
A notícia de possíveis novos pagamentos do Auxílio Brasil tem deixado os beneficiários do antigo programa social extremamente entusiasmados. Vamos entender quem terá direito a esses novos pagamentos e como eles serão realizados.
O Auxílio Brasil durante a pandemia
O Auxílio Brasil foi um programa social do Governo Federal destinado a fornecer assistência financeira às pessoas mais vulneráveis em todo o país.
Foi particularmente importante durante a pandemia de COVID-19 que eclodiu em 2020, quando muitos indivíduos perderam seus empregos e outras fontes de renda.
Durante a crise sanitária, as pessoas tiveram de se adaptar a uma nova forma de se organizar, tanto individualmente quanto coletivamente. As medidas de saúde e higiene necessárias para reduzir a contaminação e conter a pandemia foram inúmeras.
Além disso, ações foram realizadas no setor econômico, uma vez que muitas pessoas perderam sua principal fonte de renda, gerada pelos empregos.
Os que mantiveram seus empregos tiveram de se adaptar a uma nova modalidade de trabalho, originando termos hoje muito conhecidos, como trabalho remoto e híbrido.
Nesse contexto, os auxílios financeiros criados pelo Governo, como o Auxílio Emergencial e o Auxílio Brasil, foram de extrema importância.
Eles serviram como uma espécie de “respiro” para aqueles que perderam seus empregos, principalmente no setor de comércio devido ao fechamento de muitos estabelecimentos.
Vazamento de dados
Apesar do Auxílio Brasil ter sido substituído pelo Bolsa Família quando Lula reassumiu o poder federal, a Justiça determinou recentemente um retorno do antigo Auxílio. A medida beneficiará milhões de brasileiros com uma indenização de 15 mil reais para cada um.
O motivo para a indenização é um vazamento de dados que ocorreu no segundo semestre do ano passado, afetando principalmente os beneficiários do antigo Auxílio Brasil.
No total, quase 4 milhões de cidadãos tiveram seus dados vazados, o que resultará em um montante de aproximadamente 56 bilhões de reais a ser distribuído.
Bilhões em dinheiro esquecido
Além da indenização, o Banco Central informou recentemente que milhões de brasileiros possuem bilhões de reais em dinheiro esquecido. Esse dinheiro pode estar em contas já encerradas, ser oriundo de tarifas cobradas indevidamente, vouchers de lojas, entre outras possibilidades.
Há também a possibilidade de resgate de dinheiro confiscado durante o Plano Collor, implementado nos anos 1990 pelo ex-presidente Fernando Collor.
Muitas pessoas que tiveram suas poupanças confiscadas faleceram antes que pudessem reaver as quantias, mas seus herdeiros e dependentes ainda podem ter acesso aos valores.
Benefícios para os cidadãos de baixa renda
Por fim, vale lembrar que o Governo Federal possui uma série de benefícios destinados aos cidadãos de baixa renda. Para ter acesso a eles, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), que facilita a identificação desses brasileiros.
Entre os benefícios estão o Bolsa Família, Auxílio gás, Programa PETI, entre outros.
Como fazer a inscrição para o Bolsa Família
Para se inscrever no Bolsa Família, é necessário atender a certos critérios de elegibilidade. Esses incluem:
- Ter uma renda familiar per capita de até R$ 218,00 e possuir entre os membros gestantes, nutrizes, crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos.
- Estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
Agora veja o passo a passo:
Passo 1: Inscrever-se no Cadastro Único
O primeiro passo para se inscrever no Bolsa Família é se inscrever no Cadastro Único. Para isso, é necessário procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo da sua residência.
No CRAS, você deve fornecer uma série de informações sobre você e sua família, como nomes, datas de nascimento, níveis de escolaridade, situação de trabalho e renda, entre outras. É importante levar consigo documentos de identificação de todos os membros da família.
Passo 2: Preencher o formulário do Bolsa Família
Após se inscrever no Cadastro Único, o próximo passo é preencher o formulário do Bolsa Família, que pode ser obtido no mesmo CRAS onde você se inscreveu no Cadastro Único.
Passo 3: Aguardar a aprovação
Após preencher e enviar o formulário do Bolsa Família, você deve aguardar a aprovação da sua inscrição. Isso pode levar alguns meses, pois a seleção das famílias é feita pelo Ministério da Cidadania, com base nas informações fornecidas no Cadastro Único.
