O que muda com o fim da validade do RG tradicional
O documento de identidade que o Brasil usa há décadas — o Registro Geral (RG) — já tem data para deixar de valer: 2032. A partir dessa data, só será aceito o novo modelo, chamado Carteira de Identidade Nacional (CIN), que utiliza o CPF como número único de identificação.
Embora ainda faltem alguns anos, especialistas alertam para o risco de muita gente deixar para a última hora e enfrentar dificuldades no atendimento, assim como aconteceu, por exemplo, com a regularização do título de eleitor em eleições passadas.
Quem não trocar para a CIN terá prejuízos?
Sim — não existe multa ou penalidade legal, mas o RG deixará de ser aceito como documento válido, o que gera uma série de problemas na vida prática do cidadão.
Sem a nova CIN, será impossível realizar ações básicas, como:
Abrir conta em banco
Atualizar cadastro em instituições financeiras e empresas
Assinar contratos
Embarcar em voos nacionais e internacionais (inclusive Mercosul)
Prestar vestibulares e concursos públicos
Acessar prédios públicos
Solicitar aposentadoria e pensões
Realizar atos em cartórios
Votar em situações que exijam identificação presencial
Portanto, o problema não é ser “obrigado” a trocar, mas sim não conseguir provar sua identidade após 2032.
A troca para a CIN é obrigatória? Existe penalidade?
Tecnicamente, não há lei que obrigue o cidadão a trocar hoje. Também não existe multa para quem não tiver a CIN.
Porém, o RG será simplesmente recusado após 2032, o que torna a troca inevitável para qualquer pessoa que precise se identificar.
Por que o governo está acabando com o RG?
O objetivo central da mudança é padronizar a identificação nacional. Atualmente, uma pessoa pode ter até 27 números de RG diferentes, pois cada estado emite o seu. Isso facilita:
✔ fraudes
✔ uso de múltiplas identidades
✔ golpes bancários
Com a CIN, o CPF se torna o único número válido, eliminando essa brecha.
Principais características da nova Carteira de Identidade (CIN)
A CIN traz diversas mudanças importantes:
✔ CPF como número único de identificação
✔ Primeira via gratuita
✔ Versão física + digital no Gov.br
✔ QR Code para validação instantânea
✔ Código MRZ, mesmo usado em passaportes (aceito no Mercosul)
✔ Segurança antifraude
✔ Dados adicionais opcionais, como:
Tipo sanguíneo
Doação de órgãos
CNH
Título de Eleitor
Carteira de Trabalho
Além disso, ao emitir a CIN, o cidadão ganha nível Ouro no Gov.br, facilitando acesso a serviços federais.
Quantas CIN já foram emitidas no Brasil?
Até janeiro de 2026:
📌 mais de 38 milhões de documentos já foram emitidos
A meta do governo federal é chegar a 130 a 150 milhões até o fim de 2026, cobrindo a maior parte da população adulta.
Como fazer a nova CIN na prática
Para emitir a CIN, é necessário:
📌 Levar Certidão de Nascimento ou Casamento + CPF
📌 Ter CPF regularizado na Receita Federal
A emissão pode ser feita nos órgãos estaduais, como:
Poupatempo (SP)
SAC (BA)
Vapt Vupt (GO)
Tudo Fácil (RS)
OCA (AC)
Em alguns estados é necessário agendamento, em outros há atendimento espontâneo.
A primeira via em papel é gratuita. Já a via em cartão tem custo definido por cada estado.
Prazo médio de entrega:
10 dias úteis para capitais
15 dias úteis para o interior
É preciso ter pressa para trocar?
Até agora, a orientação é simples:
✔ Se seu RG está válido e legível, não há urgência
✔ Se vai viajar, tirar CNH, prestar concurso ou atualizar banco, vale a pena emitir antes
✔ Se seu RG está danificado, com foto antiga ou vencido, a troca é recomendada
Resumo rápido para quem quer clareza
- RG sai de circulação: 2032
- Documento que o substitui: CIN (Nova identidade)
- Número único: CPF
- Primeira via: gratuita
- Versão digital: Gov.br nível Ouro
- Prejuízos sem CIN: Não embarca, não abre conta, não assina contrato, etc.
