O novo RG digital, oficialmente chamado de Carteira de Identidade Nacional (CIN), marca uma mudança importante na forma como os brasileiros se identificam diante de órgãos públicos, instituições financeiras e serviços do cotidiano. A versão digital do documento pode ser acessada diretamente no aplicativo gov.br e possui a mesma validade da versão física em todo o território nacional.
Além de modernizar a identificação civil, o novo formato unifica CPF e identidade em um único número, elimina a antiga multiplicidade de registros estaduais, traz QR code para validação eletrônica e adota padrões internacionais de conferência.
A seguir, veja como funciona a CIN, quem pode utilizar, quais documentos são exigidos e como baixar o novo RG digital no celular.
O que é o novo RG digital
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) é o novo modelo de identificação civil usado para substituir, de forma gradual, o antigo RG. A principal mudança é que o CPF passa a funcionar como número único de identificação, eliminando duplicidades de registro que existiam entre os estados.
O documento pode ser emitido em três formatos:
• Físico (em papel ou cartão)
• Digital (via gov.br)
• Híbrido (uso do físico e digital)
O modelo digital inclui:
• QR code de validação
• Zona de leitura mecânica (MRZ), padrão usado em passaportes
• Dados padronizados nacionalmente
Essas características aumentam a segurança do documento e facilitam seu uso em meios eletrônicos.
Quem pode utilizar o novo RG digital
O acesso ao RG digital não é automático. Para ter a versão digital da CIN, é necessário primeiro emitir a versão física do documento em um instituto de identificação estadual ou no Distrito Federal.
Somente após essa emissão e registro nacional é que o sistema libera a versão digital dentro do gov.br.
Alguns estados oferecem facilidades adicionais, como:
• Isenção de taxa para segunda via para idosos
• Isenção para pessoas de baixa renda
• Emissão integrada com outros documentos
Como cada estado possui seu próprio cronograma de adesão, a disponibilidade pode variar.
O que é necessário antes de baixar o RG digital
Antes de adicionar a CIN ao gov.br, o cidadão precisa atender a três condições:
Ter a CIN física emitida
É obrigatório que o documento já tenha sido confeccionado pelo estado e registrado no sistema federal.Ter conta ativa no gov.br
O acesso é feito com CPF e senha cadastrados na plataforma.Possuir nível de segurança Prata ou Ouro no gov.br
Isso pode ser obtido por:
• Validação biométrica
• Bancos credenciados
• Certificado digital
• Leitura da própria CIN pelo aplicativo
• Validação por reconhecimento facial
Após o envio dos dados pelo instituto de identificação do estado, a CIN digital ficará disponível no app. Esse processo pode levar alguns dias.
Como baixar o novo RG digital no celular (passo a passo)
Baixe o aplicativo gov.br na Google Play ou App Store.
Faça login com CPF e senha (ou crie sua conta).
Verifique se sua conta está no nível Prata ou Ouro.
Toque em “Carteira de Documentos” no menu do aplicativo.
Toque no ícone “+” e selecione “Carteira de Identidade” ou “CIN”.
Aguarde o sistema verificar seus dados.
Se a CIN estiver registrada, o documento aparecerá automaticamente.
Caso o documento não apareça, é provável que o lote de dados ainda não tenha sido enviado ao sistema nacional. As orientações são aguardar alguns dias e tentar novamente antes de procurar suporte.
Como usar e validar o novo RG digital
Após incluído no aplicativo, o cidadão pode apresentar a CIN digital em diversas situações, como:
• Viagens domésticas
• Abrir contas em banco
• Atendimentos em unidades de saúde
• Serviços públicos
• Identificação em órgãos administrativos
Para validar a autenticidade, basta que o agente leia o QR code utilizando o aplicativo oficial “Carteira de Identidade Nacional”.
Validade jurídica e segurança do novo documento
Tanto a versão digital quanto a versão física possuem o mesmo valor legal. A autenticação por QR code reduz risco de falsificação e facilita conferência em sistemas públicos e privados.
Vale lembrar:
• O antigo RG continua válido enquanto estiver no prazo legal
• A CNH continua válida para fins de identificação
• A adoção da CIN é gradual, não obrigatória de imediato
• Há prazo de transição nacional definido pelo Governo Federal
A centralização no CPF e a padronização nacional refletem um avanço na modernização dos documentos brasileiros, reduzindo burocracias, aumentando a interoperabilidade entre sistemas e facilitando o acesso a serviços digitais.
