INSS: Lula anuncia bônus surpresa de até R$ 75 para diversos brasileiros e promete reduzir filas de benefícios — veja como funciona o programa, quem participa e quando começa a valer

Uma novidade promete mexer com o funcionamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, ao mesmo tempo, animar milhões de brasileiros que aguardam por benefícios na fila. O presidente Luiz Inácio Lula da Silvasancionou nesta última terça-feira (9) a Lei n° 15.201/2025, criando o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que prevê pagamentos extras de até R$ 75,00 por serviço concluído para servidores do INSS e peritos médicos federais.

A ideia é simples, mas poderosa: oferecer um incentivo financeiro para que os servidores analisem mais processos, façam perícias médicas e reduzam a enorme fila de pedidos acumulados. Mas afinal, como isso vai funcionar? Quem pode receber esse bônus? E quando começa a valer? É isso que vamos detalhar agora, de forma clara e objetiva.

O que é o Programa de Gerenciamento de Benefícios?

O Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) surge como uma tentativa do Governo Federal de atacar um problema crônico: a lentidão nos processos do INSS. Hoje, milhares de brasileiros aguardam por aposentadorias, auxílios e até o Benefício de Prestação Continuada (BPC) sem previsão clara de resposta.

O PGB tem como foco:

  • Processos parados há mais de 45 dias;

  • Perícias médicas em regiões com alta demanda;

  • Revisões de aposentadorias e auxílios;

  • Avaliações biopsicossociais do BPC.

Ou seja, tudo aquilo que costuma emperrar a vida dos segurados poderá entrar na lista de prioridades.

Como vai funcionar na prática?

Os servidores do INSS e os peritos médicos federais poderão atuar fora do expediente normal e até mesmo em finais de semana. A cada processo analisado ou perícia realizada, eles receberão um valor extra — uma espécie de “bônus por produtividade”.

Segundo a lei, existem duas modalidades de pagamento:

  • PEPGB-INSS: R$ 68,00 por processo administrativo concluído;

  • PEPGB-PMF: R$ 75,00 por serviço médico-pericial finalizado.

É importante destacar que esse dinheiro não será incorporado ao salário, nem contará para aposentadoria. Trata-se de um incentivo temporário e condicionado ao cumprimento de metas.

Quem pode participar?

De início, o programa é voltado apenas para:

  • Servidores da Carreira do Seguro Social (responsáveis por analisar benefícios);

  • Peritos Médicos Federais, incluindo supervisores e peritos da Previdência.

Ou seja, não é um benefício para todos os trabalhadores ou segurados do INSS, mas sim para os servidores públicos que atuam diretamente na análise de processos e perícias.

Mas, indiretamente, os grandes beneficiados são os segurados, já que a medida promete acelerar concessões e reduzir as filas.

Duração do programa e possibilidade de prorrogação

O PGB terá validade de 12 meses, contados a partir da edição da Medida Provisória n° 1.296/2025, publicada em abril. Ele poderá ser prorrogado apenas uma vez, até o fim de 2026, caso haja recomendação do comitê de acompanhamento e autorização dos ministros responsáveis.

Ou seja, não é um programa permanente, mas sim uma ação emergencial para aliviar a sobrecarga do INSS.

E de onde sai o dinheiro?

Uma pergunta que muitos brasileiros podem se fazer é: “Quem vai pagar essa conta?”

A lei determina que os pagamentos só poderão ocorrer com base em recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Em outras palavras: o Governo Federal terá que reservar uma verba específica para bancar esses bônus. O INSS será responsável por descentralizar os créditos orçamentários, sempre respeitando os limites definidos pela União.

Transparência e controle

Para garantir que o dinheiro seja bem utilizado, a lei prevê a criação de um Comitê de Acompanhamento.

Esse comitê contará com representantes de:

  • Ministério da Previdência Social;

  • Casa Civil;

  • Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;

  • INSS;

  • Carreira da Perícia Médica Federal.

O grupo será responsável por monitorar os resultados, avaliar o desempenho dos servidores e propor ajustes. Além disso, relatórios semestrais deverão ser divulgados nos sites oficiais do INSS e do Ministério da Previdência, mostrando:

  • Quantos processos foram concluídos;

  • Quantas perícias foram realizadas;

  • O tempo médio de atendimento;

  • O impacto social da medida.

Impacto esperado para os segurados

Embora o bônus seja destinado aos servidores, o maior impacto esperado é para os milhões de brasileiros que dependem do INSS.

Hoje, muitos pedidos ficam meses ou até anos na fila, o que atrasa a vida de famílias inteiras que aguardam um benefício essencial para sobreviver.

Com o PGB, o Governo espera:

  • Reduzir o tempo médio de concessão;

  • Diminuir as filas;

  • Garantir maior eficiência no atendimento;

  • Evitar processos judiciais por demora.

O que especialistas dizem

Para muitos analistas, o programa é uma solução prática e de curto prazo. Ao invés de aumentar salários de forma permanente, o Governo aposta em pagamento por resultado.

Essa lógica é vista como positiva por economistas, pois estimula a produtividade sem gerar um impacto fiscal tão pesado.

Por outro lado, há quem critique a medida, lembrando que problemas estruturais do INSS — como falta de servidores, sistemas desatualizados e burocracia excessiva — não serão resolvidos apenas com bônus temporários.

Vai mesmo resolver o problema das filas?

Essa é a pergunta de ouro. A verdade é que o PGB não é uma solução mágica. Ele pode, sim, reduzir significativamente o tempo de espera, mas depende da adesão dos servidores e da disponibilidade de orçamento.

Se funcionar bem, o programa poderá ser prorrogado e até servir de modelo para outras áreas da administração pública.

O que muda para quem está na fila do INSS?

Para quem aguarda análise de um benefício, a notícia é positiva: existe agora uma chance real de que o processo ande mais rápido.

O cidadão não precisa fazer nenhum pedido extra ou inscrição — o andamento continuará sendo feito normalmente pelo Meu INSS (aplicativo e site).

A diferença é que, com servidores recebendo bônus por produtividade, a fila pode andar em um ritmo bem mais acelerado.

Resumo rápido para quem tem pressa

O bônus de até R$ 75,00 no INSS, confirmado pelo presidente Lula, é um incentivo direto aos servidores, mas com impacto indireto — e muito esperado — na vida de milhões de brasileiros.

O Programa de Gerenciamento de Benefícios é temporário, mas pode representar um grande alívio para quem espera por aposentadorias, auxílios e perícias médicas.

Se vai resolver de vez o problema das filas? Só o tempo dirá. Mas o fato é que, ao pagar por produtividade, o Governo sinaliza um novo caminho: mais eficiência, menos burocracia e mais resultados práticos para a população.

  • Lula sancionou lei criando o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB).

  • Servidores do INSS e peritos médicos receberão até R$ 75 por serviço concluído.

  • Medida vale por 12 meses e pode ser prorrogada até 2026.

  • O objetivo é reduzir filas e agilizar processos parados.

  • Segurados não recebem o bônus, mas podem ter seus pedidos atendidos mais rápido.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.