O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerra o ano de 2025 com uma sequência de pagamentos que chama a atenção de milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. Desde o último sábado, 27 de dezembro, a autarquia federal passou a liberar valores acima de R$ 1.518 para uma parcela específica de beneficiários, seguindo rigorosamente o calendário oficial. Ao todo, são cinco datas estratégicas, consideradas por muitos segurados como verdadeiros “presentões” de fim de ano.
O tema ganha relevância porque envolve diretamente o orçamento familiar de quem depende do benefício para despesas básicas, como alimentação, medicamentos e contas essenciais. Além disso, o início de um novo ano costuma trazer gastos extras, o que aumenta o interesse por informações claras e detalhadas sobre os depósitos do INSS.
Antes de mais nada, é importante destacar que o valor mínimo pago pelo INSS em 2025 é de R$ 1.518, equivalente ao salário mínimo nacional. Quem recebe acima desse piso segue um calendário diferente, concentrado no início de janeiro de 2026, o que explica a expectativa em torno dos pagamentos liberados a partir do dia 2.
INSS movimenta o fim de ano com pagamentos escalonados
O INSS é responsável pelo sustento mensal de milhões de brasileiros. A cada virada de mês, a autarquia executa uma complexa operação financeira para garantir que aposentadorias, pensões e auxílios cheguem corretamente aos segurados. No fim de 2025, esse processo ganhou ainda mais destaque por coincidir com o encerramento do ano e o início de um novo ciclo econômico.
Os beneficiários que recebem até um salário mínimo começaram a receber ainda em dezembro. Já aqueles com valores acima de R$ 1.518 precisaram aguardar alguns dias a mais, com depósitos concentrados a partir de janeiro. Essa divisão não é aleatória: ela segue um modelo adotado há anos pelo INSS para evitar filas, sobrecarga nos bancos e instabilidade nos sistemas de pagamento.
Quem já recebeu o pagamento mínimo de R$ 1.518
Os aposentados e pensionistas que recebem o piso do INSS começaram a ser pagos ainda na segunda quinzena de dezembro. O calendário foi organizado conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador.
Final 1: pagamento em 22 de dezembro
Final 2: pagamento em 23 de dezembro
Final 3: pagamento em 24 de dezembro
Final 4: pagamento em 26 de dezembro
Final 5: pagamento em 27 de dezembro
Final 6: pagamento em 30 de dezembro
Final 7: pagamento em 31 de dezembro
Final 8: pagamento em 2 de janeiro
Final 9: pagamento em 3 de janeiro
Final 0: pagamento em 6 de janeiro
Esse grupo já teve o valor creditado ou está nos últimos dias de espera, dependendo do final do cartão. Para muitos segurados, esse depósito antecipado foi essencial para fechar o ano com mais tranquilidade.
Pagamento para quem recebe acima de um salário mínimo
Já os aposentados e pensionistas que recebem acima de R$ 1.518 entram no calendário considerado especial, que começa oficialmente em 2 de janeiro de 2026. São justamente essas datas que ficaram conhecidas como os “cinco presentões” do INSS, pois concentram valores maiores e beneficiam milhões de pessoas logo no início do ano.
Confira o calendário oficial:
Finais 1 e 6: 2 de janeiro
Finais 2 e 7: 5 de janeiro
Finais 3 e 8: 6 de janeiro
Finais 4 e 9: 7 de janeiro
Finais 5 e 0: 8 de janeiro
Esse escalonamento respeita o padrão tradicional do INSS e garante que todos recebam dentro do prazo, sem atrasos. Para quem depende do benefício como principal fonte de renda, saber exatamente a data do depósito faz toda a diferença no planejamento financeiro.
Por que o INSS divide os pagamentos em datas diferentes
A princípio, muitos segurados estranham o fato de quem recebe mais precisar esperar alguns dias a mais. No entanto, essa estratégia tem uma explicação prática. O INSS administra uma das maiores folhas de pagamento do país, movimentando bilhões de reais todos os meses.
Ao dividir os depósitos por faixa de valor e final de benefício, o órgão evita:
Congestionamento nas agências bancárias
Instabilidade nos aplicativos e caixas eletrônicos
Dificuldades no processamento dos pagamentos
Ou seja, o modelo beneficia tanto os segurados quanto o próprio sistema financeiro, garantindo mais segurança e previsibilidade.
Os cinco “presentões” e o impacto no bolso do aposentado
Os chamados cinco presentões não representam um bônus extra, mas sim o pagamento regular concentrado em cinco datas estratégicas. Ainda assim, o impacto é significativo, principalmente para quem recebe acima do piso do INSS.
Esses valores costumam ser usados para:
Quitar dívidas acumuladas no fim do ano
Comprar medicamentos de uso contínuo
Repor despesas feitas nas festas de Natal e Ano-Novo
Organizar o orçamento de janeiro, mês tradicionalmente mais apertado
Por isso, o tema gera alto engajamento entre aposentados e familiares, que acompanham de perto cada atualização do calendário.
Qual o valor da aposentadoria do INSS em 2026
Atualmente, o piso do INSS em 2025 é de R$ 1.518, valor alinhado ao salário mínimo nacional. Para 2026, a projeção inicial aponta para um aumento significativo. As estimativas indicam que o novo piso pode chegar a cerca de R$ 1.621, representando um reajuste aproximado de 7%.
No entanto, é fundamental ressaltar que esse valor ainda depende de confirmação oficial do governo federal. O reajuste final leva em conta a inflação medida pelo INPC e outros indicadores econômicos definidos em lei.
Mesmo assim, a expectativa de aumento já influencia o planejamento de muitos segurados, que acompanham atentamente as decisões sobre o salário mínimo e seus reflexos diretos nos benefícios do INSS.
Como consultar o valor e a data do pagamento
Para evitar dúvidas e informações desencontradas, o INSS orienta que os segurados utilizem apenas os canais oficiais. A consulta pode ser feita de forma simples:
Pelo aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS
Pelo site oficial do INSS
Pelo telefone 135, com atendimento de segunda a sábado
No sistema, é possível verificar o valor exato do benefício, a data do depósito e o banco responsável pelo pagamento. Essa prática reduz o risco de cair em fake news, especialmente em períodos de grande movimentação financeira.
