que o criminoso continue acessando o dispositivo.

Em seguida:

  1. Ligue para o Banco do Brasil de outro telefone usando o número oficial (4004-0001).

  2. Solicite o bloqueio de senhas, cartão e acessos.

  3. Peça a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução) para tentar reaver dinheiro enviado por Pix.

  4. Registre um Boletim de Ocorrência na delegacia eletrônica.

  5. Troque todas as senhas e reconfirme a autenticação em duas etapas.

Por fim, especialistas em cibersegurança recomendam formatar o aparelho caso o malware tenha sido instalado.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.