Nova regra do BPC protege idosos e pessoas com deficiência mesmo com aumento de renda: entenda o que muda

O Governo Federal publica uma nova Portaria Conjunta do MDS e INSS e, antes de mais nada, altera de forma significativa a análise de renda do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A decisão, a saber, cria um novo nível de segurança para idosos e pessoas com deficiência que vivem em situação de vulnerabilidade, evitando cortes repentinos causados por variações pontuais de renda.

A princípio, qualquer aumento mensal já podia colocar o benefício em risco. Agora, o Governo passa a adotar um modelo mais flexível, que reconhece a realidade econômica das famílias brasileiras e evita a interrupção inesperada do pagamento. Ou seja, o beneficiário passa a ter mais estabilidade.

Em primeiro lugar: como funciona o novo cálculo da renda familiar

O ponto central da mudança está no cálculo da renda familiar. Antes, o INSS analisava apenas o valor do último mês. Agora, a Portaria adota dois critérios, aplicando sempre o mais vantajoso ao cidadão.

O BPC permanece garantido sempre que a renda per capita for igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo, considerando:

  • o valor do último mês, ou

  • a média dos últimos 12 meses.

Em outras palavras, o INSS deixa de penalizar quem recebe uma renda temporária. Se a família teve um mês com ganho extra, mas a média anual continua baixa, o benefício seguirá ativo.

O Secretário Nacional de Benefícios Assistenciais, Amarildo Baesso, destaca que a medida reconhece as oscilações de renda que afetam milhões de famílias. Segundo ele, “a nova medida garante que ninguém perca o direito por mudanças pontuais”.

Antes de mais nada: como fica a situação da pessoa com deficiência que volta a trabalhar

A Portaria também facilita a vida de quem deseja trabalhar sem perder proteção. A saber, quando a pessoa com deficiência entra no mercado formal com salário de até dois mínimos, o INSS converte automaticamente o BPC em auxílio-inclusão.

Em resumo:

  • o cidadão não precisa fazer novo pedido;

  • o INSS detecta o emprego por meio das bases oficiais;

  • a remuneração não interrompe o apoio assistencial;

  • a transição ocorre de maneira estável e sem risco.

A princípio, muitas pessoas com deficiência evitavam trabalhar com medo de perder definitivamente o BPC. Por fim, essa regra elimina esse receio e incentiva a inclusão produtiva.

O que não entra no cálculo da renda: lista oficial traz proteção adicional

Em primeiro lugar, a Portaria esclarece quais rendimentos o INSS deve desconsiderar no cálculo do BPC. Essa lista amplia as chances de enquadramento e evita injustiças.

O INSS não considera:

  • Bolsa de estágio;

  • Contrato de aprendizagem;

  • Indenizações e auxílios financeiros temporários;

  • BPC recebido por outro familiar;

  • Um benefício previdenciário de até um salário mínimo para idoso acima de 65 anos ou pessoa com deficiência (um por membro);

  • Remuneração do auxílio-inclusão, quando usada apenas para manter o BPC de outro integrante.

Ou seja, diversos rendimentos deixam de afetar o cálculo e permitem que famílias com renda muito apertada continuem protegidas.

Contudo, atenção: se uma pessoa recebe dois benefícios previdenciários de até um salário mínimo, o INSS só desconsidera um deles.

Como as deduções de gastos ajudam beneficiários a se manter dentro da regra

A Portaria também amplia as deduções possíveis. Antes de mais nada, o cidadão pode reduzir a renda familiar ao apresentar despesas contínuas e comprovadas com saúde, desde que esses itens não estejam disponíveis no SUS ou no SUAS.

Essas deduções incluem:

  • medicamentos;

  • fraldas;

  • alimentos especiais;

  • tratamentos de saúde.

Ou seja, quanto maiores os gastos essenciais, maior a chance de a família permanecer dentro do limite de 1/4 do salário mínimo.

Caso o INSS identifique pendências, o beneficiário tem 30 dias para enviar a documentação. Após esse prazo, o sistema considera desistência, e será preciso reenviar um novo pedido.

O papel central do CadÚnico e do cruzamento de dados

O INSS passa a usar, em conclusão, o CadÚnico e outras bases oficiais para calcular a renda familiar. Em primeiro lugar, essa integração garante mais precisão nas informações. Além disso, facilita a detecção de mudanças na renda e na composição familiar.

Por isso, o beneficiário deve manter o CadÚnico atualizado sempre que ocorrer:

  • mudança de endereço;

  • alteração no número de moradores;

  • mudança de renda;

  • outras alterações familiares relevantes.

Ou seja, ao atualizar o cadastro, o cidadão evita problemas no momento da análise ou da revisão do benefício.

Por fim: por que essa mudança traz mais estabilidade ao BPC

A nova regra, antes de mais nada, reconhece as condições reais das famílias. Em conclusão, ela reduz o risco de cortes injustos, protege contra oscilações de renda, incentiva a entrada da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e amplia a clareza sobre o cálculo.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.