O governo federal confirmou uma nova garantia legal que assegura um saque acima de R$ 1.200 para alguns brasileiros já a partir de 2026. A medida envolve diretamente o programa Pé-de-Meia, uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir a evasão escolar no ensino médio público.
Antes de mais nada, a notícia chama atenção porque atinge um público de baixa renda, que enfrenta dificuldades reais para manter os filhos na escola. Na prática, o valor ajuda tanto a seguir com os estudos quanto a organizar as despesas da casa, diminuindo a pressão para que o jovem abandone a sala de aula em busca de renda.
De acordo com informações oficiais divulgadas no portal do Governo Federal, o Pé-de-Meia já possui datas definidas para 2026, o que reforça a continuidade do programa e sinaliza que os pagamentos seguem garantidos.
Pé-de-Meia continua ativo e fortalecido em 2026
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que o Pé-de-Meia atende estudantes matriculados no ensino médio da rede pública que também estejam inscritos no CadÚnico. O programa funciona como uma poupança educacional, criada para garantir que o aluno permaneça na escola até concluir os estudos.
A princípio, o governo identificou que a evasão escolar não ocorre por falta de interesse, mas por necessidade financeira. Muitos jovens deixam a escola para ajudar no sustento da família, principalmente em lares onde a renda é baixa ou instável.
Ou seja, o Pé-de-Meia surge como uma resposta direta a esse problema estrutural, ao oferecer um incentivo financeiro contínuo, vinculado à matrícula, à frequência e ao desempenho escolar.
Por que o governo criou o Pé-de-Meia
Segundo estudos analisados pelo governo federal, uma parcela significativa dos alunos do ensino médio público abandona os estudos para trabalhar. Esse movimento afeta diretamente o futuro profissional desses jovens e perpetua o ciclo de pobreza.
Diante desse cenário, o governo criou o Pé-de-Meia como um incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança. Assim, o estudante recebe valores ao longo do ano, mas também acumula recursos que podem ser sacados em etapas específicas.
Além disso, o programa busca reforçar a ideia de que permanecer na escola gera retorno financeiro e social, tanto no presente quanto no futuro.

Quando o Pé-de-Meia começou e quem administra
O Pé-de-Meia entrou em vigor em novembro de 2023. Desde então, ele integra ações da Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
A Caixa Econômica Federal realiza os pagamentos, como ocorre com a maioria dos benefícios sociais do país. O banco abre contas automaticamente para os estudantes elegíveis, o que simplifica o acesso ao dinheiro e reduz a burocracia.
Valores pagos pelo Pé-de-Meia: entenda cada etapa
A saber, os valores do Pé-de-Meia não se limitam a um único pagamento. O programa prevê diferentes incentivos ao longo do ensino médio, todos condicionados ao cumprimento de regras claras.
Pagamento pela matrícula no ensino médio
Em primeiro lugar, o estudante recebe um incentivo de R$ 200 ao confirmar a matrícula no ensino médio público. Esse valor funciona como um estímulo inicial para garantir que o jovem inicie o ano letivo.
Esse pagamento busca evitar que dificuldades financeiras impeçam a matrícula logo no começo do ano.
Incentivo mensal por frequência escolar
Em seguida, o governo paga um incentivo mensal de R$ 200, desde que o aluno mantenha a frequência mínima exigida. Ao final do ano letivo, esse valor pode chegar a R$ 1.800, conforme o calendário oficial.
Esse pagamento mensal representa uma renda complementar, que ajuda com transporte, alimentação e materiais escolares. Como resultado, o estudante consegue permanecer na escola sem precisar buscar trabalho informal.
Bônus por aprovação e progressão escolar
Além dos pagamentos mensais, o aluno recebe um bônus de R$ 1.000 ao concluir cada ano do ensino médio com aprovação. Para ter direito a esse valor, ele precisa avançar para a série seguinte sem repetir.
Ou seja, o programa incentiva não apenas a presença em sala de aula, mas também o compromisso com o desempenho escolar.
Incentivo final para inscrição no ENEM
Por fim, ao concluir o ensino médio, o estudante recebe mais R$ 200 como incentivo para se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Esse pagamento reforça o estímulo à continuidade dos estudos, seja no ensino superior ou em programas que utilizam a nota do exame.
Quanto o estudante pode acumular ao longo dos anos
Somando todos os valores pagos durante os três anos do ensino médio, o estudante pode acumular cerca de R$ 9.200 na poupança do Pé-de-Meia.
Esse montante inclui:
R$ 200 pela matrícula
Até R$ 1.800 por ano em incentivos mensais
R$ 1.000 por ano concluído com aprovação
R$ 200 pela inscrição no ENEM
Dessa forma, o saque acima de R$ 1.200, garantido para 2026, torna-se realidade para muitos estudantes que cumprem as regras do programa.
Quem pode receber o Pé-de-Meia
Em conclusão do perfil de beneficiários, o programa atende:
Estudantes do ensino médio público
Jovens com CadÚnico ativo
Alunos que mantêm frequência escolar regular
Estudantes que avançam de ano sem repetência
O governo cruza automaticamente os dados educacionais e sociais, o que reduz fraudes e garante que o benefício chegue a quem realmente precisa.
Impacto do Pé-de-Meia na vida das famílias
Por fim, especialistas destacam que o Pé-de-Meia não beneficia apenas o estudante. O dinheiro ajuda a equilibrar o orçamento familiar e reduz a necessidade de o jovem abandonar a escola para trabalhar.
Como resultado, o programa contribui para reduzir desigualdades, aumentar a conclusão do ensino médio e ampliar as oportunidades futuras. Em síntese, o Pé-de-Meia transforma a permanência na escola em uma decisão viável, sustentável e financeiramente possível para milhões de famílias brasileiras.
