Imagine a cena: dona Márcia, moradora de uma comunidade em Belo Horizonte, cozinhando com lenha porque o gás está caro demais. A fumaça invade a casa, os olhos ardem, o ambiente fica insuportável. Pois é justamente para transformar realidades como a dela que nasceu o Gás do Povo, o novo programa do governo federal que promete levar botijão de gás gratuito para 15,5 milhões de famílias em todo o país.
E não estamos falando de promessa vaga. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), o programa vai chegar a todos os beneficiários até março do ano que vem. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Café com Política, e desde então o assunto não para de gerar expectativa.
Em Minas Gerais, por exemplo, serão mais de 1,2 milhão de famílias atendidas, alcançando 3,6 milhões de pessoas. É muita gente que vai deixar a lenha de lado e poder cozinhar com dignidade.
Substituindo o Auxílio Gás: do Dinheiro ao botijão direto
Até agora, as famílias recebiam o Auxílio Gás, um valor em dinheiro para ajudar na compra do botijão. Mas a verdade é que, muitas vezes, esse dinheiro acabava precisando ser usado para outras despesas urgentes — afinal, quem tem pouca renda sabe bem como é difícil priorizar quando falta para tudo.
Com o Gás do Povo, muda o jogo: em vez de dinheiro, a família já sai do ponto de revenda com o botijão em mãos, sem precisar gastar nada. É prático, direto e garante que o benefício chegue onde precisa.
Quem vai ter direito ao Gás do Povo
Segundo o governo, para receber o benefício será necessário:
Estar inscrito no CadÚnico;
Ter renda per capita de até meio salário mínimo;
Famílias que já recebem o Bolsa Família terão prioridade.
Ou seja, o foco está na população em situação de maior vulnerabilidade social, justamente quem mais sofre com o preço do gás e com a insegurança alimentar.
Como vai funcionar na prática
Aqui vai um passo a passo simplificado para não deixar dúvidas:
Cadastro: A família precisa estar no CadÚnico atualizado.
Identificação: Na hora de retirar o botijão, será preciso apresentar:
Cartão do Bolsa Família;
Cartão da Caixa Econômica Federal;
Vale retirado em casas lotéricas;
Ou usar o aplicativo da Caixa.
Retirada: O botijão será retirado diretamente no posto credenciado identificado com a placa “Aqui tem Gás do Povo”.
Distribuição: Em todo o Brasil serão 58 mil pontos de revenda. Só em Minas, serão 7 mil postos.
O governo ainda avalia retomar o uso de gaiolas em postos de combustíveis para atender regiões mais afastadas, onde nem sempre há revendedoras próximas.
Quando vai começar a distribuição?
O cronograma já está definido:
Novembro de 2025: início da distribuição em mais de 58 mil postos em todo o país.
Março de 2026: meta para que 100% das famílias beneficiárias já estejam recebendo o botijão gratuitamente.
Essa fase inicial vai servir para ajustar detalhes e garantir que ninguém fique de fora.
Por que esse programa é tão importante?
Para muita gente, um botijão de gás pode parecer um item simples. Mas, para famílias de baixa renda, ele pesa no orçamento. Com o preço do gás variando entre R$ 100 e R$ 130 em muitas regiões, é comum ver famílias inteiras voltando a cozinhar com lenha ou álcool, o que gera riscos para a saúde e para a segurança.
Segundo o ministro Alexandre Silveira, o Gás do Povo não é apenas um programa social, mas uma política pública de dignidade.
“Quando visitamos famílias como a da dona Márcia, que cozinha na lenha com três filhos em casa, percebemos o quanto esse programa vai mudar a vida de milhões de brasileiros”, disse o ministro.
Ligação com outros programas sociais
O Gás do Povo não está sozinho. Ele chega para somar forças com outros programas do governo federal, como:
Bolsa Família: renda básica para famílias em situação de pobreza;
Luz do Povo: acesso à energia elétrica em comunidades remotas;
Farmácia Popular: medicamentos gratuitos ou com preço reduzido.
Segundo Silveira, a ideia é criar uma rede de proteção social mais ampla e eficiente.
Impacto econômico e social esperado
Além de melhorar a qualidade de vida das famílias, o programa deve movimentar a economia local. Serão milhares de postos de revenda credenciados, gerando emprego e renda nas comunidades.
Outro ponto importante é a redução de riscos à saúde. Cozinhar com lenha ou álcool aumenta a exposição a fumaça e acidentes domésticos. Com o gás, as famílias terão mais segurança e qualidade de vida.
Quanto vai custar para o governo
Embora os valores totais ainda não tenham sido detalhados pelo Ministério da Fazenda, sabe-se que o investimento será bilionário. Mas, segundo o ministro, o retorno social e econômico compensa: famílias mais saudáveis, menos desmatamento para lenha e uma economia aquecida pela cadeia de revenda de gás.
Onde encontrar os postos credenciados
A partir de novembro, os postos com o selo “Aqui tem Gás do Povo” estarão espalhados por todo o Brasil. A lista oficial será divulgada pelo governo no site do Ministério de Minas e Energia e no aplicativo da Caixa.
Em Minas Gerais, por exemplo, os 7 mil pontos estarão distribuídos em todas as regiões do estado, garantindo acesso até mesmo para quem vive em áreas mais distantes.
Expectativa
Com o início da distribuição marcado para novembro e a promessa de universalização até março do ano que vem, a expectativa é alta. Para muitas famílias, esse programa representa a chance de cozinhar com segurança e dignidade, sem depender de lenha, álcool ou carvão.
E, para o governo, o Gás do Povo será um símbolo de política pública eficiente, capaz de mudar a vida de milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade social.
