Imposto de Renda menor a partir de 2026 para 200 mil brasileiros é confirmado para alegria de milhares

A partir de 2026, cerca de 200 mil capixabas devem ser beneficiados com uma proposta do governo federal que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais (R$ 60 mil anuais). O projeto de lei, enviado recentemente ao Congresso Nacional, prevê mudanças significativas na tributação da pessoa física e promete alcançar cerca de 10 milhões de brasileiros em todo o país.

A medida representa uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, se aprovada, trará alívio tributário para trabalhadores e aposentados de baixa e média renda, especialmente nos estados do Sudeste, como o Espírito Santo. No entanto, o projeto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, sem impacto imediato na declaração de Imposto de Renda deste ano de 2025.

Nova faixa de isenção: de R$ 2.824 para R$ 5 mil

Atualmente, a isenção do IR se aplica a quem recebe até R$ 2.824 mensais. A partir desse valor, o imposto é cobrado em faixas, com a alíquota máxima de 27,5% para rendas mensais acima de R$ 4.664,68. Com a nova proposta, a faixa de isenção total será ampliada para R$ 5 mil, o que permitirá que milhões de trabalhadores deixem de pagar o tributo, aumentando o poder de compra da população.

Além disso, a proposta inclui uma tabela de descontos parciais para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais. Veja como ficará o novo modelo:

  • R$ 5.000: desconto de 100% (isenção total);

  • R$ 5.500: desconto de 75% sobre o valor devido;

  • R$ 6.000: desconto de 50%;

  • R$ 6.500: desconto de 25%;

  • R$ 7.000 ou mais: sem desconto.

Esse novo escalonamento visa reduzir o impacto do IR sobre a classe média, beneficiando diretamente uma grande parcela dos contribuintes brasileiros, inclusive trabalhadores com carteira assinada, autônomos e aposentados.

Espírito Santo será diretamente impactado

De acordo com estimativas do economista Ricardo Paixão, aproximadamente 200 mil contribuintes do Espírito Santoserão favorecidos pela nova política tributária. Trata-se de uma parcela significativa da população estadual, que poderá utilizar os recursos poupados com o IR em consumo, investimentos pessoais e melhoria na qualidade de vida.

Além disso, cerca de 18 mil contribuintes capixabas que possuem renda anual acima de R$ 600 mil devem ser impactados pela nova taxação adicional sobre altas rendas, proposta pelo governo como forma de compensar a perda na arrecadação.

Proposta de imposto mínimo para super-ricos

Para manter o equilíbrio fiscal diante do aumento da faixa de isenção, o governo federal propôs a criação de um “imposto mínimo” para as pessoas com renda anual superior a R$ 600 mil, ou R$ 50 mil mensais. Essa medida atingirá cerca de 140 mil brasileiros, o que corresponde a 0,06% da população.

A cobrança será feita de forma progressiva e proporcional, conforme o valor total da renda anual. O projeto estabelece uma espécie de “escadinha” tributária:

  • Até R$ 600 mil/ano: alíquota mínima de 0%;

  • R$ 900 mil/ano: alíquota mínima de 5%;

  • R$ 1,2 milhão/ano: alíquota mínima de 10%.

A Receita Federal verificará o valor total de IR já pago ao longo do ano e cobrará apenas a diferença para atingir a nova alíquota mínima prevista. Rendas como salários, aluguéis e dividendos serão consideradas na base de cálculo, enquanto rendimentos isentos, como poupança e indenizações, ficarão de fora.

Impacto econômico positivo

A proposta do governo foi bem recebida por setores do mercado financeiro e por representantes do Congresso Nacional. No dia do anúncio, o dólar fechou em queda para R$ 5,672, o menor valor desde outubro de 2024, e o Ibovespa subiu 0,49%, alcançando 131.474 pontos. O desempenho positivo dos indicadores econômicos foi interpretado como sinal de confiança dos investidores na capacidade do governo de equilibrar a justiça fiscal com a responsabilidade fiscal.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou a proposta e afirmou que ela “corrige uma injustiça tributária”. No entanto, sinalizou que o Congresso poderá fazer ajustes para garantir um impacto fiscal mais responsável.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que a medida “reforça o compromisso com o equilíbrio e desenvolvimento econômico do país” e garantiu prioridade na análise do projeto no Senado.

Instituições destacam avanço em justiça social

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, também considerou a proposta positiva, destacando que a tributação das altas rendas poderá compensar a perda de arrecadação causada pela ampliação da faixa de isenção.

Segundo analistas, a medida contribui para a construção de um sistema tributário mais progressivo, onde os que ganham mais contribuem proporcionalmente com uma parcela maior de seus rendimentos. Isso reforça o compromisso do governo com a redução da desigualdade e com a distribuição mais justa da carga tributária.

Entenda a proposta em resumo

Como é atualmente (até 2025):

  • Isenção para rendas de até R$ 2.824 mensais.

  • Tributação progressiva a partir desse valor, com alíquotas de até 27,5%.

O que muda a partir de 2026 (se aprovado):

  • Isenção total para rendas de até R$ 5 mil/mês.

  • Descontos parciais entre R$ 5 mil e R$ 7 mil/mês.

  • Manutenção das regras atuais para rendas entre R$ 7 mil e R$ 50 mil/mês.

  • Criação de imposto mínimo para rendas acima de R$ 600 mil/ano, com alíquotas entre 5% e 10%.

Próximos passos: tramitação no Congresso

O projeto do novo Imposto de Renda aguarda análise e votação na Câmara e no Senado. Caso seja aprovado, entrará em vigor a partir de janeiro de 2026 e começará a valer para a declaração de IR feita em 2027.

Enquanto isso, as regras atuais permanecem válidas em 2025, incluindo as faixas de isenção e as alíquotas já conhecidas pelos contribuintes.

Considerações finais

A proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda representa um avanço histórico na política fiscal brasileira, beneficiando milhões de brasileiros de baixa e média renda e promovendo maior justiça tributária. No Espírito Santo, o impacto será expressivo, com 200 mil pessoas sendo diretamente favorecidas.

A medida, que ainda depende de aprovação no Congresso, promete aliviar o bolso dos trabalhadores, estimular a economia local e tornar o sistema tributário mais equitativo. Ao mesmo tempo, a tributação adicional sobre as grandes rendas reforça o compromisso com o equilíbrio fiscal e o combate à desigualdade social.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.