Mais de 10 milhões de brasileiros esquecem R$ 2.800 no PIS/Pasep! Descubra como consultar, sacar e evitar perder o dinheiro que já é seu

Imagine descobrir, de repente, que existe um dinheiro guardado em seu nome, rendendo há décadas, e que você nunca nem sonhou em sacar. Pois é exatamente isso que está acontecendo com mais de 10 milhões de brasileiros. Estamos falando dos valores esquecidos do PIS/Pasep, referentes a depósitos realizados entre 1971 e 1988.

O mais surpreendente é que a média de pagamento é de R$ 2.800 por beneficiário. Ou seja, não é um troco qualquer — é um dinheiro que pode pagar dívidas, ajudar nas compras do mês ou até ser investido para render ainda mais.

Mas calma, antes de sair correndo para o banco, vamos explicar tudo com clareza, de forma simples e sem burocratês, para que você entenda exatamente quem tem direito, como consultar e quais são os prazos para não perder o benefício.

De onde vem esse dinheiro do PIS/Pasep e por que ele ficou esquecido?

Muita gente se pergunta: “Se o dinheiro é meu, por que eu não recebi automaticamente?”. A resposta está na história desses dois programas.

O PIS (Programa de Integração Social) foi criado para trabalhadores da iniciativa privada, enquanto o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) atendia servidores públicos. Entre 1971 e 1988, parte da arrecadação desses programas era depositada em contas individuais, formando uma espécie de poupança para os trabalhadores.

Com a Constituição de 1988, o modelo mudou. As cotas do PIS/Pasep foram unificadas, e os depósitos individuais deixaram de ser feitos. Em 2020, os fundos foram extintos, e o dinheiro passou para o Tesouro Nacional.

Mas atenção: o direito ao saque permanece. Quem trabalhou nesse período ou é herdeiro de alguém que trabalhou pode sacar os valores. O problema é que muita gente nem sabe que tem esse dinheiro disponível.

Quem tem direito a sacar o PIS/Pasep?

A regra é simples, mas vale ficar atento aos detalhes para não perder a chance:

  • Trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988.

  • Servidores públicos que atuaram no mesmo período.

  • Herdeiros de trabalhadores falecidos que se enquadrem nas regras acima.

No caso dos herdeiros, será preciso apresentar documentos que comprovem o direito ao saque, como:

  • Certidão de dependentes habilitados à pensão por morte;

  • Autorização judicial;

  • Declaração de únicos herdeiros registrada em cartório.

Ou seja, nada impossível, mas é preciso ter a papelada certa em mãos para evitar dor de cabeça.

Quanto é possível receber?

O valor varia conforme o tempo de trabalho e o salário da época. Quem trabalhou por mais tempo e com remunerações mais altas tende a receber mais.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a média é de R$ 2.800 por beneficiário. Mas atenção: esse valor é apenas uma referência. Há casos em que o saque ultrapassa essa média, dependendo dos depósitos realizados ao longo dos anos.

Calendário oficial de pagamento

Outra informação importante: os pagamentos seguem um calendário. Não é simplesmente consultar e receber na hora. Veja como está funcionando:

  • Pedidos até 31 de agosto de 2025: pagamento em 25 de setembro de 2025;

  • Pedidos até 30 de setembro de 2025: pagamento em 27 de outubro de 2025.

Ou seja, quanto antes você fizer o pedido, mais rápido o dinheiro estará disponível na sua conta.

Como consultar e solicitar o saque do PIS/Pasep

Aqui está o passo a passo para descobrir se você tem direito e, se sim, como sacar:

  1. Aplicativo FGTS:

    • Disponível na Play Store e na App Store;

    • Permite consultar saldos e solicitar o saque diretamente pelo celular.

  2. Site REPIS Cidadão:

  3. Agências da Caixa Econômica Federal:

    • Atendimento presencial, apresentando documento oficial com foto.

Para herdeiros, será necessário apresentar os documentos que comprovem o direito ao saque, como já explicamos acima.

Formas de pagamento

Depois que o pedido é aprovado, o pagamento é feito exclusivamente pela Caixa Econômica Federal. Existem duas formas:

  • Crédito em conta existente: pode ser conta corrente, poupança ou conta digital.

  • Crédito em conta Poupança Social Digital: criada automaticamente pela Caixa, sem custos, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Se o beneficiário não tiver nenhuma conta, a Caixa abre uma digital sem que seja necessário ir à agência.

E se o titular já faleceu?

Nesses casos, os herdeiros legais podem sacar os valores, desde que apresentem:

  • Certidão de óbito;

  • Documento que comprove o vínculo, como certidão de dependentes ou autorização judicial.

O processo pode parecer burocrático, mas é totalmente viável. Muitos herdeiros já conseguiram receber valores significativos seguindo corretamente as orientações.

Por que é importante não deixar para depois?

O governo federal alerta: se o saque não for solicitado, o dinheiro permanece no Tesouro Nacional, sem aproveitamento imediato.

Ou seja, não é que o dinheiro “suma”, mas ele fica parado, e você deixa de usar algo que é seu por direito. Em tempos de aperto financeiro, cada real faz diferença — e estamos falando de uma média de R$ 2.800, o que não é nada desprezível.

Impacto econômico e importância para as famílias

Esse dinheiro esquecido pode ajudar milhões de famílias brasileiras. Imagine: se todos os 10 milhões de beneficiários sacarem seus valores, estamos falando de bilhões de reais sendo injetados diretamente na economia, sem necessidade de novos programas ou empréstimos.

Para muitas pessoas, esse valor pode servir para:

  • Quitar dívidas;

  • Investir em pequenos negócios;

  • Ajudar nas despesas mensais;

  • Formar uma reserva de emergência.

Como evitar golpes e fraudes no processo

Sempre que há dinheiro envolvido, golpistas aparecem. Por isso, siga estas dicas:

  • Faça consultas apenas nos canais oficiais (site do Ministério da Fazenda, aplicativo FGTS ou Caixa);

  • Desconfie de mensagens no WhatsApp ou redes sociais prometendo liberação imediata;

  • Nunca compartilhe senhas ou dados pessoais com desconhecidos.

A Caixa e o governo não enviam links por SMS para esse tipo de saque.

Resumo rápido para quem quer agir agora

  • Quem tem direito: trabalhadores com carteira assinada ou servidores públicos entre 1971 e 1988 e seus herdeiros.

  • Quanto pode receber: média de R$ 2.800 por beneficiário, podendo ser mais conforme os depósitos.

  • Como consultar: aplicativo FGTS, site REPIS Cidadão ou agências da Caixa.

  • Pagamento: via conta da Caixa, inclusive digital pelo Caixa Tem.

  • Prazos: pedidos até 31/08/2025 (pagamento em 25/09) e até 30/09/2025 (pagamento em 27/10).

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.