O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) intensificou em 2026 o processo de Averiguação e Revisão Cadastral do Bolsa Família, o que tem resultado em alertas, bloqueios e cancelamentos imediatos para quem não mantém o Cadastro Único atualizado ou descumpre regras de permanência.
De acordo com informações do governo federal, a fiscalização passou a combinar novas tecnologias e cruzamento de dados bancários, permitindo detectar inconsistências em tempo real. Assim, famílias com dados desatualizados, movimentações incompatíveis ou descumprimento das condicionalidades de saúde e educação estão sendo convocadas ou removidas do programa.
1. Prazo dos 24 meses para atualização obrigatória
O motivo mais frequente de cancelamento continua sendo a falta de atualização cadastral dentro do período de 24 meses.
Regra aplicada:
Se o cadastro não foi atualizado há mais de 2 anos, o beneficiário recebe o status de “Revisão Cadastral”.
Mesmo que nada tenha mudado, a confirmação presencial ou digital é obrigatória.
A atualização pode ser feita em unidades do CRAS ou pelo aplicativo do Cadastro Único, quando disponível.
2. Pente-fino sobre famílias unipessoais
O governo também mantém o foco sobre cadastros classificados como unipessoais (quando o beneficiário declara morar sozinho). Em 2026, esse tipo de cadastro continua sujeito a verificação rigorosa.
Se forem encontrados vínculos de pessoas com o mesmo endereço em bases federais, o cadastro é bloqueado por suspeita de divisão artificial da família para acumular benefícios.
3. Cruzamento de dados bancários e Pix
A partir de janeiro de 2026, o MDS reforçou o uso do cruzamento de informações com Banco Central e Receita Federal, o que ampliou a identificação de perfis com renda superior ao limite do Bolsa Família.
Movimentações que levantam alerta:
Depósitos recorrentes
Transferências via Pix acima da média para renda declarada
Recebimentos de terceiros em volume relevante
Se o sistema identificar renda familiar acima de R$ 218 por pessoa, o benefício entra em averiguação e pode ser cortado.
4. Condicionalidades de Saúde e Educação
Para permanecer no programa, as famílias precisam cumprir as regras de frequência escolar e acompanhamento de saúde vigentes desde 2025. São elas:
Frequência mínima escolar:
60% para crianças de 4 e 5 anos
75% para estudantes de 6 a 18 anos
Saúde:
Carteira de vacinação atualizada
Pesagem e medição das crianças de até 7 anos
Pré-natal para gestantes beneficiárias
Falhas repetidas nessas condicionalidades resultam em bloqueio provisório e posterior cancelamento.
Como verificar se o benefício corre risco em 2026
Os beneficiários devem consultar periodicamente dois canais:
Aplicativo Bolsa Família: exibe avisos, bloqueios e convocações
Aplicativo Cadastro Único: mostra a data da última atualização cadastral
Se a atualização ocorreu em 2023 ou início de 2024, é necessário procurar o CRAS o quanto antes.
O que fazer em caso de cancelamento
Caso o benefício apareça como “Cancelado” ou “Suspenso”, o beneficiário deve:
Ir ao CRAS com documentos de todos os membros da casa
Levar comprovante de residência
Levar documentos de renda (carteira de trabalho, extratos, declaração)
Se o cadastro for validado, o governo pode pagar parcelas retroativas referentes ao período de suspensão.
Para dúvidas, o beneficiário pode utilizar o Disque Social 121.
Calendário do Bolsa Família em janeiro de 2026
Os pagamentos de janeiro seguem o Número de Identificação Social (NIS), com início no dia 19 de janeiro:
Final 1: 19 de janeiro
Final 2: 20 de janeiro
Final 3: 21 de janeiro
Final 4: 22 de janeiro
Final 5: 23 de janeiro
Final 6: 26 de janeiro
Final 7: 27 de janeiro
Final 8: 28 de janeiro
Final 9: 29 de janeiro
Final 0: 30 de janeiro

Antecipação em municípios com calamidade
Famílias que residem em cidades com decreto de emergência ou calamidade pública reconhecido pela União recebem o pagamento integral no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.
O cenário é comum em estados atingidos por chuvas em janeiro, como Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Valores pagos em janeiro de 2026
Valor base: R$ 600,00
Benefício Primeira Infância (0 a 6 anos): R$ 150,00 por criança
Benefício Variável Familiar (gestantes e jovens 7 a 18 anos): R$ 50,00 por beneficiário
O valor médio projetado para janeiro é de R$ 715,00, resultado da soma do piso com os adicionais.
Observação: não há pagamento de Auxílio Gás em janeiro, pois o benefício é bimestral. A próxima parcela será paga em fevereiro.
