A Carteira de Identidade Nacional (CIN), mais conhecida como “novo RG”, já se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros em 2025. Embora o prazo oficial para substituição do documento antigo vá até 28 de fevereiro de 2032, muitas pessoas precisam fazer a troca antes — especialmente quem utiliza serviços públicos, programas sociais e atendimentos que exigem biometria atualizada.
A saber, o governo federal vem ampliando campanhas e reforçando que, embora o RG antigo ainda seja aceito, ele perderá força gradualmente nos próximos anos. Ao mesmo tempo, a nova CIN avança em ritmo acelerado, impulsionada pela padronização nacional e pelos mecanismos de segurança que tornam o documento mais confiável.
Antes de mais nada, entender o que muda, quais são os prazos de validade e quem deve agir rapidamente evita transtornos na hora de acessar benefícios, fazer cadastros ou viajar.
Validade do documento e quem precisa renovar antes
Em primeiro lugar, todos os brasileiros precisam prestar atenção à validade impressa no próprio RG, pois documentos vencidos já não são aceitos para a maioria das identificações oficiais.
A nova regra de validade segue três faixas:
0 a 12 anos incompletos – validade de 5 anos
12 a 60 anos incompletos – validade de 10 anos
Acima de 60 anos – validade indeterminada
Ou seja, crianças e adultos jovens precisam atualizar o documento com mais frequência. Acima de tudo, quem tem RG antigo emitido antes de 2014 costuma ser o grupo que mais apresenta problemas ao tentar acessar bancos, concursos, voos, cadastros públicos e até atendimentos no SUS.
A emissão da primeira via da CIN é gratuita, assim como a renovação, e pode ser solicitada pela internet, dependendo do estado.
O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional
A nova CIN substitui de vez o antigo modelo de RG, que variava entre estados e gerava inconsistências. Agora, o documento passa a ter um número único: o CPF. Em conclusão, essa mudança acaba com múltiplos números de identidade e facilita cruzamentos de dados em serviços públicos e privados.
Entre as principais mudanças, destacam-se:
CPF como número único de identificação nacional
QR Code para verificação de autenticidade
Código MRZ, o mesmo utilizado em passaportes
Possibilidade de adicionar tipo sanguíneo, nome social e indicação de doador de órgãos
Versão digital integrada ao aplicativo Gov.br
Aceitação em aeroportos, bancos, concursos e serviços federais
Uso válido para viagens aos países do Mercosul
A princípio, o principal objetivo é tornar a identificação do cidadão mais segura, padronizada e difícil de falsificar.
RG antigo ainda vale? Até quando pode usar?
Sim. O documento antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032. Entretanto, não basta apenas que esteja dentro do prazo: o RG precisa estar legível e em bom estado.
Por fim, existe um alerta importante:
A partir de novembro de 2025, qualquer pedido de benefício no INSS exige que o cidadão tenha biometria válida.
Essa biometria pode vir da:
CIN
CNH
Título de Eleitor
Entretanto, quem não possui nenhum desses documentos com biometria atualizada pode enfrentar bloqueios temporários até atualizar seus dados. Ou seja, mesmo que o prazo final seja 2032, beneficiários do INSS devem se adiantar.
Crescimento acelerado da CIN em 2025
O ritmo de emissões do novo documento tem sido um dos maiores desde a criação da CIN. De acordo com balanços divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação, o país registrou:
Crescimento de 60% nas emissões entre janeiro e outubro de 2025 em comparação com 2024
Fluxo atual de cerca de 3 milhões de emissões mensais
Esse crescimento não acontece por acaso. O governo vem ampliando postos de atendimento, investindo em equipamentos biométricos e unificando bases de dados entre os estados.
Metas e cronograma do governo para os próximos anos
O governo federal estabeleceu três metas principais:
Curto Prazo
Alcançar 4,5 milhões de emissões por mês até o começo de 2026.
Médio Prazo
Atingir 100 milhões de CINs emitidas até o final de 2026.
Longo Prazo
Digitalizar, identificar e unificar eletronicamente 100% da população até 2028.
Em outras palavras, a meta é eliminar de forma definitiva todos os documentos despadronizados, criando um sistema nacional único.
Participação dos estados e avanço desigual pelo país
Todos os 26 estados e o Distrito Federal já estão autorizados a emitir a CIN. Contudo, o ritmo de adesão varia.
Em agosto de 2025, os destaques eram:
Piauí – aproximadamente 50% da população já com CIN
Acre
Alagoas
Mato Grosso
Essas unidades da federação conseguiram acelerar os processos ao ampliar agendamentos digitais, instalar totens de emissão e integrar o documento ao Gov.br.
Por outro lado, estados mais populosos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, embora em ritmo acelerado, enfrentam maior demanda e filas de espera em alguns municípios.
Por que muitas pessoas precisam emitir a CIN antes de 2032
Mesmo com o prazo longo, vários grupos devem realizar a troca imediatamente:
Beneficiários do INSS que ainda não possuem biometria atualizada
Participantes de programas sociais que exigem comprovação frequente de identificação
Pessoas que fazem viagens nacionais ou para o Mercosul
Candidatos de concursos públicos
Cidadãos que utilizam serviços que exigem documento recente
Quem tem RG antigo rasurado, danificado ou com foto muito antiga
A saber, bancos, cartórios e companhias aéreas já não aceitam RGs emitidos há muitos anos, mesmo dentro do prazo legal, por causa da dificuldade de confirmar a identidade.
O que acontece se o cidadão não trocar o documento a tempo
Embora não haja multa ou bloqueio automático até 2032, a partir de 2028, o novo RG passa a ser o único documento válido com biometria para manutenção de benefícios sociais e previdenciários.
Ou seja, quem não atualizar até lá poderá:
Ter processos travados no INSS
Enfrentar dificuldades para provar identidade em bancos
Ter restrições em embarques e viagens
Passar por mais etapas de verificação em serviços públicos
A emissão é simples, rápida e gratuita, o que incentiva a troca antecipada.
