Minha Casa Minha Vida 2025 entra em nova fase e surpreende milhões de brasileiros: governo zera ITBI e taxas de cartório no primeiro imóvel, amplia subsídios para famílias de baixa renda e promete facilitar o sonho da casa própria já neste ano

Em 2025, o governo federal anunciou uma nova fase do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) que promete mudar a realidade habitacional do país. Entre as principais novidades estão a isenção total do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e das taxas cartorárias para famílias que adquirirem o primeiro imóvel dentro do programa.

A medida, regulamentada por decreto neste ano, busca eliminar um dos maiores obstáculos para quem deseja conquistar a casa própria: os altos custos iniciais com impostos e registros. Além disso, o programa ampliou os subsídios para famílias de baixa renda, tornando o financiamento mais acessível.

O peso do ITBI e das taxas cartorárias no bolso do comprador

O ITBI é um imposto municipal cobrado sempre que há transmissão de propriedade de um imóvel. As alíquotas variam conforme a cidade, mas em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro chegam a 3% do valor do imóvel.

Além disso, quem compra um imóvel precisa arcar com custas cartorárias, como escritura e registro em cartório, que podem somar até 2% adicionais.

Na prática, uma família que compra um imóvel de R$ 200 mil poderia gastar cerca de R$ 10 mil só com impostos e taxas, antes mesmo de receber as chaves. Esse custo muitas vezes inviabiliza o acesso à casa própria para famílias de baixa renda.

Com a nova regra, o primeiro imóvel adquirido dentro do Minha Casa, Minha Vida ficará isento de ITBI e de taxas cartorárias, reduzindo consideravelmente o valor da entrada e facilitando o financiamento.

Subsídios ampliados e novas faixas de renda

Outra novidade importante é o aumento dos subsídios diretos oferecidos pelo governo por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).

  • Famílias com renda mensal de até R$ 2.640 terão acesso a subsídios que podem cobrir até 95% do valor do imóvel.

  • Famílias com renda entre R$ 2.640 e R$ 8 mil poderão financiar imóveis com juros reduzidos e prazos maiores, o que inclui parte da chamada classe média baixa.

Com isso, o programa passa a atender não apenas os mais pobres, mas também trabalhadores assalariados que antes não se enquadravam nas faixas de maior subsídio.

A lei por trás da mudança

As alterações foram possíveis graças à Lei nº 14.620/2023, que recriou o Minha Casa, Minha Vida após a substituição temporária pelo programa Casa Verde e Amarela.

A lei já previa a isenção de taxas e impostos para o primeiro imóvel, mas foi somente em 2025 que o governo federal regulamentou de forma nacional a aplicação do benefício.

Estados, municípios e cartórios aderiram ao programa em troca de incentivos fiscais e repasses adicionais do Orçamento da União, fortalecendo a articulação entre entes federativos.

Impacto esperado: milhões de famílias beneficiadas

Segundo o Ministério das Cidades, a nova fase do Minha Casa, Minha Vida deve beneficiar 2 milhões de famílias até 2026, com prioridade para:

  • mulheres chefes de família;

  • pessoas em situação de vulnerabilidade social;

  • famílias inscritas no Bolsa Família ou no CadÚnico.

A isenção de ITBI e cartório deve representar uma economia imediata de 5% a 7% no valor final do imóvel. Essa redução pode ser o diferencial que faltava para famílias que não conseguiam arcar com os custos de entrada.

Especialistas destacam benefícios e desafios

Economistas e urbanistas reconhecem o impacto positivo da medida, mas apontam alguns desafios:

  • Sustentabilidade fiscal: o aumento dos subsídios exige maior aporte do Tesouro Nacional.

  • Oferta de terrenos: em algumas regiões, o preço da terra encarece os projetos e pode limitar o número de unidades.

  • Qualidade das construções: o programa já recebeu críticas no passado por imóveis afastados de áreas urbanas, com infraestrutura precária.

Apesar disso, entidades como a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) avaliam que a medida deve aumentar a demanda por imóveis populares, movimentar a cadeia da construção civil e gerar milhares de empregos.

O futuro da habitação popular no Brasil

A nova fase do Minha Casa, Minha Vida representa um reposicionamento da política habitacional no Brasil. Combinando isenção de impostos, subsídios ampliados e financiamento facilitado, o programa não só ajuda famílias a realizarem o sonho da casa própria, como também fortalece a formalização de propriedades e reduz a insegurança jurídica.

Outro ponto importante é o impacto no setor imobiliário. A expectativa é de aumento imediato na procura por imóveis dentro do programa, com estímulo ao crescimento econômico e geração de renda.

Se bem executado, o Minha Casa, Minha Vida 2025 pode se consolidar como um dos maiores programas de inclusão social da década, oferecendo dignidade, moradia e perspectiva de futuro a milhões de brasileiros.

Minha Casa, Minha Vida 2025 em resumo: principais mudanças

  1. Isenção total de ITBI e taxas cartorárias para o primeiro imóvel adquirido dentro do programa.

  2. Subsídios ampliados, chegando a cobrir até 95% do valor do imóvel para famílias de baixa renda.

  3. Novas faixas de renda, incluindo famílias com ganhos de até R$ 8 mil mensais.

  4. Regulamentação nacional da lei, com participação de estados, municípios e cartórios.

  5. Meta de atender 2 milhões de famílias até 2026.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.