O cronograma oficial de pagamento do Abono Salarial PIS/Pasep 2026 está prestes a ser divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A decisão depende da reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), marcada para 16 de dezembro. Antes de mais nada, é importante destacar que o benefício segue funcionando como uma espécie de 14º salário para trabalhadores de baixa renda. Por isso, milhões de brasileiros aguardam ansiosamente pelas datas e pelas novas regras que começam a valer no próximo ano.
A seguir, você confere um panorama completo sobre o calendário, os critérios de acesso, as mudanças aprovadas e os valores previstos para 2026 — tudo em linguagem clara e objetiva para facilitar a leitura e aumentar o engajamento.
O que muda no PIS/Pasep a partir de 2026?
Antes de mais nada, o trabalhador precisa entender que 2026 marcará a aplicação de novos critérios de renda. A princípio, essa alteração foi definida por meio de uma PEC aprovada no final do ano passado, dentro do pacote fiscal do governo federal. Em resumo, o valor máximo de remuneração para ter direito ao PIS/Pasep não será mais atrelado diretamente ao salário mínimo, mas sim ao INPC, índice que mede a inflação anual.
Ou seja, o corte de renda passará por uma transição até que chegue a 1,5 salário mínimo. Até 2025, o limite era de dois salários mínimos. Agora, esse valor será corrigido todos os anos pela inflação e, em conclusão, terá como referência final um piso proporcional menor, conforme a nova legislação prevê.
Essa mudança afeta diretamente o número de trabalhadores elegíveis. Assim, quem acompanha o benefício deve ficar atento às atualizações que o governo divulgará nas próximas semanas.
Calendário do PIS/Pasep 2026: quando começa o pagamento?
O calendário será definido oficialmente após a reunião do Codefat, em 16 de dezembro. A saber, o órgão é responsável por aprovar o cronograma anual, que posteriormente será publicado pelo MTE. A tendência é que o calendário mantenha o padrão aplicado nos anos anteriores, com pagamentos distribuídos ao longo de vários meses, geralmente seguindo o mês de nascimento (no caso do PIS) ou o número final da inscrição (no caso do Pasep).
Em 2025, o programa contemplou 25,8 milhões de trabalhadores, movimentando cerca de R$ 30 bilhões. Embora ainda não haja um número oficial para 2026, o MTE deve anunciar a estimativa junto com o novo cronograma.
Enquanto isso, quem ainda tem direito ao abono de 2025 precisa fazer o saque até o fim de dezembro. Muitos trabalhadores esquecem os valores disponíveis, o que aumenta o risco de perda do benefício.
Quem tem direito ao PIS/Pasep em 2026?
A princípio, os critérios gerais permanecem os mesmos, com exceção do corte de renda que já passa a seguir a regra de transição. Assim, para receber o abono salarial referente ao ano-base 2024, o trabalhador precisa atender aos seguintes requisitos:
Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
Ter recebido remuneração média compatível com o limite atualizado pelo INPC;
Ter trabalhado no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, em 2024;
Ter seus dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.
Contudo, como o critério salarial foi modificado, o ponto mais sensível agora é a definição do valor máximo de renda permitido. A saber, considerando:
o salário mínimo de 2023: R$ 1.320;
o INPC de 2023: 4,77%;
a previsão de inflação de 2024: cerca de 4,8%;
O corte de renda estimado para 2026 deve ficar próximo de R$ 2.900.
Esse valor ainda não é oficial, mas serve como referência para os trabalhadores avaliarem se poderão ou não receber o abono no próximo ano.
Entenda a regra de transição até 2035
Em primeiro lugar, a regra de transição foi criada porque o salário mínimo costuma ter reajustes acima da inflação. Ou seja, se o governo mantivesse o limite de dois salários mínimos como critério fixo, cada vez mais pessoas teriam direito ao benefício — o que aumentaria o custo para a União.
Assim, a solução foi atrelar o critério à inflação, e não ao salário mínimo. Ao longo dos próximos anos, o valor máximo permitido será atualizado pelo INPC até que corresponda a 1,5 salário mínimo. Em conclusão, o governo estima que essa transição será concluída em 2035.
Até lá, o trabalhador precisa acompanhar anualmente o novo valor-limite.
Quanto será pago no PIS/Pasep 2026?
O valor do abono continuará seguindo o reajuste do salário mínimo, mantendo a proporcionalidade em relação aos meses trabalhados. Para 2026, a previsão oficial é que o novo piso nacional suba para R$ 1.631.
Assim, esse será o valor máximo do abono no ano que vem.
Veja como deve ficar a tabela aproximada de pagamento:
1 mês trabalhado: cerca de R$ 135,91
2 meses: R$ 271,82
3 meses: R$ 407,73
6 meses: R$ 815,46
9 meses: R$ 1.223,19
12 meses: R$ 1.631
Antes de mais nada, vale reforçar que esses valores são proporcionais ao tempo efetivamente trabalhado em 2024. Portanto, mesmo quem trabalhou apenas um mês tem direito a receber.
Por que o pagamento é baseado no ano-base de dois anos anteriores?
Muitos trabalhadores ainda se confundem com essa regra. Em síntese, o governo utiliza dados de dois anos antes porque depende das informações prestadas pelas empresas no eSocial. Esse intervalo garante tempo hábil para cruzar dados, verificar inconsistências e conceder o benefício somente a quem realmente tem direito.
Ou seja, em 2026, o que vale são os meses trabalhados em 2024 — e não em 2025 ou 2026.
O que o trabalhador deve fazer agora?
Antes de mais nada, quem ainda possui valores do PIS/Pasep 2025 precisa consultar o saldo e sacar até dezembro. Além disso, é importante acompanhar o site do MTE e o Diário Oficial para saber quando o novo calendário será publicado.
Para facilitar:
Trabalhadores da iniciativa privada consultam o PIS no aplicativo Caixa Tem ou no App Caixa Trabalhador.
Servidores públicos acessam o Pasep pelo Banco do Brasil.
Em ambos os casos, basta informar CPF ou número de inscrição.
A saber, muitas pessoas deixam valores esquecidos por não acompanhar as atualizações oficiais. Portanto, manter-se informado faz toda a diferença.
