O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é reconhecido por grande parte dos brasileiros como o principal órgão responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais. A autarquia administra aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), seguro-maternidade e outros auxílios fundamentais para o orçamento de milhões de famílias.
O que poucos imaginam é que ainda existe um benefício antigo, considerado extinto desde os anos 1990, mas que segue ativo até hoje: a Renda Mensal Vitalícia (RMV). O pagamento garante R$ 1.621 mensais para idosos de 70, 75 e até 80 anos ou mais, desde que façam parte do grupo de beneficiários que já recebiam o auxílio antes da sua extinção.
O que é a Renda Mensal Vitalícia do INSS
A Renda Mensal Vitalícia foi um benefício assistencial criado para atender idosos e pessoas com invalidez que não possuíam condições financeiras e não tinham meios de sustento. Apesar de não existir mais para novos pedidos, ela continua sendo paga a quem já havia adquirido o direito antes de dezembro de 1995.
A lógica da RMV é semelhante à do atual Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas): garantir um repasse mensal equivalente ao salário mínimo, sem exigência de contribuições ao INSS. Em 2026, esse valor é de R$ 1.621,00.
Base legal e regras originais da RMV
A Lei nº 6.179/1974 instituiu a Renda Mensal Vitalícia como benefício destinado a:
Idosos com mais de 70 anos
Pessoas inválidas e definitivamente incapacitadas para o trabalho
Cidadãos sem atividade remunerada
Indivíduos sem apoio familiar e sem outras fontes de sustento
Um ponto importante é que a RMV não fazia parte da Previdência Social contributiva tradicional. Ou seja, o beneficiário não precisava ter contribuído ao INSS para receber o valor mensal.
Extinção do benefício e substituição pelo BPC
Com o passar das décadas, o programa foi sendo substituído por um novo formato. Em 1996, a RMV foi oficialmente extinta e substituída pelo BPC/Loas, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social.
A partir de então:
Novos pedidos de RMV passaram a ser impossíveis
Quem já recebia continuou com o direito vitalício
O benefício passou a ser corrigido pelo salário mínimo
Por isso, mesmo em 2026, a renda permanece ativa e em vigor para o grupo que garantiu o benefício antes da mudança.
Quantidade de beneficiários em 2025 e manutenção em 2026
Embora seja pouco comentado, a RMV ainda aparece nas estatísticas oficiais da Previdência Social. Dados de outubro de 2025 apontavam 48.603 beneficiários recebendo a renda mensal vitalícia.
O Governo Federal decidiu manter o direito apenas para quem já era beneficiário até dezembro de 1995, garantindo a característica vitalícia do programa. Com o novo salário mínimo em 2026, o valor chegou a R$ 1.621,00.
Diferença entre a RMV e o BPC/Loas em 2026
Apesar das semelhanças, existem diferenças importantes entre os dois benefícios:
Idade mínima
RMV: a partir de 70 anos
BPC: a partir de 65 anos
Grupo atendido
RMV: idosos e inválidos
BPC: idosos e pessoas com deficiência
Atualizações programáticas
RMV: não permite novos ingressos
BPC: aceita novos pedidos diariamente
Cadastro obrigatório
RMV: beneficiários devem estar inscritos no CadÚnico
BPC: obrigatoriedade desde sempre
Mesmo não sendo mais disponibilizado, o Governo exige que os beneficiários da RMV façam e mantenham atualizado o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Isso porque a inscrição permite acesso a outros programas, como:
Carteira do Idoso
Tarifa Social de Energia Elétrica
Benefícios municipais
Programas estaduais
Ações federais assistenciais
Valor do BPC/Loas em 2026
Em 2026, o BPC/Loas segue com a mesma lógica de correção da RMV: o pagamento equivale a um salário mínimo. Com o reajuste válido para o ano, o BPC passou a ser de:
R$ 1.621,00
O benefício é direcionado a:
Idosos com 65 anos ou mais
Pessoas com deficiência de qualquer idade
Famílias em extrema vulnerabilidade social
Como consultar o BPC/Loas em 2026
Com a evolução dos serviços federais, o acompanhamento ficou mais simples e acessível. Em 2026, os principais canais são:
1. Meu INSS (site ou aplicativo)
É a forma mais completa para consultar pedidos e pagamentos:
Acessar o site ou baixar o aplicativo
Entrar com CPF e senha do gov.br
Clicar em “Meus Benefícios”
Verificar valores em “Extrato de Pagamento”
Novidade 2026: o Meu INSS possui uma aba chamada “Revisão do BPC”, que mostra, apenas com CPF, se o beneficiário precisa atualizar o CadÚnico.
2. Telefone
Central 135 → funcionamento de segunda a sábado, das 7h às 22h
Disque Social 121 → para dúvidas sobre CadÚnico e programas sociais
3. Outros canais digitais
Portal da Transparência → consulta por nome ou CPF
Aplicativo Cadastro Único → validação de dados familiares
Aplicativo Caixa Tem → auxilia na movimentação e consulta de pagamentos
4. Atendimento presencial
Também é possível comparecer:
À Agência da Previdência Social (mediante agendamento pelo 135 ou Meu INSS)
Ao CRAS da região, para questões relacionadas ao CadÚnico
Cadastro Único: regra essencial para não perder o BPC em 2026
Para manter o benefício em dia, o Governo reforça que o CadÚnico precisa ser atualizado a cada 2 anos, ou sempre que houver mudança no grupo familiar.
Entre as informações que precisam estar corretas estão:
Composição familiar
Endereço
Renda da família
Situação educacional
Documentos pessoais
A falta de atualização pode levar à suspensão temporária do pagamento do BPC.
Resumo dos valores em 2026
RMV: R$ 1.621,00
BPC/Loas: R$ 1.621,00
Salário mínimo nacional: R$ 1.621,00
Ou seja, todos os programas equivalem ao novo piso nacional.
