O Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (CETER) aprovou os novos valores do piso salarial paranaense para 2026, consolidando o Paraná como o estado com o maior salário mínimo do Brasil. A medida reflete um esforço de diálogo entre governo, trabalhadores e setor produtivo, reforçando a estratégia regional de proteger o poder de compra e reduzir perdas inflacionárias.
O salário mínimo estadual beneficia principalmente trabalhadores com carteira assinada que não possuem pisos definidos pela Lei Federal ou por acordos coletivos, abrangendo uma extensa variedade de setores produtivos.
Paraná tem o maior salário mínimo estadual do Brasil
O anúncio era aguardado por milhares de trabalhadores e foi confirmado com a aprovação no CETER. O Paraná manteve seu protagonismo e consolidou o maior piso salarial estadual do país, deixando para trás o valor do salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621,00.
O novo piso estadual será aplicado a partir da publicação oficial no Diário Oficial e assinatura do decreto pela Casa Civil.
Como ficam as faixas salariais em 2026: quatro grupos e diferentes setores
Para garantir mais proporcionalidade entre setores, o estado dividiu o piso em quatro grandes grupos:
Grupo 1 – R$ 2.105,34
Trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca.
Grupo 2 – R$ 2.181,61
Pessoal de serviços administrativos, comércio, reparação e manutenção.
Grupo 3 – R$ 2.250,04
Profissionais da produção de bens e serviços industriais.
Grupo 4 – R$ 2.407,90
Técnicos de nível médio.
Essa organização faz com que todos os setores sem acordo coletivo tenham um patamar salarial equilibrado, reduzindo desigualdades e evitando distorções entre atividades semelhantes.
Por que o Paraná paga mais? Entenda a fórmula
A diferença entre o piso estadual do Paraná e o salário mínimo nacional não é acidental. O Estado utiliza um método específico para definir os valores, que combina:
INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
Política nacional de valorização do salário mínimo
Análises setoriais do CETER
Diálogo tripartite (governo, trabalhadores e empregadores)
Segundo o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, o modelo é resultado de uma construção contínua:
“Esse é um exemplo claro de como o diálogo entre governo, trabalhadores e empregadores gera resultados concretos”, afirmou o secretário.
O objetivo é proteger o poder de compra, preservar empregos e garantir competitividade sem comprometer a atividade econômica.
Quando o novo piso deve entrar em vigor
Após a aprovação pelo Conselho, falta apenas a parte final do processo:
Publicação no Diário Oficial
Assinatura do decreto pela Casa Civil
Esses trâmites são protocolares e, concluídos, o novo salário mínimo estadual passa a valer para todo o ano de 2026.
Como está o salário mínimo nacional em 2026
Enquanto o Paraná avança com valores acima da média, o salário mínimo nacional em 2026 está fixado em R$ 1.621,00, em vigor desde 1º de janeiro de 2026.
Veja os detalhes:
Valor mensal: R$ 1.621,00
Valor diário: R$ 54,03
Valor por hora: R$ 7,37
O reajuste seguiu a Política de Valorização do Salário Mínimo, que considera dois fatores:
Inflação do ano anterior (INPC)
PIB de dois anos antes
Esse modelo busca evitar perdas reais de poder de compra, algo que afeta diretamente trabalhadores com baixa renda.
Impacto em benefícios federais indexados ao mínimo
Com o novo piso nacional, uma série de benefícios federais também foi ajustada, incluindo:
Abono Salarial (PIS/PASEP): teto igual ao mínimo
Aposentadorias e pensões do INSS: nenhum segurado recebe abaixo de R$ 1.621,00
BPC/Loas: valor integral de R$ 1.621,00
Seguro-desemprego: parcelas mínimas atualizadas
Esses benefícios possuem alcance nacional e não são influenciados pelos mínimos estaduais, que impactam apenas relações trabalhistas diretas sem piso convencional.
Por que o piso estadual faz diferença para o trabalhador
A existência de mínimos estaduais, como o do Paraná, cria vantagens importantes:
Impede pisos muito baixos em setores sem convenção coletiva
Circula mais dinheiro na economia local
Reduz disparidade salarial regional
Protege ocupações com baixa representação sindical
Contribui para o combate à pobreza e desigualdade
O Paraná é hoje o estado com o modelo mais consolidado, se tornando referência no tema.
