Governo confirma nova regra do BPC para os brasileiros que recebem 1 salário mínimo de R$1.518,00

Governo surpreende com nova regra do BPC: benefício de R$ 1.518,00 agora tem proteção extra mesmo com variação de renda

O Governo Federal publicou uma Portaria Conjunta entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que muda de forma importante as regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Essas alterações, que começaram a valer em 2025, foram criadas para dar mais segurança às famílias com idosos e pessoas com deficiência que dependem do benefício. A ideia é simples: garantir que o apoio financeiro não seja perdido por causa de pequenas oscilações na renda familiar.

O que muda na prática com a nova regra do BPC

Antes, qualquer aumento momentâneo na renda familiar — como um bico, um trabalho temporário ou um pequeno reajuste no salário de algum membro — podia colocar o BPC em risco. Agora, com a atualização, o benefício não será cortado automaticamente se a renda do grupo subir um pouco.

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O texto oficial estabelece que o BPC será mantido enquanto a renda per capita familiar média dos últimos 12 meses ou do último mês analisado permanecer igual ou inferior a um quarto do salário mínimo.

Em outras palavras, o Governo quer evitar que quem vive em situação de vulnerabilidade perca o benefício por causa de mudanças pontuais.

O secretário nacional de Benefícios Assistenciais do MDS, Amarildo Baesso, explicou:

“A atualização das regras do BPC é um avanço na proteção social. Ela assegura a continuidade do benefício mesmo diante de variações temporárias na renda familiar e oferece mais estabilidade para quem vive em condições de vulnerabilidade.”

Conversão automática em auxílio-inclusão

Uma das grandes novidades é a conversão automática do BPC em auxílio-inclusão.

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Funciona assim: se o INSS identificar que uma pessoa com deficiência começou a trabalhar e recebe até dois salários mínimos, o BPC será automaticamente convertido em auxílio-inclusão, sem precisar de um novo pedido.

Isso evita que o beneficiário tenha o pagamento interrompido quando decide entrar no mercado de trabalho. Assim, a pessoa continua recebendo um apoio financeiro, mesmo estando empregada — o que incentiva a inclusão produtiva e a autonomia.

Essa medida está prevista na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e tem o objetivo de premiar, e não punir, quem decide trabalhar, garantindo uma transição mais segura entre o benefício e o emprego formal.

Novas regras operacionais e prazos do BPC

Além das mudanças no cálculo da renda e na conversão automática, a Portaria também trouxe ajustes operacionais importantes.

  • Prazo para entregar documentos: quem tiver alguma pendência no processo de solicitação do BPC agora tem até 30 dias para apresentar os documentos ou cumprir as exigências. Se perder o prazo, será preciso fazer um novo requerimento.

  • Definição de renda familiar: a norma atualiza o que entra e o que não entra na conta da renda per capita.

O que NÃO entra no cálculo da renda familiar

A Portaria deixa claro que alguns rendimentos não devem ser considerados no cálculo da renda. São eles:

  • Bolsas de estágio supervisionado;

  • Contratos de aprendizagem;

  • Auxílios financeiros temporários ou indenizações, como as pagas a vítimas de desastres ou rompimento de barragens;

  • Outro BPC recebido por idoso ou pessoa com deficiência da mesma família;

  • Benefício previdenciário de até um salário mínimo recebido por idoso com mais de 65 anos ou pessoa com deficiência (um por membro familiar);

  • O auxílio-inclusão e a respectiva remuneração, quando servirem para manter o BPC de outro familiar.

Com isso, o cálculo fica mais justo e reflete melhor a real condição econômica da família.

Mas há regras extras para evitar abusos

A Portaria também estabelece alguns limites:

  • Se alguém da família receber mais de um benefício previdenciário de até um salário mínimo, apenas um deles poderá ser desconsiderado no cálculo;

  • Rendimentos de atividades informais declaradas no CadÚnico deverão ser incluídos;

  • O requerente precisa informar se recebe outros benefícios da Seguridade Social, inclusive seguro-desemprego;

  • Podem ser deduzidos da renda gastos contínuos e comprovados com tratamentos médicos, medicamentos, fraldas ou alimentos especiais que não sejam fornecidos pelo SUS ou SUAS.

Como será calculada a renda a partir de agora

O cálculo da renda familiar passa a considerar o mês do requerimento ou da revisão, com base nas informações do Cadastro Único (CadÚnico) e de outras bases oficiais do governo.

Isso garante mais precisão e transparência, já que o cruzamento de dados permite detectar tanto fraudes quanto inconsistências.

Importância da atualização cadastral no CadÚnico

Outra regra essencial é a obrigatoriedade de manter o CadÚnico sempre atualizado.

Mudou de endereço? Alguém saiu ou entrou na casa? Tudo isso precisa ser informado ao governo. A falta de atualização pode gerar bloqueio ou até suspensão do BPC.

A atualização é o que permite que o INSS e o MDS acompanhem corretamente a situação econômica e social das famílias, evitando cortes indevidos e garantindo que o benefício vá para quem realmente precisa.

BPC 2025: valor, público e principais regras

Em 2025, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) paga R$ 1.518,00 por mês, o valor do salário mínimo nacional vigente.

Veja os principais pontos atualizados:

  • Quem tem direito: idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que comprovem baixa renda;

  • Critério de renda: até um quarto do salário mínimo per capita (R$ 379,50 em 2025);

  • Inscrição obrigatória: é necessário estar cadastrado no CadÚnico;

  • Sem 13º salário: o BPC não é aposentadoria, por isso não tem gratificação natalina;

  • Sem acumulação: o beneficiário não pode receber outro benefício previdenciário ao mesmo tempo.

Embora o BPC não seja aposentadoria, ele é uma das principais políticas públicas de combate à pobreza no país, garantindo renda mínima e dignidade a milhões de brasileiros.

Por que essa atualização é considerada um avanço social

Com as novas regras, o governo busca modernizar o sistema de proteção social e adaptá-lo à realidade das famílias brasileiras, onde a renda pode variar de um mês para o outro.

A intenção é evitar cortes injustos e permitir que o cidadão viva com mais tranquilidade, sem medo de perder o benefício por causa de pequenas variações no orçamento familiar.

Além disso, a automação do auxílio-inclusão reforça o compromisso do Estado com a inclusão produtiva das pessoas com deficiência, garantindo independência financeira sem perda de direitos.

Em um país com milhões de beneficiários diretos e indiretos, o BPC continua sendo um dos pilares mais importantes da política social brasileira, e as novas regras de 2025 chegam para fortalecer ainda mais essa rede de proteção.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.