Informe do Nubank hoje 01/12 deve ser lido por todos os clientes que fazem PIX

O Pix se tornou, antes de mais nada, o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. A rapidez, a gratuidade e a praticidade transformaram a ferramenta em parte do cotidiano de milhões de pessoas. No entanto, essa popularidade também abriu espaço para golpes cada vez mais sofisticados, a saber: fraudes que simulam erros do sistema para enganar o usuário no momento da transação.

Recentemente, o Nubank emitiu um comunicado oficial pedindo atenção redobrada. O banco digital confirmou um crescimento expressivo de tentativas de fraude envolvendo pagamentos via Pix, especialmente aquelas que induzem o cliente a repetir uma transferência sob a justificativa de “falha no sistema”.

A princípio, o golpe parece legítimo. Mas, quando analisado com cuidado, revela sinais claros de manipulação. A seguir, você entenderá como os criminosos atuam, quais sinais indicam fraude e por que o caso exige atenção imediata de quem usa o Pix.

Como funciona o golpe do Pix com “erro no sistema”

Em primeiro lugar, o golpe começa quando o cliente realiza um pagamento via Pix — geralmente de valor mais alto, já que os golpistas focam em transações que possam gerar retorno significativo.

Logo após o envio, o criminoso manda um comprovante falso ou uma mensagem de erro que imita perfeitamente a interface do Nubank. A falsa notificação informa que a transferência não foi concluída ou “travou”.

Em seguida, o golpista tenta convencer a vítima de que, se ela fizer um novo pagamento, o banco identificará a duplicidade e devolverá automaticamente o valor excedente.

Ou seja, a fraude baixa duas vezes no seu bolso: o primeiro pagamento, que você acredita ter falhado, já foi recebido pelo criminoso; o segundo, feito por insistência dele, também entra na conta do golpista.

Esse tipo de abordagem é meticulosamente planejado e, por isso, convence muita gente. Antes de mais nada, os criminosos usam técnicas visuais avançadas, criando mensagens idênticas às do Nubank. Além disso, eles pressionam a vítima emocionalmente, alegando urgência ou risco de perder a reserva de um produto.

Como identificar que é golpe

Embora pareça difícil identificar uma fraude tão bem montada, alguns sinais simples ajudam você a ficar protegido.

1. O comprovante oficial do Nubank sempre aparece no seu aplicativo

Quando você faz um Pix, o app do Nubank gera automaticamente um comprovante oficial — inclusive com o QR Code e os dados completos da transação.
Se o vendedor envia um print dizendo que houve erro, mas nenhuma notificação aparece no seu aplicativo, isso já indica algo suspeito.

2. O erro “do sistema” não aparece para você

Se realmente houvesse uma falha no Pix, ela ocorreria no aplicativo do cliente também.
Portanto, se apenas o suposto vendedor vê o problema, trata-se de alerta vermelho.

3. Pressão para refazer o pagamento imediatamente

Golpistas usam urgência como arma. Eles exigem que você faça outro Pix “para garantir o produto”, “para liberar a reserva” ou “para evitar cancelamento”.

Um vendedor honesto, em contrapartida, entenderia a situação, teria paciência e buscaria verificar o ocorrido pelo próprio aplicativo.

4. Golpe ocorre principalmente em valores altos

Os criminosos sabem que, quanto maior o valor, maior o prejuízo da vítima. Por isso, evitam transações pequenas — e isso já ajuda a identificar risco.

Por que o Nubank decidiu emitir o alerta oficial

De acordo com o portal oficial do banco, o número de tentativas de golpe envolvendo Pix cresce de maneira acelerada nos últimos meses. Em muitos casos, os criminosos exploram a confiança do usuário na plataforma e na marca Nubank.

O banco reforça que nunca solicita refazer pagamentos e que não envia mensagens externas exigindo nova transferência em caso de erro. Além disso, destaca que todos os comprovantes legítimos são emitidos exclusivamente pelo app.

Ao emitir o alerta, o Nubank busca impedir que clientes caiam em uma fraude que, a princípio, parece técnica, mas que na prática usa manipulação emocional e engenharia social.

Por que o golpe funciona tão bem?

O sucesso dos criminosos, em grande parte, ocorre pela forma como o Pix está integrado à rotina dos brasileiros. Segundo dados recentes do Banco Central, o Brasil realiza mais de 200 milhões de transações por mês utilizando esse método.

Ou seja, quanto mais as pessoas usam a ferramenta, mais oportunidades surgem para golpistas criarem narrativas convincentes.

Além disso, os golpistas sabem que:

  • usuários confiam no Pix por ser rápido;

  • muitos não confirmam o comprovante no próprio aplicativo;

  • mensagens falsas podem ser criadas em segundos;

  • golpes com aparência técnica passam mais credibilidade.

A combinação desses fatores torna o cenário ideal para fraudes.

O sucesso absoluto do Pix e a corrida dos criminosos

Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix se tornou o sistema de pagamentos mais inovador e aceito do país. Antes de mais nada, ele eliminou limites de horário, permitiu transações instantâneas e reduziu custos — o que explica sua rápida adoção.

Hoje, basta abrir o aplicativo do banco, inserir a chave ou os dados do destinatário e confirmar o pagamento. Em questão de segundos, o valor chega ao outro lado.

Com tamanha facilidade, o método atingiu números impressionantes e motivou o Banco Central a planejar novas funcionalidades, como o Pix parcelado — uma expansão que deve mover bilhões no comércio brasileiro.

Entretanto, essa explosão de uso também despertou o interesse de golpistas cada vez mais profissionais.

Por isso, instituições financeiras, como o Nubank, intensificam campanhas educativas e reforçam a importância de o usuário adotar medidas simples, mas decisivas, para evitar prejuízos.

Como se proteger, a saber:

  • Sempre confira o comprovante oficial dentro do aplicativo.

  • Nunca refaça um pagamento apenas porque o vendedor disse que houve erro.

  • Desconfie de prints. A única informação válida é aquela exibida no seu app.

  • Evite realizar Pix de valores altos para desconhecidos.

  • Não ceda a pressão de urgência.

  • Confirme dados do destinatário antes de enviar.

Antes de mais nada, adotar esses hábitos reduz significativamente as chances de cair em golpes — inclusive nos mais sofisticados.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.