Salário mínimo puxa o piso do INSS para cima em 2026, enquanto o teto cresce menos e surpreende aposentados
O salário mínimo volta a ocupar o centro das atenções no reajuste do INSS em 2026 porque ele define diretamente o piso das aposentadorias e de uma série de benefícios pagos pela Previdência Social. Com a elevação do mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621, o reajuste chega a 6,9%, percentual superior ao crescimento projetado para quem recebe valores mais altos.
Na outra ponta da tabela, o teto do INSS pode passar de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, um aumento estimado de 3,9%. Apesar da projeção, o valor oficial do teto para 2026 ainda não foi confirmado pelo Ministério da Previdência. O cenário, no entanto, já indica uma diferença clara entre quem recebe no piso e quem está próximo do limite máximo dos benefícios.
Na prática, aposentados que ganham um salário mínimo terão um reajuste proporcionalmente maior do que aqueles que recebem acima do piso, inclusive quem contribuiu por mais tempo e se aproxima do teto.
Por que o reajuste cria diferença entre piso e teto
O salário mínimo funciona como referência direta para o piso do INSS. Sempre que o mínimo nacional sobe, o valor da aposentadoria mínima acompanha automaticamente o mesmo percentual. Não há negociação nem fórmula adicional: o piso simplesmente espelha o novo mínimo.
Já o teto do INSS segue outra lógica. Ele é reajustado com base em índices de inflação e critérios técnicos definidos pelo governo, que nem sempre acompanham o aumento real do salário mínimo. O resultado desse descompasso é uma distorção progressiva.
Enquanto o piso sobe 6,9% em 2026, a projeção do teto indica um avanço de apenas 3,9%. Assim, o intervalo entre o menor e o maior benefício pago pelo INSS tende a se estreitar em termos reais, reduzindo o ganho proporcional de quem recebe valores mais altos.
Valores projetados para 2026 e o tamanho da diferença
Para 2026, os números trabalhados até o momento indicam:
Piso da aposentadoria: passa de R$ 1.518 para R$ 1.621, acompanhando integralmente o novo salário mínimo;
Teto do INSS: projeção de alta de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, ainda sujeita a confirmação oficial.
Mesmo com a ressalva de que o teto definitivo ainda será divulgado, o desenho atual deixa claro que o ganho real se concentra nos benefícios atrelados ao salário mínimo.
Esse movimento já se repete há alguns anos e costuma gerar debate entre aposentados que contribuíram sobre valores mais altos, mas recebem reajustes menores na comparação direta com o piso.
Calendário do INSS em janeiro para quem recebe até um salário mínimo
O calendário de pagamentos também segue a lógica do piso. Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos começam ainda em janeiro e se estendem até o início de fevereiro, conforme o final do número do benefício (sem considerar o dígito verificador):
Final 1: 26 de janeiro
Final 2: 27 de janeiro
Final 3: 28 de janeiro
Final 4: 29 de janeiro
Final 5: 30 de janeiro
Final 6: 2 de fevereiro
Final 7: 3 de fevereiro
Final 8: 4 de fevereiro
Final 9: 5 de fevereiro
Final 0: 6 de fevereiro
Esse grupo concentra a maior parte dos beneficiários do INSS e, por isso, tem pagamentos iniciados antes.

Calendário do INSS em janeiro para quem recebe acima de um salário mínimo
Para aposentados e pensionistas que recebem acima do piso, o INSS adota um calendário diferente. Os pagamentos são agrupados em pares de finais de benefício e ocorrem apenas no início de fevereiro:
Finais 1 e 6: 2 de fevereiro
Finais 2 e 7: 3 de fevereiro
Finais 3 e 8: 4 de fevereiro
Finais 4 e 9: 5 de fevereiro
Finais 5 e 0: 6 de fevereiro
Essa organização facilita a logística de pagamentos e separa claramente os dois grupos de beneficiários.
O que acompanhar até a confirmação do teto oficial
Como o valor definitivo do teto do INSS para 2026 ainda não foi publicado, a projeção pode sofrer ajustes. Ainda assim, a lógica central já está definida: o piso segue integralmente o salário mínimo, enquanto o teto cresce em ritmo menor.
Para não se confundir, o beneficiário deve:
conferir o valor exato do seu benefício;
identificar se ele está no piso, acima dele ou próximo do teto;
anotar a data correta de pagamento conforme o final do número do benefício.
Esses três pontos evitam dúvidas no início do ano e ajudam a entender por que o reajuste não é igual para todos os aposentados em 2026.
