Nova Carteira de Identidade Nacional pelo celular: veja documentos exigidos, prazos e regras que mudam até 2026

A emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) avança em todo o país e, a princípio, transforma a forma como os brasileiros lidam com documentação. Antes de mais nada, o novo modelo unifica dados, traz mais segurança e adota o CPF como número único, o que elimina divergências existentes no antigo RG tradicional.

A proposta, portanto, não se limita a substituir um documento antigo; ela reorganiza toda a experiência do cidadão. Ou seja: o processo ficou mais rápido, mais padronizado e com menos etapas presenciais. Ainda assim, a ida ao posto continua obrigatória para confirmar dados e coletar biometria.

Solicitação digital da CIN pelo Gov.br

Em primeiro lugar, o pedido da nova identidade começa diretamente no aplicativo Gov.br. A plataforma concentra informações do cidadão e valida automaticamente os dados com a base do CPF. Isso elimina retrabalho, reduz erros e garante que o atendimento presencial fique restrito apenas à conferência final.

A seguir, o usuário acessa o app ou site, faz login, busca por “Carteira de Identidade Nacional” e preenche os dados solicitados. Assim que tudo é validado, o sistema libera o agendamento. Em boa parte dos estados, o próprio Gov.br direciona para o calendário disponível; em outros, a marcação ocorre em plataformas regionais, como o Poupatempo, no caso de São Paulo.

Essa etapa digital, além de agilizar, também ajuda a diminuir o abandono de página, já que o usuário visualiza rapidamente o que precisa fazer e quais serão os próximos passos. Quanto mais claro o fluxo, menor o risco de desistência.

Documentos necessários para emitir a CIN

Antes de mais nada, um detalhe essencial: o CPF precisa estar regular na Receita Federal. Pendências simples, como divergência de nome ou data de nascimento, devem ser resolvidas antes do agendamento.

Além disso, o cidadão deve apresentar:

  • Certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada)

  • Comprovante de residência atualizado

  • Documentos opcionais para inclusão na CIN, como tipo sanguíneo, CNH, Título de Eleitor ou certificado de reservista

Importante destacar: mesmo que o cidadão envie informações complementares no Gov.br, a inclusão oficial somente ocorre com a conferência presencial. Ou seja, tudo deve ser apresentado em via original ou autenticada.

Essa checagem evita inconsistências e fortalece a segurança do documento, que passa a ser mais difícil de falsificar ou duplicar.

Identidade
Identidade – Imagem: Reprodução.

Como funciona o agendamento e o atendimento presencial

Após reunir a documentação e finalizar a etapa digital, o usuário segue para o atendimento presencial. Em seguida, o posto coleta biometria, assinatura e realiza a foto oficial. Além disso, confirma dados complementares e verifica os documentos apresentados.

Caso falte algum item obrigatório, o atendimento é reagendado. Por isso, conferir tudo com antecedência evita atrasos e deslocamentos desnecessários.

A primeira via da CIN segue gratuita em todo o país. No entanto, a partir da segunda via, pode haver cobrança, dependendo do estado.

Depois de retirar a versão física, o cidadão já pode ativar a CIN digital no aplicativo Gov.br. O arquivo digital funciona mesmo sem internet, o que facilita o dia a dia em situações como viagens, atendimentos bancários e identificação em serviços públicos.

Por que o CPF se tornou o número único da nova identidade

A adoção do CPF como identificador único é um dos pontos mais importantes da modernização. A princípio, a medida reduz divergências entre bancos de dados, evita duplicidade de registros e facilita a conferência de identidades em processos públicos e privados.

Com isso, quem costuma enfrentar problemas com nomes semelhantes ou alterações de estado civil, por exemplo, passa a ter menos risco de inconsistência entre sistemas.

Além disso, o uso do CPF fortalece o combate a fraudes, já que a base é integrada nacionalmente.

Prazo de troca e regras que mudam até 2026

De acordo com o Decreto nº 10.977/2022, o antigo RG continuará válido até 2032. A princípio, não há obrigação imediata de troca. Entretanto, alguns grupos deverão emitir a CIN antes desse prazo.

Desde 21 de novembro, quem solicitar benefícios da Previdência Social — como aposentadorias ou pensões — precisa apresentar biometria válida. Para cumprir essa regra, o INSS aceita biometrias da CIN, da CNH ou do Título de Eleitor.

Ou seja, o cidadão não é obrigado a emitir a CIN imediatamente, desde que possua outro documento com biometria.

A partir de 1º de maio de 2026, a exigência muda: quem não possuir nenhum desses documentos precisará, obrigatoriamente, emitir a CIN para conseguir fazer qualquer novo pedido no INSS. Essa exigência aumenta a busca pela nova identidade, especialmente entre trabalhadores que pretendem se aposentar.

Já em 2028, a exigência ficará ainda mais rígida: a CIN será o único documento aceito para comprovação biométrica em requerimentos previdenciários. A princípio, essa etapa fecha o ciclo de transição e consolida o novo modelo como padrão nacional.

Digitalização e reorganização do atendimento público

Com o avanço da CIN digital, o processo de emissão deixa de ser apenas burocrático e se torna uma etapa estratégica para a modernização dos serviços públicos. A coleta de dados pelo celular reduz filas, diminui a espera e distribui melhor a demanda nos postos.

Além disso, a validação documental no atendimento presencial garante qualidade, segurança e padronização.

A saber, o Governo Federal reforça que a emissão online não elimina a fase presencial. O objetivo não é extinguir postos de atendimento, mas reorganizar o fluxo, deixando-os responsáveis apenas pelo que não pode ser automatizado: biometria, conferência visual e foto.

Assim, a experiência do cidadão torna-se mais previsível e menos demorada, contribuindo para uma jornada de atendimento mais eficiente.

Por que a CIN deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos

Antes de mais nada, a tendência é que o documento digital seja aceito em cada vez mais serviços. Aplicativos bancários, cadastros públicos, viagens nacionais e autenticações eletrônicas já começam a integrar o novo formato.

Além disso, o uso do CPF como número único conecta a CIN diretamente ao Gov.br, o que permite que dados sejam atualizados em tempo real, sem a necessidade de emitir uma nova versão a cada mudança.

A princípio, isso reduz custos e diminui inconsistências entre plataformas. Por fim, o processo fortalece o ecossistema de identificação digital no país — um ponto crucial para um Brasil cada vez mais conectado.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.