O Ministério da Previdência Social divulgou nesta semana o calendário oficial de pagamentos para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2026. A princípio, a liberação antecipada das datas permite que milhões de segurados possam organizar o orçamento do próximo ano, principalmente diante do reajuste previsto para o salário mínimo e das mudanças nas regras de transição da aposentadoria.
Em primeiro lugar, os pagamentos seguem a mesma lógica utilizada anualmente: quem recebe até um salário mínimotem prioridade e recebe antes dos segurados que ganham acima do piso nacional. Assim, a ordem de depósitos é sempre definida pelo número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.
Antes de mais nada, o início dos depósitos de 2026 começa em 26 de janeiro, para quem recebe até um salário mínimo. Para os beneficiários com renda superior ao piso, o crédito será liberado a partir de 2 de fevereiro. Ao longo do ano, o calendário mantém um padrão de datas agrupadas, mês a mês, com encerramentos sempre na virada do mês subsequente.
Datas de pagamento do INSS mês a mês em 2026
O INSS confirmou que, ao longo de 2026, os pagamentos ocorrerão nas seguintes janelas:
Janeiro: de 26/1 a 6/2
Fevereiro: de 23/2 a 6/3
Março: de 25/3 a 8/4
Abril: de 24/4 a 8/5
Maio: de 25/5 a 8/6
Junho: de 24/6 a 7/7
Julho: de 27/7 a 7/8
Agosto: de 25/8 a 8/9
Setembro: de 24/9 a 7/10
Outubro: de 26/10 a 9/11
Novembro: de 24/11 a 7/12
Dezembro: de 22/12 a 8/1
Esse modelo facilita o entendimento do segurado, que poderá se orientar pelos intervalos mensais para prever não apenas o depósito do benefício mensal, mas também eventuais pagamentos adicionais, como 13º salário ou valores retroativos. Ou seja, o objetivo é que o beneficiário tenha previsibilidade e consiga manter uma rotina financeira mais organizada.
Como funciona a ordem de pagamento pelo dígito final
O calendário considera o penúltimo número do cartão do benefício. Por exemplo: se o número termina em 123456789-0, o dígito utilizado será o 9, não o dígito verificador zero.
De modo geral:
Para quem recebe até um salário mínimo:
O calendário começa pelos benefícios de final 1, avançando até o final 0.Para quem ganha acima do piso:
O pagamento inicia pelos finais 1 e 6, segue no dia seguinte para 2 e 7, e continua assim sucessivamente até atingir todos os grupos.
Essa divisão é feita para evitar sobrecarga bancária e facilitar o fluxo de pagamentos nas agências, especialmente em períodos de maior volume, como início de ano ou datas de pagamento do 13º salário.
Salário mínimo previsto para 2026 e impacto no INSS
A projeção mais recente do Governo Federal aponta que o salário mínimo deve subir para R$ 1.621,00 em 2026. A saber, esse número consta na proposta do Orçamento e segue a regra de valorização, que soma a inflação acumulada do INPC com o crescimento real do PIB de dois anos antes.
Em outras palavras, o aumento do mínimo afeta diretamente:
Aposentadorias e pensões do piso,
Auxílio-doença,
Salário-maternidade mínimo,
BPC/Loas, que também segue o valor do salário mínimo.
Portanto, quem recebe benefícios atrelados ao piso já deve considerar que o primeiro pagamento com o novo valor será creditado entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026.
Para os segurados que ganham acima do mínimo, o reajuste será definido apenas pela variação do INPC de 2025. A projeção atual indica que o teto do INSS pode ficar próximo de R$ 8.615,00.
Regras de transição mais rigorosas em 2026
A partir do próximo ano, as regras de transição avançam mais um ponto, o que significa que milhares de trabalhadores precisarão de mais idade ou mais pontos para se aposentar.
As principais alterações são:
Regra por Pontos
Mulheres: mínimo de 93 pontos
Homens: mínimo de 103 pontos
Idade mínima progressiva
Para quem se aposenta por tempo de contribuição:Mulheres: 59 anos e 6 meses
Homens: 64 anos e 6 meses
Em conclusão, o endurecimento anual faz parte da Reforma da Previdência e continuará até 2033, quando as regras de transição devem ser totalmente encerradas.
Pente-fino e revisões: foco do governo em 2026
O governo também confirmou que continuará ampliando o processo de verificação de benefícios considerados irregulares ou com indícios de inconsistência cadastral. Entre as principais ações previstas estão:
Revisão do BPC (Benefício de Prestação Continuada)
A atualização do CadÚnico será exigida com mais rigidez. Segurados que não realizarem a revisão dentro do prazo poderão ter o pagamento suspenso.Convocação para perícia médica
Auxílios por incapacidade temporária e aposentadorias por invalidez que há anos não passam por revisão voltarão à fila de convocação obrigatória.
Essas medidas, segundo o Ministério da Previdência, têm como objetivo reduzir o número de pagamentos indevidos e combater fraudes.
Digitalização e uso do Atestmed para agilizar a fila
A princípio, uma das principais apostas do governo para 2026 é ampliar o uso do Atestmed, sistema que permite analisar pedidos de auxílio-doença sem a necessidade de perícia presencial. O segurado envia o atestado pelo aplicativo Meu INSS, e o órgão faz a análise documental.
De acordo com especialistas, essa digitalização é essencial para tentar manter a fila de espera abaixo de 45 dias, prazo considerado ideal pela pasta. Além disso, a medida reduz custos e agiliza o atendimento.
Como consultar valores e datas do seu benefício
Os aposentados e pensionistas podem conferir os valores e calendários atualizados diretamente pelo aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS. Basta fazer login com o CPF e senha do Gov.br.
Há também alternativas para quem não tem acesso à internet:
Central 135
Atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h.
O segurado deve informar o CPF e confirmar dados para autenticar a consulta.Site meu.inss.gov.br
Permite emitir extratos, consultar calendário, verificar histórico de pagamentos e simular aposentadoria.
Para quem deseja se preparar com antecedência, o Meu INSS possui ainda a função de simulação de aposentadoria, que já está adaptada para incluir as regras de 2026.
O que esperar do INSS em 2026
Por fim, o INSS entra em 2026 com uma combinação de fatores: novo salário mínimo, regras previdenciárias mais exigentes e a promessa de mais tecnologia para reduzir filas e atrasos. Com o calendário já divulgado, os segurados podem se planejar melhor e acompanhar, mês a mês, quando o benefício será depositado.
