Informe do Bolsa Família para quem recebe R$1.518 por mês foi confirmado

Bolsa Família confirma regra oficial para quem recebe R$ 1.518 por mês: veja quando o benefício pode ser cancelado

O Governo Federal confirmou que receber um salário mínimo de R$ 1.518,00 em 2025 não resulta, por si só, no cancelamento automático do Bolsa Família. O principal critério de permanência no programa é a renda per capita, ou seja, o valor da renda dividido entre todos os membros da família.

Essa regra garante que famílias numerosas continuem recebendo o benefício mesmo com um integrante empregado formalmente, desde que a renda por pessoa permaneça dentro dos limites definidos pela legislação.

Para 2026, o valor do salário mínimo foi revelado e surpreendeu os brasileiros (veja aqui)

Como funciona a regra da renda per capita

A renda per capita é o elemento central na análise da elegibilidade. Para calculá-la, é necessário somar a renda de todas as pessoas da família e dividir pelo número total de integrantes do domicílio.

Exemplo prático: Uma família composta por 7 pessoas na mesma casa, onde apenas uma delas recebe o salário mínimo de R$ 1.518,00, terá o seguinte cálculo:

R$ 1.518,00 ÷ 7 = R$ 216,85 por pessoa

Como o resultado é menor que o limite de elegibilidade do Bolsa Família (R$ 218,00 por pessoa), a família permanece apta a receber o benefício integralmente.

Esse cálculo é aplicado individualmente em cada avaliação de renda feita pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

Recentemente, o Bolsa Família também emitiu um comunicado para os brasileiros que estão endividados (veja aqui).

Qual é o limite de renda para continuar no Bolsa Família

Em 2025, o limite de renda per capita estabelecido pelo governo é de:

  • Até R$ 218,00 por pessoa – a família tem direito integral ao benefício.

  • Entre R$ 219,00 e R$ 706,00 por pessoa – a família entra na Regra de Proteção, recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até 12 meses.

Após o término desse período, se a renda continuar acima do limite, o benefício é encerrado. No entanto, o cancelamento só ocorre depois de nova análise cadastral e cruzamento de informações com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Entenda o que é a Regra de Proteção

A Regra de Proteção é uma medida criada para incentivar o emprego formal e o aumento de renda, sem que as famílias percam o Bolsa Família de forma imediata.

O objetivo é evitar que as famílias recusem oportunidades de trabalho por medo de perder o benefício. Dessa forma, quando a renda sobe temporariamente — por exemplo, com um novo emprego ou hora extra —, o programa mantém metade do valor do benefício por até 12 meses.

E se a carteira de trabalho for assinada, o beneficiário do Bolsa Família pode perder o benefício? (veja aqui)

Durante esse período, o governo monitora os dados de renda e atualização cadastral. Se, após um ano, a renda se estabilizar acima do limite, o benefício é encerrado. Caso contrário, ele pode ser restabelecido integralmente.

O que acontece se a renda aumentar dentro da família

O aumento de renda não significa automaticamente a exclusão do programa. O Bolsa Família considera a estabilidade da renda e o perfil social da família.

Quando o MDS identifica que a renda per capita ultrapassou o limite apenas por um curto período — devido, por exemplo, a trabalhos temporários, horas extras ou pagamentos eventuais —, o benefício não é cancelado imediatamente.

O cancelamento só é efetivado quando:

  1. A renda per capita permanece acima de R$ 706,00 por mais de 12 meses;

  2. A família não atualiza o Cadastro Único dentro do prazo;

  3. São encontradas inconsistências nos dados declarados.

E se a carteira de trabalho for assinada, os beneficiários do Bolsa Família pode perder o benefício (veja aqui)

Principais motivos que levam ao cancelamento do Bolsa Família

O governo destaca que o cancelamento do Bolsa Família ocorre por motivos diretamente relacionados às regras do programa. Entre os principais, estão:

1. Desatualização do Cadastro Único

O CadÚnico precisa ser atualizado a cada dois anos ou sempre que houver mudanças na composição familiar, renda, endereço ou escola dos filhos.

Quando a atualização não ocorre dentro do prazo, o sistema pode bloquear temporariamente o benefício até que as informações sejam regularizadas.

2. Descumprimento das condicionalidades

As famílias devem cumprir condicionalidades nas áreas de saúde e educação, como:

  • Garantir frequência escolar mínima de 85% para crianças e adolescentes;

  • Manter o acompanhamento de saúde e vacinação em dia;

  • Fazer o pré-natal corretamente em caso de gestantes.

O não cumprimento dessas regras pode levar à suspensão ou ao cancelamento do benefício.

3. Irregularidades ou fraudes

O cruzamento de informações com bancos de dados federais, como o CNIS e a Receita Federal, permite identificar fraudes, duplicidade de cadastros ou renda não declarada.

Quando confirmadas irregularidades, o benefício é cancelado definitivamente, e o titular pode ser obrigado a devolver os valores recebidos indevidamente.

Importância de manter o Cadastro Único atualizado

A atualização do Cadastro Único é essencial para garantir a continuidade dos pagamentos. Sempre que houver mudança de renda, endereço, escola ou número de membros, a família deve comparecer ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou à Prefeitura para atualizar os dados.

A falta de atualização impede o governo de verificar a real situação econômica da família, podendo causar:

  • Bloqueio temporário do Bolsa Família;

  • Suspensão por até 60 dias;

  • Cancelamento definitivo, em casos de reincidência.

Renda formal e Bolsa Família: é possível conciliar

Trabalhar com carteira assinada não impede o recebimento do Bolsa Família. O programa foi desenhado justamente para acompanhar famílias em transição econômica, oferecendo suporte até que atinjam estabilidade financeira.

Com a Regra de Proteção, mesmo quem consegue um emprego formal pode continuar recebendo metade do valor do benefício por até um ano. Esse mecanismo reduz o impacto da saída imediata do programa e contribui para uma inclusão produtiva mais sustentável.

Canais oficiais para tirar dúvidas e consultar o benefício

Os beneficiários podem consultar informações sobre valores e situação cadastral pelos canais oficiais do governo:

  • Aplicativo Bolsa Família, disponível para Android e iOS;

  • Aplicativo Caixa Tem, onde é possível visualizar o saldo e as datas de pagamento;

  • Site ou aplicativo do Cadastro Único (https://cadunico.dataprev.gov.br);

  • Central 111 (Caixa Econômica Federal);

  • Telefone 121 (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social).

Esses canais oferecem suporte direto para verificação de bloqueios, atualizações e agendamentos de atendimento nos CRAS municipais.

Resumo: quem recebe R$ 1.518,00 continua no programa

  • O Bolsa Família não é cancelado automaticamente para quem recebe um salário mínimo;

  • O fator determinante é a renda per capita da família;

  • Famílias grandes continuam elegíveis, mesmo com um salário mínimo;

  • A Regra de Proteção garante 50% do valor por até 12 meses se a renda ultrapassar o limite;

  • Manter o Cadastro Único atualizado é essencial para não perder o benefício.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.